Endometriose

Relação da pré-eclâmpsia com uma alteração uterina foi encontrada pela primeira vez através de pesquisadores na Espanha

Publicado na revista PNAS Até hoje as pesquisas sobre a pré-eclâmpsia estavam focadas apenas no estudo da placenta. Estudo demonstra que um erro no processo decidualização do endométrio pode originar…

Publicado em 03 de outubro de 2017Atualizado em 03 de outubro de 20172 min de leitura
Relação da pré-eclâmpsia com uma alteração uterina foi encontrada pela primeira vez através de pesquisadores na Espanha

Publicado na revista PNAS

  • Até hoje as pesquisas sobre a pré-eclâmpsia estavam focadas apenas no estudo da placenta.
  • Estudo demonstra que um erro no processo decidualização do endométrio pode originar esta complicação durante a gravidez, o que abre uma porta para a identificação precoce do risco de desenvolver a doença.
A pré-eclampsia é uma complicação grave que afeta cerca de 8% das gestantes e ocorre a partir do terceiro trimestre de gravidez. Caso não seja diagnosticada a tempo, a pré-eclâmpsia representa um alto risco tanto para mãe quanto para o bebê.

Até o momento, grande parte dos esforços para estudar a origem deste problema gestacional estavam focados apenas na placenta, sem incluir o papel do tecido uterino onde o embrião se implanta e a placenta se desenvolve.

A autora principal do estudo, Dra. Tamara Garrido-Gómez, revela uma relação entre o surgimento da pré-eclâmpsia com um erro no processo de decidualização no endométrio das mulheres. A decidualização é um processo que ocorre no tecido endometrial, que consiste na preparação do útero para a implantação do embrião e o sucesso da gravidez. A alteração foi identificada tanto no endométrio das mulheres que tiveram pré-eclâmpsia em gestações anteriores, quanto em pacientes que manifestaram a pré-eclâmpsia no momento do parto.

Os resultados do estudo questionam o conceito até então aceito de que a pré-eclâmpsia é um transtorno unicamente provocado por uma alteração na placenta, e proporciona uma explicação sobre a razão das mulheres com casos anteriores de pré-eclâmpsia terem uma propensão maior à repetição desta patologia.

Visando ampliar esta pesquisa que pode beneficiar muitas pessoas, foi criado um departamento liderado pela Dra. Tamara que estará dedicado ao desenvolvimento do diagnóstico clínico para a avaliação prospectiva do risco de pré-eclâmpsia e o possível tratamento desta condição antes da gravidez.

Garrido-Gómez et al. “Defective Decidualization During and After Severe Preeclampsia Reveals a Possible Maternal Contribution to the Etiology”. PNAS, doi:10.1073/pnas.1706546114

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