Cientistas desenvolvem óvulos humanos em laboratório pela 1ª vez

Especialistas da Universidade de Edimburgo extraíram células de óvulos em suas primeiras fases de desenvolvimento e as fizeram crescer fora do ovário.
Uma equipe científica britânica desenvolveu óvulos humanos em um laboratório pela primeira vez, o que poderia derivar, potencialmente, em melhora nos tratamentos de fertilidade, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira.
De acordo com o relatório divulgado na publicação britânica “Molecular Human Reproduction”, especialistas da Universidade escocesa de Edimburgo extraíram células de óvulos do tecido do ovário em suas primeiras fases de desenvolvimento e as fizeram crescer fora até estarem prontas para ser fertilizadas.
Os cientistas conseguiram fazer com que o óvulo humano se desenvolvesse fora do ovário, a partir de sua fase mais nova até alcançar a plenitude de sua maturidade.
O estudo outorga, além disso, à comunidade científica, a oportunidade de explorar o desenvolvimento do óvulo humano, algo que continua deixando dúvidas.
No entanto, os pesquisadores admitem que é preciso realizar novos estudos para que este método possa ser usado clinicamente, mas é relevante pois oferece esperança a mulheres e meninas que se submetem a tratamentos como quimioterapia – com riscos para a esterilidade -, ao permitir recuperar óvulos imaturos e fazer com que amadureçam fora do ovário, para ser posteriormente armazenados para a futura fertilização.
Atualmente, as mulheres podem congelar seus óvulos maduros – ou inclusive embriões se foram fertilizados com o esperma de um casal – antes de começar tratamentos médicos deste tipo, mas esta opção não é possível no caso de meninas que tiveram câncer.
O professor Evelyn Telfer, da Universidade de Edimburgo e líder da pesquisa, afirmou hoje que “poder desenvolver dos todos óvulos humanos em laboratório poderia alargar o espectro dos tratamentos de fertilidade disponível”.
“Agora trabalhamos para otimizar as condições que apoiam o desenvolvimento do óvulo desta maneira e estudar o quão sãos eles estão”, apontou.
Os cientistas acreditam, além disso, que é preciso “investigar, atendendo à aprovação das normativas, se (esses óvulos) podem ser fertilizados”, uma opção cuja viabilidade ainda não se demonstrou.
Por sua vez, Daniel Brison, do Departamento de Reprodução Assistida da Universidade de Manchester (norte da Inglaterra), indicou que essa pesquisa representa um “passo adiante emocionante, que mostra pela primeira vez que o desenvolvimento completo dos óvulos humanos em laboratório é possível”.
Esse especialista acrescentou que “ainda é preciso realizar mais pesquisas, mas isto poderia abrir caminho para a preservação da fertilidade das mulheres e meninas com uma variedade mais ampla de câncer do que é possível com os tratamentos atuais”.
Fonte: Exame

Uma em cada quatro mulheres pode apresentar problemas de saúde mental durante a gravidez

Quando se fala de distúrbios emocionais e gravidez, é muito comum a associação à depressão pós-parto. Porém, um novo estudo do King’s College London (Inglaterraa) mostra que os problemas de saúde mental podem aparecer ainda durante a gestação.

Segundo a pesquisa, publicada no British Journal of Psychiatry, em janeiro, uma em cada quatro grávidas pode apresentar esse tipo de problema. Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores acompanharam 545 gestantes, maiores de 16 anos, que estavam fazendo pré-natal no sul de Londres, entre novembro de 2014 e junho de 2016.

Às futuras mães foi aplicado um questionário com duas perguntas simples, pelo qual os pesquisadores descobriram que ansiedade (15%), depressão (11%), distúrbios alimentares (2%) e o transtorno obsessivo compulsivo (2%) foram os problemas mentais mais comuns entre as grávidas. Em alguns casos, elas apresentaram a combinação de mais de um distúrbio ao mesmo tempo.

“As pessoas pensam que a gravidez protege a saúde mental e, em seguida, o período pós-parto é um gatilho para os problemas. Mas, na realidade, os problemas começam durante a gravidez, ou mesmo antes, é muito comum”, explica a pesquisadora Louise Howard, professora do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência da King’s.

Quando buscar ajuda

Para o psiquiatra Luiz Scocca, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e da Associação Americana de Psiquiatria (APA), a gravidez facilita o aparecimento de problemas de saúde mental, sobretudo nas mulheres que já apresentaram problemas anteriormente. Isso acontece especialmente por conta da oscilação hormonal típica dessa fase, que altera o humor da mulher, como todo mundo já sabe.

Diante disso, ressalta o especialista, é preciso um olhar atento da própria grávida e das pessoas que convivem com ela para identificar qualquer mudança brusca no comportamento e buscar ajuda o quanto antes. Alterações alimentares, instabilidade emocional, agitação, falta de comunicação e insônia são alguns sinais de que pode haver algo errado.

“As pessoas devem saber que isso pode acontecer e é necessário não negar tais emoções. Os parentes e amigos próximos devem levar a sério as queixas da futura mãe e dar acolhimento, evitando dizer, por exemplo, que é o normal da gravidez. Além disso, a gestante precisa procurar o seu obstetra e descrever o que está sentindo e, caso haja a indicação de uma consulta psiquiátrica, não ter receio de procurar ajuda, pois o psiquiatra é um médico como outro qualquer”, diz Scocca.

E se você já faz algum tipo de tratamento contra depressão e descobriu que está grávida, atenção. Em primeiro lugar, converse com o seu médico para, juntos, decidirem o melhor tipo de tratamento nesse caso, já que algumas medicações são proibidas na gestação. Mas nada de abandonar o tratamento por conta própria, pois isso pode facilitar ou piorar a manifestação de algum transtorno durante a gravidez.

Fonte: Revista Crescer

Destro ou canhoto? Preferência é determinada ainda no útero, diz estudo

Quando o seu filho escolheu se seria destro ou canhoto? Aos 4, 5 ou 7 anos? Segundo pesquisadores da Escola Internacional de Estudos Avançados, de Trieste, e da Universidade de Pádua, ambas na Itália, foi muito antes disso: por volta da 18ª semana de gestação.

A pesquisa teve início quando cientistas acompanharam 29 gestantes entre a 18ª e a 21ª semana de gravidez, monitorando seus bebês por meio de ultrassom para observar os movimentos das mãos dos pequenos. Dez anos depois, eles avaliaram as mesmas crianças e os resultados revelaram que a preferência mostrada na 18ª semana de gestação se confirmou anos mais tarde, em mais de 89% dos casos.

Seu filho ainda é pequeno e usa as duas mãos para quase tudo? Calma. Segundo o neuropediatra Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esta é uma situação muito comum entre as crianças pequenas e não traz nenhum problema.

“A preferência começa a ficar mais evidente por volta dos 4, 5 anos de idade e se consolida nos anos seguintes. Até que isso aconteça, pais e professores devem conter a ansiedade e não forçar nada para não criar traumas, nem ir contra a formação positiva da autoimagem.”

Fonte: Revista Crescer

Kylie Jenner escondeu a gravidez do público; atitude é indicada pelos especialistas

Embora não seja preciso esconder a gestação até o fim, como fez a norte-americana, guardar a informação da nos primeiros meses é muito benéfico

Kylie Jenner, socialite e empresária norte-americana conhecida por ser irmã do clã da família Kardashian e pela marca de maquiagem, anunciou no último domingo (4) o nascimento da primeira filha, ainda sem nome divulgado, via redes sociais.
O bebê foi uma surpresa para o público, que não recebeu, durante os nove meses de gestação, nenhuma confirmação da gravidez.
A atitude é considerada prudente por médicos especialistas, embora não seja necessário manter o segredo durante todo o período da gestação.
A norte-americana manteve a novidade apenas para a família por motivos de privacidade (conforme relatou via Instagram), mas ter esse segredo durante os primeiros três meses (ou até a 12ª semana), pelo menos, é indicado pelos especialistas porque, durante esse período, o risco de um aborto espontâneo é maior.
Há quem oriente esperar, pelo menos, até o primeiro exame de ultrassom, onde se vê a formação do saco gestacional, se está presente um embrião, com batimentos cardíacos, e se as medidas estão dentro do esperado.
Pode não parecer, visto que o assunto é mantido privado entre as famílias, mas a cada cinco gestações, em média, uma sofrerá um aborto espontâneo. A causa mais comum, ainda mais no início da gestação, são erros genéticos na divisão celular do embrião – que não tem possibilidade de serem previstos, prevenidos e cuja responsabilidade não cabe a ninguém. Trata-se de um acidente de percurso, que pode não se repetir nas próximas tentativas.
Ao longo da gestação, os motivos de um aborto espontâneo mudam conforme o passar das semanas. Se até a 12ª semana a causa está relacionada, em geral, a defeitos genéticos na formação do embrião, da 13ª a 20ª semana, pode se relacionar a problemas anatômicos no útero ou no colo. A partir da 17ª semana, porém, a formação do coração e os batimentos cardíacos diminuem as chances de que o abortamento aconteça.

Causas por infecções
Outros fatores também afetam o desenvolvimento da gestação, como infecções por bactérias e vírus. Grávidas precisam ficar atentar especialmente ao citomegalovírus, rubéola e a toxoplasmose. Quanto ao estresse, pode influenciar tanto no início quanto no fim da gestação, adiantando o trabalho de parto.
Infelizmente não é possível verificar previamente se o casal está predisposto a algum abortamento, mas depois do terceiro caso seguido, especialmente na fase inicial da gestação, é indicado que o casal procure um médico para verificar problemas imunológicos e trombóticos. Das causas, podem surgir doenças autoimunes, como a síndrome dos anticorpos antifosfolipídicos, que faz com que o organismo produza anticorpos, interferindo na coagulação sanguínea.

Fonte: Gazeta do Povo

Nova técnica permite que mulheres que tiveram câncer engravidem

Mulheres que tiveram câncer estão conseguindo engravidar. Elas tiveram o tecido ovariano removido, congelado e transplantado, preservando os ovários que podem sair prejudicados após o tratamento para vencer o câncer. Embora a técnica ainda esteja sendo experimentada, já se mostrou segura e eficiente para ajudar mulheres a engravidar.

No procedimento, um dos ovários é removido e cortado em fatias, sendo elas em seguida submetidas a um processo de congelamento. Quando mulheres se recuperam da doença, o que pode acontecer anos depois, parte do tecido que é descongelado é enxertado no ovário que ficou.

Um estudo acompanhou 41 mulheres na Dinamarca submetidas ao procedimento entre os anos de 2003 e 2014. Dentre as 32 participantes que desejavam engravidar, dez delas conseguiram ter filhos. No mundo, mais de 36 crianças nasceram de mães com ovários transplantados, sendo 14 delas da Dinamarca. É que o país é o único a fornecer o tratamento de forma gratuita para pacientes que estejam em condições de realizá-lo.

O tratamento pode beneficiar igualmente mulheres inférteis por questões de alterações hormonais provocadas pela menopausa. A técnica ainda é pouco realizada, porque alguns médicos temem o risco de que haja células cancerosas no material a ser transplantado, mas o risco, segundo os autores do estudo, que foi publicado na revista cientifica Journal of Human Reproduction, é pequeno.

Fonte: Bem Estar