Novo exame pode melhorar os resultados nos tratamentos de ovodoação

Novo exame pode melhorar os resultados nos tratamentos de ovodoação

Novo exame imunológico – KIR – HLA – C – Orienta na escolha do perfil imunológico ideal da doadora de óvulos e pode melhorar as chances de sucesso nos tratamentos de ovodoação. Pode ainda orientar a escolha da amostra nos bancos de sêmen e evitar abortos e complicações na gestação.

Existem muitas causas de infertilidade, e praticamente todas são tratáveis. Medicamentos induzem a ovulação quando ela não for adequada; cirurgias recuperam problemas da anatomia do aparelho reprodutor quando houver alterações, como aderências pélvicas ou obstrução tubária; a endometriose é tratável pela videolaparoscopia; os espermatozoides quando não estiverem presentes no sêmen poderão ser retirados do testículo por mini Intervenções cirúrgicas e, por fim, a fertilização in vitro (FIV) resolve quase todos os problemas. Todas estas dificuldades causam uma dor maior ou menor no sentimento da mulher, e os tratamentos disponíveis para estes problemas aliviam o sofrimento com alguma facilidade. De todos os diagnósticos conhecidos, o mais difícil de ser aceito pela mulher é o da ausência de óvulos capazes de serem fertilizado, isto é, o ovário não fabrica mais óvulos capazes de gerar filhos. É um momento de decepção, pois ela acredita que não será mais possível ser mãe.

A solução é a DOAÇÃO DE ÓVULOS. Estas mulheres podem ser mães e gerar seu(s) filho(s) no seu próprio ventre, tendo um bebê fruto dos espermatozoides do seu marido e um óvulo de uma mulher doadora.

Entretanto este tratamento pode ser ainda muito mais frustrante quando, após este período de conhecimento e aceitação do tratamento com óvulos doados, mais uma vez, a gestação não ocorreu, o tratamento não deu certo. Ainda mais quando todos os exames já foram realizados para evitar o insucesso; trombofilias, ressonância magnética, pesquisa da adenomiose, endometriose, videohisteroscopia, biópsia de endométrio, ERA, Cine Mode Display, não faltava mais nada. TALVEZ…

Outros problemas raros podem impedir a implantação dos embriões.

Este novo exame de sangue, que tem o nome de KIR – HLA- C (KIR= KillerImmunoglobulin-likeReceptors e HLA-C = HumanLeucocyteAntigen- Antígenos Leucocitários Humanos), pode ajudar a melhorar os resultados nos tratamentos de fertilização assistida com óvulos doados. Este exame já vem sendo utilizado pelo IPGO em casos de falhas de implantação ou abortos em FIVs com óvulos próprios, mostrando que, em alguns casos especiais, transferir um único embrião pode dar melhores resultados quando comparamos a transferência de dois embriões ou mais. Nos casos de ovodoação, este exame ainda permite saber de antemão se o casal necessita de uma doadora que, além de ser saudável e ter as características físicas compatíveis com o casal, tenha também um padrão imunológico compatível com eles. Mas não é todo o casal que precisa deste detalhe imunológico da doadora e por isso consideramos que este exame deve ser indicado após uma avaliação criteriosa do casal, não como rotina. Isso se baseia no fato de que todas as mulheres têm, no seu útero, células imunológicas (chamadas NK) com receptores capazes de reconhecer o embrião quando esse chega ao útero materno. Embora muitos estudos demostrem a associação de uma atividade aumentada de células NK no endométrio que produza uma atividade citotóxica exagerada poderia estar relacionada a perdas gestacionais e com falhas de implantação, abortos e problemas tardios na gravidez (o IPGO tem seguido esta teoria), novos estudos vem mostrando que a ação da célula NK uterina é mais complexa.

Estes receptores das células NK chamam-se KIR e se dividem em três grandes grupos genéticos (KIR AA, KIR AB e KIR BB). Eles têm função inibitória ou estimulatória sobre as células NK e importância fundamental na implantação dos embriões, na formação da placenta e, consequentemente, no próprio desenvolvimento da gestação. No passado, acreditava-se que todas as células NK (natural killer=células assassinas), tinham capacidade extremamente citotóxica, ou seja, de matar células estranhas ao organismo, como, por exemplo, as tumorais ou infectadas por vírus. Nos últimos anos, observou-se que existe outro tipo de célula NK no útero com outra função: liberar substâncias imunomoduladoras que estimulam a invasão das células trofoblásticas (do embrião) no endométrio de forma adequada, sendo importante para garantir a implantação e formação adequada da placenta.

A ausência das células NK pode causar falhas de implantação e, por uma formação deficiente da placenta, abortos, restrição de crescimento do bebê e pré-eclâmpsia. A ação dessas células, tão importantes para uma gestação normal, depende de uma perfeita interação imunológica entre uma molécula da superfície das células do embrião (chamada HLA-C) e os receptores KIR das células NK uterinas.

Todo ser humano dispõe, em suas células, de antígenos (moléculas que intragem com o sistema imune) denominados HLA que distinguem os antígenos do próprio organismo dos estranhos. Os antígenos HLA representam a “marca registrada” de cada indivíduo, a “impressão digital” única, que pode ter uma similaridade maior ou menor com duas pessoas.

Quanto maior a distância dessa similaridade, maior a chance de rejeição. O antígeno HLA é uma denominação genética que, nos casos de transplantes de órgãos, tem o objetivo de avaliar o doador ideal para determinado paciente.

Como o embrião de uma receptora é composto de 50% de material genético paterno e 50% de material genético da doadora, tem molécula HLA-C da doadora e paterna. As células NK reconhecem o HLA-C estranho ao seu organismo, ou seja, o HLA de origem paterna. Entretanto, quando a célula NK em questão reconhece este HLA diferente, ela não induz à rejeição, como nos transplantes, mas libera citocinas importantes para gestação (CITOCINAS são substâncias segregadas por células do sistema imunológico que controlam as reações imunológicas do organismo).

O HLA-C do embrião pode ser de dois tipos: C1 e C2. A molécula C1 interfere pouco na atividade da célula NK, então pouco afeta a gestação. Já a C2 tem uma ação muito maior sobre os receptores KIR, sendo, então, mais importante para a gestação. Entretanto, sua ação vai depender do tipo de receptor KIR. Este é determinado por um grupo de genes (haplotipo) que pode ser definido como grupo A, quando gera receptores somente com atividade de inibição; ou grupo B, quando gera algum receptor com atividade estimulatória. Assim, a mãe pode ser AA, AB ou BB (pois tem um haplotipo herdado do pai e um da mãe).

Novos estudos, realizados na Espanha, pela equipe liderada pela Drª Diana Alecsandru, imunologista da clínica IVI Madri,revelaram, entre outras coisas, que a união dos receptores KIR AA com antígenos HLA-C2 paterno é uma combinação de risco para o ser humano, uma vez que o HLA-C2 tem uma forte ação sobre os receptores KIR AA, que têm função inibitória sobre as células NK protetoras que se tornam inativas. Isso, portanto, dificultaa implantação e formação da placenta de forma adequada, levando às complicações já descritas.

Quando transferimos dois embriões, a situação se agrava, pois há estímulo HLA-C2 paterno de mais de um embrião, bloqueando, no caso de KIR AA, ainda mais essa ação protetora.

No caso de óvulos doados, o embrião apresentará um HLA-C do marido e um da doadora de óvulos, ambos reconhecidos como estranhos ao sistema imune materno. Dessa forma, no caso de mulher KIR AA, se o embrião tiver C2 proveniente do pai e doadora, o risco será muito elevado, com taxas de nascimentos muito baixas.

Para evitar essas complicações, pode-se avaliar o KIR da mulher,o HLA-C do homem e HLA-C da doadora,por meio de exames de sangue.

  • KIR da mulher: No exame do KIR, avalia-se se a mulher é KIR AA, AB ou BB. Quando a mulher é AB ou BB, não há risco, não precisando avaliar o HLA-C do marido ou doadora. Quando a mulher é KIR AA, deve-se, então, fazer essa avaliação.
  • HLA-C do homem: No caso do HLA, considerando que herdamos um HLA-C do pai e um da mãe, o parceiro poderá ser C1C1, C1C2 ou C2C2. Se for C1C1, o embrião gerado terá sempre HLA paterno C1. Se C2C2, sempre o embrião terá C2. E se o marido for C1C2, os embriões formados têm 50% de chances de terem HLA paterno C1 e 50% de chances de terem C2.
  • HLA-C da doadora: A doadora de óvulos também poderá ser C1C1, C1C2 ou C2C2.

No caso de mulher KIR AA, o ideal é escolher uma C1C1, assim, temos a certeza que o embrião não herdará C2, principalmente se o marido for C1C2 ou C2C2. E, então, o número de embriões transferidos será de acordo com o HLA-C do parceiro: até dois, se homem C1C1; ou somente um, se C2C2 ou C1C2.

Observação:se o marido for C1C1, pode-se optar por transferir um só embrião, independente do HLA-C da doadora.

  • Banco de Sêmen: nos casos de falhas repetidas de tratamentos provenientes de banco de sêmen, é recomendável que a futura mãe faça a pesquisa dos receptores KIR. Caso ela seja KIR AA, a recomendação é que o doador seja HLC-A C1C1. O problema é que os bancos de sêmen, até o momento, não incluem este exame na pesquisa dos doadores. Neste caso, pode-se optar por transferir somente um embrião.

A implantação embrionária pode falhar quando:

  • A mãe é haplotipo KIR AA
  • O embrião herda o HLA-C C2 do pai e/ou da doadora de óvulos
  • A chance de complicação é maior quanto mais HLA-C2 presente no pai e na doadora de óvulos.
  • Nos casos acima, os resultados são piores quanto maior o número de embriões transferidos.

Mãe KIR AA x HLA-CC2 paterno e/ou de doadora

  • Diminuem as chances de implantação
  • Aumentam as chances de aborto (47,8%)
  • Favorece restrição de crescimento do bebê
  • Favorece pré-eclâmpsia
  • Limita o número de embriões transferidos a um por vez
  • Direciona a busca de doadora de óvulos sem C2
  • Pode direcionar a escolha da amostra nos bancos de sêmen de doadores sem C2 paterno

Conduta frente ao resultado do KIR (mulher) e HLA-C (paterno) na Ovodoação

* Não precisa pedir HLA-C da doadora
Conduta frente ao resultado do KIR (mulher) quando Banco de Sêmen

Referências Bibliográficas:

  1. Alecsandru D, García-Velasco JA. Immunology and human reproduction. CurrOpinObstet Gynecol. 2015 Jun;27(3):231-4.
  2. Alecsandru D, García-Velasco JA. Why natural killer cells are not enough: a further understanding of killer immunoglobulin-like receptor and human leukocyte antigen. FertilSteril. 2017 Jun;107(6):1273-1278.
  3. Alecsandru D, Garrido N, Vicario JL, Barrio A, Aparicio P, Requena A, García-Velasco J. Maternal KIR haplotype influences live birth rate after double embryo transfer in IVF cycles in patients with recurrent miscarriages and implantation failure. HumReprod. 2014 Dec;29(12):2637-43.
  4. Colucci F. The role of KIR and HLA interactions in pregnancy complications. Immunogenetics. 2017 Aug;69(8-9):557-565.
  5. Franasiak JM, Scott RT. Contribution of immunology to implantation failure of euploid embryos. FertilSteril. 2017 Jun;107(6):1279-1283.
  6. Hiby SE, Apps R, Sharkey AM, Farrell LE, Gardner L, Mulder A, et al. Maternal activating KIRs protect against human reproductive failure mediated by fetal HLA-C2. J Clin Invest. 2010 Nov;120(11):4102-10.
  7. Michelon T, Silveira JG, Graudenz M, Neuman J. Imunologia da gestação Revista da AMRIGS, Porto Alegre, 50 (2): 145-151, abr.-jun. 2006.
  8. Morin SJ, Treff NR, Tao X, Scott RT 3rd3, Franasiak JM, Juneau CR, Maguire M, Scott RT. Combination of uterine natural killer cell immunoglobulin receptor haplotype and trophoblastic HLA-C ligand influences the risk of pregnancy loss: a retrospective cohort analysis of direct embryo genotyping data from euploid transfers. FertilSteril. 2017 Mar;107(3):677-683.e2.

Fonte: Alecsandru D, García-Velasco JÁ

 

Estresse constante pode diminuir a qualidade do esperma

Estresse constante pode diminuir a qualidade do esperma

Estresse em grandes quantidades pode diminuir a mobilidade do espermatozoide, causando a infertilidade.  O estresse é notoriamente prejudicial para a saúde física e psicológica. Ele pode ser causado por diversos eventos, como o início de um novo emprego, ou o término de um relacionamento. E ele se manifesta no corpo de diversas formas, causando sensações como a irritação e a preocupação. E segundo um estudo feito pela Universidade Ben-Gurion do Neguev, em parceria com o centro médico de Soroka, em Israel, o estresse também pode diminuir a qualidade do esperma, prejudicando sua mobilidade.

O estudo foi apresentado na Convenção Internacional de Genética e Reprodução Assistida em Israel, e mostrou que mais de 37% das amostras de esperma que foram colhidas para a pesquisa, durante um período estressante para os homens, tinham uma baixa taxa de mobilidade, o que consequentemente diminui as chances de haver fecundação.

“O estresse mental é conhecido por ter efeitos adversos na fertilidade, mas há poucas pesquisas que ilustram o impacto que este causa na qualidade do esperma”, diz Eliahu Levitas, pesquisador na Universidade Ben-Gurion, na área de ciências médicas.

Como o estudo foi feito

O estudo contou com a doação de 10.536 amostras de esperma, que foram coletadas durante períodos não estressantes entre 2009 e 2017. Logo após, estas amostras foram comparadas com outras 659, coletadas enquanto acontecia um conflito militar entre Israel e Gaza, durante os anos de 2012 e 2014. A idade média dos doadores era de 32 anos, e 44% deles eram fumantes. Ao comparar a qualidade das amostras colhidas durante períodos estressantes e períodos calmos, a diferença era clara.

Em entrevista ao periódico, Levitas, que também é diretor do Banco de Esperma de Soroka, afirma que até mesmo homens que ouviram apenas sirenes de aviso, alertando sobre a chegada de ataques aéreos, sofreram os impactos do estresse por um longo período. “Estamos surpresos que há uma conexão entre uma questão de segurança e a contagem de espermatozoides”, conclui.

Resultados

Normalmente, a probabilidade de uma fraca mobilidade do esperma em amostras retiradas durante um período de estresse, aumenta para 47%. Consequentemente, isto pode levar à infertilidade, já que o esperma tem menos probabilidades de fertilizar o óvulo.

Fonte: Minha Vida

Compostos do cigarro podem interferir na fertilidade da mulher e do homem

Compostos do cigarro podem interferir na fertilidade da mulher e do homem

O tabaco é a principal droga lícita mais consumida na atualidade. Estima-se que até 50% dos homens e quase 1/3 das mulheres, em idade reprodutiva, façam seu uso.  O médico creditado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Eduardo Leme Alves da Mota explica como o tabaco pode afetar a fertilidade da mulher e do homem.

De acordo com Eduardo, o cigarro com seus diversos compostos, entre os quais se destacam a nicotina e o monóxido de carbono, tem a capacidade de se ligar a receptores específicos nas células e promover um fenômeno chamado de atresia, ou perda da função e morte desta célula. “Assim nas células germinativas, como o óvulo e/ou o espermatozoide, existe uma acentuada queda na sua qualidade e diminuição do número, o que especialmente para as mulheres pode ter um enorme impacto na capacidade reprodutiva.”, explica.

Estudos revelam a queda do potencial e no número dos óvulos. Pesquisadores já mostraram que em fetos abortados do sexo feminino, em grávidas fumantes, o número de óvulos formados era menor se comparado a grávidas não fumantes. Nas mulheres em idade reprodutiva, a quantidade de hormônio necessário para estimular a ovulação é maior nas fumantes se comparado às não fumantes e as taxas de fertilização e crescimento dos embriões em laboratório são piores.

Além disso, acrescenta o médico, as fumantes, em geral, tendem a entrar na menopausa cerca de dois anos antes. “Nos homens, estes estudos não são tão conclusivos, mas convém ressaltar que a produção de espermatozóides é muito maior do que o mínimo necessário.”

TABACO x GESTAÇÃO: Além da ação da reação oxidativa nas células, a nicotina produz uma contração na musculatura das artérias, acarretando diminuição do fluxo sanguíneo. Os bebês de grávidas fumantes tendem a apresentar menor peso e piores condições respiratórias ao nascimento. Hipertensão arterial e descolamento prematuro da placenta podem ser outras complicações também.

TABACO X SAÚDE DO BEBÊ: Em função da menor oxigenação ao longo da gravidez, o coração do bebê tende a apresentar ritmos mais acelerados, o que desgasta a atividade cardíaca, aumenta a prematuridade em função da ação nociva do tabaco e podem existir defeitos de formação. “Há também maior risco de óbito fetal intra-útero”, finaliza o médico.

FONTE: SBRA

Os benefícios do Pilates na gravidez e no pós-parto

Os benefícios do Pilates na gravidez e no pós-parto

Prática trabalha a mente e o corpo, reduz o estresse e melhora a flexibilidade, o condicionamento físico, a respiração, a coordenação motora e o relaxamento da grávida

Durante a gestação, o corpo da mulher sofre diversas mudanças, como aumento do peso, flacidez muscular e alterações posturais. A chegada de um bebê traz novas rotinas para amãe, sendo que ela tende a adotar hábitos mais saudáveis e adequados para seu filho, incluindo aí as atividades físicas.

Nem todos os exercícios são indicados para grávidas, mas o Pilates é uma excelente opção para uma gestação e pós-parto mais tranquilos. Porém, vale ressaltar que mesmo que o médico autorize, ele só é indicado para quem o pratica há pelo menos seis meses antes da gravidez. Isso porque é preciso já ter um bom Centro de Força – região central do corpo, também chamada de “Power House” ou “Core”, que envolve músculos abdominais, assoalho pélvico (região responsável pela sustentação dos órgãos do sistema reprodutor) e musculatura das costas –, para a execução segura do treino.

“O criador do Autêntico Pilates, Joseph Pilates, não permitia que mulheres não praticantes se iniciassem no Método na gestação, pois sem o Power House há risco de aborto e problemas como diástase abdominal, lesões no quadril e parto prematuro. Este conjunto de músculos sofre muitas mudanças na gravidez, por isso não devemos sobrecarregar ainda mais essa região”, diz Inelia Garcia, diretora técnica da rede The Pilates Studio® Brasil.

O Pilates trabalha a mente e o corpo, reduz o estresse e melhora a flexibilidade, o condicionamento físico, a respiração, a coordenação motora e o relaxamento da grávida, além de ser eficiente no combate às câimbras musculares e inchaços nas pernas. A prática também beneficia o bebê, que recebe endorfina – o hormônio do relaxamento – através da placenta e sente a tranquilidade da mãe, que tende a ficar mais disposta com os exercícios.

“Os benefícios se estendem a todas as etapas da gestação e pós, pois a tonificação do assoalho pélvico, costas e abdômen traz um maior apoio ao útero, redução da pressão sobre a bexiga, diminuição das dores lombares e prevenção de futuras incontinências e prolapsos. O Power House fortificado combinado com as técnicas de respiração do Pilates auxiliam a grávida a lidar melhor com as contrações e ter um parto mais tranquilo”, conta a especialista.

O Método ainda aumenta a consciência sobre as mudanças que o corpo passa, melhora a sustentação e estabilização da coluna, beneficia uma boa postura e ajuda a preparar a mãepara a chegada do bebê e das novas rotinas, como amamentar, dar banho, trocar e colocar no berço. “A coluna é afetada na gravidez devido a vários fatores que ocorrem nessa fase, como o crescimento das mamas, aumento do útero para carregar o bebê, ganho de peso e instabilidade articular. Essas modificações na postura geram uma sobrecarga que aumenta a tensão da musculatura e traz dores e danos na gestação e no pós-parto”, destaca a diretora.

Outras vantagens para quem prepara o corpo para a gestação com o Autêntico Pilates e mantém a rotina após o parto são: cicatrização e recuperação da forma física e da força mais rápidas, combate à depressão pós-parto, estímulo à sensação de prazer e bem-estar e melhora da qualidade do sono. “Seguir as indicações médicas e adotar práticas adequadas ao bebê ajudam a resultar em uma gravidez tranquila e saudável!”, conclui Inelia Garcia, diretora técnica da rede The Pilates Studio® Brasil.

Fonte: JE Online.

Sete dicas para quem quer fazer reprodução assistida

Sete dicas para quem quer fazer reprodução assistida

Congelamento de óvulos, fertilização in vitro e inseminação uterina são alguns dos métodos dessa área da medicina

Uma das áreas da medicina que mais cresce atualmente é a de reprodução assistida, seja porque muitas mulheres querem ter filhos mais tarde ou por dificuldades em engravidar pelos mais diversos motivos. Congelamento de óvulos, fertilização in vitro e inseminação uterina são alguns dos métodos que podem ajudar nesse sonho. O especialista Matheus Roque dá sete dicas para quem quer entender mais sobre o assunto:

  1. Muita calma nesta hora

Se você parou com métodos contraceptivos há pouco tempo a fim de engravidar, tenha paciência. Apenas se recomenda a procura de um médico especializado se o casal tem relações frequentes há um ano (ou seis meses, quando a mulher tem mais de 36 anos), e a gestação ainda não aconteceu.

  1. Fique de olho no relógio

 Ainda não há planos, mas existe o desejo de ser mãe? Pense no congelamento de óvulos a partir dos 30 anos, idade na qual a qualidade das células de reprodução e as chances de gravidez começam a cair. Inversamente, crescem os riscos de abortos e gestações problemáticas.

  1. Sem hora para sair do gelo

Não existe limite de tempo para que os óvulos permaneçam congelados. A quantidade de anos na “geladeira” não influencia na qualidade deles, e sim a idade da mulher. Portanto, quanto mais cedo a procura por um especialista, mais chances de o óvulo a ser guardado estar em perfeito estado e a gestação ser um sucesso.

  1. Sem dor, sangue ou bisturi

O procedimento para retirada de óvulos a serem congelados consiste em injeções de hormônios em uma fase, e punção rápida e indolor em outra. Tudo é feito por ultrassonografia e não há cortes.

  1. Filho único

Antes, na fertilização in vitro, implantavam-se de dois a três embriões no útero para tentar uma gestação. Hoje já é possível colocar apenas um e ainda assim ter uma gravidez de sucesso e sem risco de gêmeos ou trigêmeos.

  1. Idade racional

Fertilizações in vitro ou inseminação não são aconselhados pelo Conselho Federal de Medicina em mulheres de mais de 50 anos, mesmo sem menopausa. A chance de complicações para a saúde dela é grande.

  1. Sexo na sorte

Sonha em ter uma menina ou menino? Torça para tal, mas não pense que, nos métodos de reprodução assistida, você poderá escolher o sexo do bebê. Isso é eticamente inaceitável e não autorizado pelo Conselho de Medicina. Desconfie de quem fizer tal prática.

Fonte: Jornal O Globo

 

Estudo inédito mostra queda na qualidade de sêmen do brasileiro

Estudo inédito mostra queda na qualidade de sêmen do brasileiro

Pesquisadores acreditam que a obesidade é um dos maiores responsáveis

Quando um casal tem dificuldades para engravidar, a tendência é que a suspeita recaia, primeiramente, sobre a mulher. No entanto, a resposta para essa situação pode estar do outro lado: uma pesquisa inédita – a primeira a ter uma grande amostra, por um longo período de acompanhamento no país – aponta que a qualidade de sêmen dos brasileiros está caindo nas últimas três décadas.

O estudo foi realizado pela bióloga Anne Ropelle em sua dissertação de mestrado na Faculdade de Ciências Médicas (FCM), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A bióloga coletou amostras duplas de 9.495 homens atendidos pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da universidade, entre 1989 e 2016. Com queixas de não engravidarem suas mulheres, eles vinham ao hospital com abstinência sexual de três a cinco dias, faziam a coleta no dia da consulta e dali a 15 dias.

Para chegar ao resultado, Anne dividiu os exames em cinco períodos, analisando os principais padrões que medem a qualidade do sêmen: concentração seminal (quantidade de espermatozoides na amostra), motilidade progressiva (capacidade de movimentação, significativo para o encontro com o óvulo e a fertilização) e morfologia (sua forma). “O que pudemos perceber, durante a análise, foi uma queda relevante em todos as amostras coletadas”, afirma.

Respostas. Usando como base os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), a bióloga constatou, por exemplo, que a concentração seminal passou de 86,4 milhões de espermatozoides por mililitro (mL), entre 1989 e 1995 para 48,32 milhões/mL entre 2011-e 2016. A taxa considerada saudável pela OMS é de 15 milhões/mL. “O número ainda está acima do recomendando, mas a queda para mais da metade é preocupante”, diz Anne.

Outros dados verificados revelam que a porcentagem com boa motilidade baixou de 47,6% para 35,9% e o índice dos que tinham formas normais caiu de 12% para 3,7%.

A pesquisadora conta que a investigação teve outros estudos estrangeiros como referências. “Neles, vimos que alguns fatores de risco como obesidade, estresse, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e maus hábitos alimentares podem estar entre as influências. Acreditamos que eles possam ser os mesmos aqui no país”, aponta Anna.

Segundo ela, os próximos passos agora incluem um aprofundamento na pesquisa. “Meu objetivo é prosseguir com o mesmo tema para o doutorado. Quando chegar a hora, esperamos analisar outros critérios importantes para a reprodutividade masculina”, finaliza.

Impacto. “Um homem de 20 anos em 1989 tinha mais chances de engravidar uma mulher naturalmente do que um da mesma idade hoje”, afirma a bióloga Anne Ropelle.

Fatores de risco requerem uma atenção urgente, diz urologista

O urologista Carlos Ba Ros, coordenador geral do departamento de sexualidade e reprodução da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), faz um alerta aos fatores de risco que podem contribuir, diretamente, para o cenário constatado na pesquisa. “Ainda não há nenhum estudo comprovando a ação direta, mas acreditamos que o estilo de vida adotado nas últimas décadas – não apenas pelos homens brasileiros, mas no mundo inteiro – seja um agente importante para esse cenário”, diz.

De acordo com o médico, apesar de a população ter mais acesso a informações do que as outras gerações, é urgente uma mudança de hábitos. “Todo homem que chega ao meu consultório é orientado a fazer exercício físico, ter uma alimentação balanceada e a praticar atividades que aliviem o estresse. Isso é fundamental para a saúde reprodutiva do casal: ele tem 50% de responsabilidade”, afirma.

Fonte: O Tempo