Gestação e maternidade

Infertilidade: quando o sexo deixa de ser pelo simples prazer

O diagnóstico de infertilidade pode afetar o casal de diversas maneiras. Entenda e se previna desses males.

Publicado em 24 de junho de 2015Atualizado em 13 de fevereiro de 20252 min de leitura
Infertilidade: quando o sexo deixa de ser pelo simples prazer

Por sermos racionais, percebemos quando a gravidez não vem e começamos a persegui-la mês a mês. Aí começam as cobranças e o empenho em solucionar esse problema, que era desconhecido pelo casal que tinha o desejo de ter filhos como uma consequência naturalmente planejada. Quanto mais a gestação não acontece ou, pior, abortamentos sucedem ao tão sonhado teste positivo, as pressões começam a aflorar, muitas vezes na própria família, amigos, no trabalho etc.

Tempo passa e o sofrimento não está mais circunscrito à intimidade do casal. A notícia, não raro escondida, agora percorre os caminhos da publicidade, induzindo, muitas vezes, para a única opção dos mais tímidos: o isolamento, afim de evitar comentários, olhares, piadas etc.

A consequência é o não enfrentamento do problema, evitando ou adiando o tratamento. Some-se a isso o medo da exposição em clínicas especializadas, o que só provoca atraso no tratamento que é conduzido superficialmente.

O final pode ser a fuga do ato sexual, porque ele “não promoverá a gestação” ou o desinteresse, porque passou a ser um ato para a reprodução e não para o prazer.

Essa mistura de frustração, medo e isolamento é a tradução literal do mundo de alguns dos muitos casais inférteis. Mas muitos não deixam abater e enfrentam o tratamento porque, na verdade, a conscientização já é uma realidade nos dias atuais.

Felizmente, hoje o problema da infertilidade é abordado em noticiários, livros, novelas e filmes, quando a população já entende, apoia e estimula o tratamento que resolve a imensa maioria dos casos.

Quais são alguns dos vilões da infertilidade?

  • Doenças metabólicas (diabetes, alterações no colesterol e triglicérides, obesidade);
  • Os ovários policísticos;
  • A endometriose;
  • As infecções genitais por DST;
  • O hipotireoidismo;
  • A idade acima dos 40 anos;
  • A má qualidade do sémen.
 

O que fazer?

Procurar um profissional experiente com atuação em reprodução humana, sabendo que nenhum tratamento oferecerá 100% de sucesso, mas o caminho para chegar lá.

Fonte: Dr Marco Cavalcanti Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e formado em Medicina Reprodutiva e Cirurgia da Reconstrução Pélvica pelo South Florida Institute for Reproductive Medicine nos Estados Unidos.

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