Embora não seja preciso esconder a gestação até o fim, como fez a norte-americana, guardar a informação da nos primeiros meses é muito benéfico

Kylie Jenner, socialite e empresária norte-americana conhecida por ser irmã do clã da família Kardashian e pela marca de maquiagem, anunciou no último domingo (4) o nascimento da primeira filha, ainda sem nome divulgado, via redes sociais.
O bebê foi uma surpresa para o público, que não recebeu, durante os nove meses de gestação, nenhuma confirmação da gravidez.
A atitude é considerada prudente por médicos especialistas, embora não seja necessário manter o segredo durante todo o período da gestação.
A norte-americana manteve a novidade apenas para a família por motivos de privacidade (conforme relatou via Instagram), mas ter esse segredo durante os primeiros três meses (ou até a 12ª semana), pelo menos, é indicado pelos especialistas porque, durante esse período, o risco de um aborto espontâneo é maior.
Há quem oriente esperar, pelo menos, até o primeiro exame de ultrassom, onde se vê a formação do saco gestacional, se está presente um embrião, com batimentos cardíacos, e se as medidas estão dentro do esperado.
Pode não parecer, visto que o assunto é mantido privado entre as famílias, mas a cada cinco gestações, em média, uma sofrerá um aborto espontâneo. A causa mais comum, ainda mais no início da gestação, são erros genéticos na divisão celular do embrião – que não tem possibilidade de serem previstos, prevenidos e cuja responsabilidade não cabe a ninguém. Trata-se de um acidente de percurso, que pode não se repetir nas próximas tentativas.
Ao longo da gestação, os motivos de um aborto espontâneo mudam conforme o passar das semanas. Se até a 12ª semana a causa está relacionada, em geral, a defeitos genéticos na formação do embrião, da 13ª a 20ª semana, pode se relacionar a problemas anatômicos no útero ou no colo. A partir da 17ª semana, porém, a formação do coração e os batimentos cardíacos diminuem as chances de que o abortamento aconteça.

Causas por infecções
Outros fatores também afetam o desenvolvimento da gestação, como infecções por bactérias e vírus. Grávidas precisam ficar atentar especialmente ao citomegalovírus, rubéola e a toxoplasmose. Quanto ao estresse, pode influenciar tanto no início quanto no fim da gestação, adiantando o trabalho de parto.
Infelizmente não é possível verificar previamente se o casal está predisposto a algum abortamento, mas depois do terceiro caso seguido, especialmente na fase inicial da gestação, é indicado que o casal procure um médico para verificar problemas imunológicos e trombóticos. Das causas, podem surgir doenças autoimunes, como a síndrome dos anticorpos antifosfolipídicos, que faz com que o organismo produza anticorpos, interferindo na coagulação sanguínea.

Fonte: Gazeta do Povo