Endometriose

Endometriose X Endometrioma

A endometriose, doença silenciosa que afeta mais de 7 milhões de brasileiras, será um dos temas debatidos no XXII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA), que acontece em Brasília entre…

Publicado em 12 de julho de 2018Atualizado em 13 de fevereiro de 20252 min de leitura
Endometriose X Endometrioma

A endometriose, doença silenciosa que afeta mais de 7 milhões de brasileiras, será um dos temas debatidos no XXII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA), que acontece em Brasília entre os dias 01 a 04 de agosto de 2018. “Se considerarmos que cerca de 20% dos casais que desejam engravidar concebem por mês, a endometriose sem tratamento poderia prejudicar a fertilidade ao extremo de 90% dos casais afetados”, afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Hitomi Nakagawa.

A endometriose representa 1/3 das doenças ginecológicas em idade fértil da mulher, ou seja, dos 15 aos 49 anos.  Apesar de estar presente em torno de 10% das mulheres férteis, 1/3 das pacientes com esse diagnóstico enfrentam problemas de fertilidade. Além disso, desse total, entre 17 a 44% podem desenvolver o endometrioma – um estágio avançado da endometriose.

“O endometrioma é um cisto ovariano de conteúdo espesso e escuro  contendo sangue degradado. Apesar de ser uma alteração benigna alguns sintomas podem ser desconfortáveis à mulher como, dor pélvica e intensas cólicas menstruais; além de comprometer a fertilidade feminina”, lembra Hitomi. A presidente da SBRA explica ainda que os mecanismos que levam à infertilidade vão desde alterações hormonais para ovulação, até alterações no útero, distorções na anatomia pélvica ou interação do óvulo com o espermatozoide.

Endometriose e endometrioma x Reprodução Assistida – As técnicas de reprodução humana assistida (RHA) aumentam as chances de realizar o sonho da maternidade porque proporcionam expressivos ganhos à correção desses distúrbios.

“Por permitir a coleta do óvulo dentro do ovário e trabalhar com um óvulo e um espermatozoide, em laboratório, a reprodução assistida soluciona as várias etapas das dificuldades reprodutivas”, pontua Hitomi. Esse tipo de tratamento deve ser escolhido conforme a idade da paciente, o histórico familiar, o tempo de infertilidade, o grau da doença e as condições tubárias e dos espermatozoides.

CBRA – Brasília receberá, de 1 a 4 de agosto de 2018, o XXII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (XXII CBRA). Cerca de mil profissionais entre médicos, biólogos, enfermeiros, psicólogos e outros são aguardados no evento, além dos principais nomes da medicina reprodutiva internacional e dos autores dos mais importantes trabalhos científicos na área. O objetivo é apresentar os avanços da reprodução assistida e alternativas destinadas aos pacientes que buscam realizar o sonho de ter um filho. A iniciativa do Congresso é da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). Saiba mais em:http://sbracongressos.com.br

Fonte: SBRA

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