Saúde da mulher

Malformações no útero interferem na fertilidade da mulher

Malformações no útero. Esse é um dos temas que será debatido no XXII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA), que acontece em Brasília entre os dias 1 a 4 de agosto de 2018. “O assunto…

Publicado em 03 de maio de 2018Atualizado em 05 de fevereiro de 20253 min de leitura
Malformações no útero interferem na fertilidade da mulher

Malformações no útero. Esse é um dos temas que será debatido no XXII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA), que acontece em Brasília entre os dias 1 a 4 de agosto de 2018.

“O assunto merece visibilidade porque pode interferir no processo reprodutivo. Precisamos alertar às brasileiras a melhor forma de tratar esses casos para que elas realizem o desejo de ser mãe”, afirma o médico certificado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Joaquim Lopes.

As anomalias uterinas podem existir em até 2% das mulheres. Elas são decorrentes de defeitos na formação do órgão durante o desenvolvimento de um feto feminino.

Estimativas apontam ainda que a doença é responsável por 15% dos abortos que ocorrem entre 4 e 6 meses de gestação. “É uma doença que pode não apresentar sintomas e apenas ser percebida a partir das perdas gestacionais. A maioria das pessoas desconhece as malformações”, explica o médico.

As anomalias uterinas que mais impactam o processo reprodutivo são:

Útero septado: é o tipo mais frequente e danoso, responsável por 10 a 12% das perdas gestacionais recorrentes devido a redução do espaço para evolução da gravidez ou mesmo levar a deficiência de irrigação sanguínea para a placenta

Didelfo, bicorno e unicorno: implicam na redução de espaço para o desenvolvimento adequado do concepto

Útero arqueado: apresenta uma discreta irregularidade na cúpula uterina interna e, geralmente, não é considerado deletério para a evolução gestacional.

Agenesia uterino ou Síndrome de Rokitanski: ausência de formação no útero ou formação uterina de forma muito rudimentar associada a ausência de desenvolvimento dos 2/3 superiores da vagina. Nesses casos, pode ocorrer ausência de menstruação e dificuldade para o coito

Apenas na síndrome de Rokitanski ocorre um impedimento para que ocorra a gestação. “Nesse caso, o coito fica prejudicado, não há comunicação entre a vagina e as trompas, onde ocorre o encontro do óvulo e do espermatozóide porque o útero está ausente ou muito rudimentar”, lembra Joaquim.

Os outros tipos de malformação uterina não impedem a gravidez, mas podem dificultar a evolução gestacional pela falta de espaço adequado para o desenvolvimento do feto e até mesmo levar a interrupções prematuras.

Reprodução Assistida x Malformações no útero – A reprodução assistida auxilia as pacientes inférteis devido a malformações no útero. “Essas pacientes podem ter os folículos estimulados e os óvulos coletados e fertilizados”, explica Joaquim. Ainda de acordo com ele, “nesses casos, os embriões resultantes serão obrigatoriamente transferidos para um útero substituto. Ou seja, a mulher que não tem o útero com funcionamento adequado para uma gestação pode recorrer à técnica de gestação de substituição – já regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina”, completa.

CBRA – Brasília receberá, de 1 a 4 de agosto de 2018, o XXII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (XXII CBRA). Cerca de mil profissionais entre médicos, biólogos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais são aguardados no evento, além dos principais nomes da medicina reprodutiva internacional e dos autores dos mais importantes trabalhos científicos na área.

O objetivo é apresentar os avanços da reprodução assistida, trocar experiências entre os pares e buscar alternativas destinadas aos pacientes que desejam realizar o sonho de ter um filho. A iniciativa do Congresso é da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). Saiba mais em: http://sbracongressos.com.br

Fonte: Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida - SBRA

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