Dor na relação sexual não é normal

Dor na relação sexual não é normal

Veja cinco motivos que podem ser a causa do problema

A presença de dor na relação sexual, cujo nome técnico é dispareunia, atinge dois terços das mulheres ao longo da vida. O problema pode ter várias causas e é importante investigá-lo já que a experiência sexual prazerosa impacta positivamente a qualidade de vida da mulher, o bem-estar e a autoestima.

Dor é sinônimo de que algo não está funcionando direito. Principalmente em relações sexuais, onde o objetivo é sentir prazer, a presença da dor é um sintoma que sempre deve ser analisado.

As razões variam em cada fase da vida da mulher: A causa pode estar relacionada desde a problemas ginecológicos mais sérios quanto a situações em que pequenos desequilíbrios na flora vaginal ou hormonal causam a sensação de secura vaginal, ou até mesmo pelo fator psicológico.

Endometriose

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) estima que a endometriose afete de 10% a 15% das mulheres em fase reprodutiva. Isso quer dizer que cerca de 7 milhões de brasileiras sofrem do problema. A dor na relação sexual é um sintoma comum da endometriose, doença inflamatória que ocorre quando o tecido que reveste o útero, o endométrio, se encontra em lugares onde não deveria crescer, principalmente na região pélvica (no útero, ovário, intestino, reto e bexiga).

Todo mês, os ovários produzem hormônios que estimulam as células do endométrio a se multiplicarem e estarem preparadas para receber um possível embrião. Quando não há gestação, o corpo elimina parte do endométrio na menstruação. Quando o endométrio está localizado em outras regiões do organismo, é como se essas partes “também menstruassem”: o sangramento fica dentro da barriga ocasionando aumento da dor no período menstrual.

Se a endometriose estiver localizada próximo da vagina, como atrás do útero, nos ovários ou for disseminada pela pelve pode ocasionar dor na relação quando o pênis bate no fundo (chamada dispareunia de profundidade).

Vaginismo

O vaginismo é a contração involuntária da musculatura vaginal que impede a penetração. Essa disfunção sexual acomete entre 1% e 6% das mulheres com vida sexual ativa.

O principal sintoma é a dor durante a tentativa de penetração – seja de pênis, dedos ou no exame ginecológico. Na grande maioria dos casos, o problema é encarado como “frescura” e as mulheres vistas como neuróticas. No entanto, o vaginismo tem cura e merece atenção.

A dor é causada porque o assoalho pélvico, em um espasmo muscular, fecha a região em volta da vagina. Essa musculatura, ao contrair, impede a penetração. A tentativa machuca e então dói. Essa contração é feita de maneira involuntária. Motivos fisiológicos ou psicológicos podem gerar esta disfunção.

O medo de engravidar, traumas e abusos podem ocasionar o vaginismo.
O tratamento, na maioria das vezes, está associado à terapia realizada por uma série de profissionais, muitas vezes em conjunto (ginecologista, fisioterapeuta, sexólogo e psicólogo).

O importante é não ter vergonha de conversar com o parceiro nem com o médico sobre o assunto. Procure a orientação necessária e faça os tratamentos de acordo com cada causa.

Candidíase

A candidíase em geral está associada ao corrimento branco, às vezes com coceira, e bastante dor na hora da penetração.

Esta infecção é causada pelo crescimento excessivo de um tipo de fungo denominado Candida. Esse fungo é normalmente encontrado em pequenas quantidades na vagina, não causando qualquer sintoma. No entanto, certos medicamentos e problemas de saúde podem favorecer a sua proliferação.

Embora a candidíase não seja considerada uma DST (doença sexualmente transmissível), ela pode ser transmitida por meio do contato sexual, para as genitálias e a boca.

Falta de lubrificação

A falta de lubrificação acontece, com mais frequência, em mulheres mais velhas ou naquelas que não estão muito a fim daquela relação sexual, sejam por estarem tensas ou qualquer outro fator.

Quando o organismo não produz lubrificação suficiente para preparar a vagina para a relação sexual, a mulher pode sentir muita dor na hora da penetração.

Sem a lubrificação, o atrito pode ocasionar microfissuras na mucosa da vagina o que gera a dor. A dor diminui a excitação e a sensação de prazer, o que diminui ainda mais a lubrificação e gera-se um ciclo.

Infecção urinária ou cistite

Ardência, incômodo ou dor durante a relação sexual ou mesmo após o ato podem indicar uma cistite, que é uma infecção e/ou inflamação da bexiga, em geral causada por bactéria (infecção urinária).

Como a bexiga fica muito próxima à vagina, quando há infecção, o contato contínuo na relação pode piorar o incômodo na hora do ato.

Fonte: Saúde Plena

Infertilidade: seis fatos e soluções que toda mulher deve saber

Infertilidade: seis fatos e soluções que toda mulher deve saber

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada cinco casais enfrenta problemas para engravidar, precisando de ajuda especializada para realizar o desejo de ter um bebê. No Brasil, o número de casais inférteis gira em torno de oito milhões. Vale lembrar que só se considera infertilidade quando o casal está tentando regularmente engravidar durante um ano todo, sem sucesso. Nesse caso, a ajuda especializada pode resolver o problema tanto a partir de um aconselhamento, quanto através de técnicas sofisticadas de fertilização assistida.

De todo modo, confira seis fatos que toda mulher deve saber sobre a infertilidade:

 

1 – Alguns problemas de infertilidade podem ser evitados através de uma conduta sexual consciente – Cerca de 35% dos casos de infertilidade feminina estão relacionados a problemas tubários.

As infecções pélvicas estão entre as principais causas de obstrução das trompas, ao lado da endometriose e das aderências pós-cirúrgicas. Essas infecções podem ser evitadas com o uso de preservativo em toda relação sexual. Só assim a ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis pode diminuir e, consequentemente, todos os problemas decorrentes, como a infertilidade.

 

2 – Se a mulher não consegue engravidar, não quer dizer que o problema esteja somente com ela – Em geral, as causas da infertilidade de um casal estão distribuídas igualmente entre homens e mulheres (por volta de 35% cada), além de um percentual referente à infertilidade sem causa aparente.

Apesar de raro, também pode acontecer de não haver nenhum problema com a mulher nem com o homem, e sim com eles como casal. Ou seja, com outros parceiros a gravidez talvez fosse alcançada.

 

3 – Nenhuma mulher deve sofrer em silêncio. Consultar um especialista pode ajudar a resolver o problema mais rapidamente

Muitas mulheres em um relacionamento estável costumam ter expectativas quanto à gravidez. Mesmo sem falar nada para ninguém, elas passam a sofrer silenciosamente quando sabem que não estão usando qualquer método contraceptivo e ainda assim não engravidam. Há, inclusive, quem passe anos tentando ter um bebê, sem sucesso.

É importante saber que hoje há muitas clínicas especializadas em fertilização assistida e que nem sempre é necessário fazer um tratamento complexo para chegar ao resultado desejado. Portanto, se as tentativas já ultrapassaram um ano, é interessante buscar ajuda especializada e não prolongar mais o sofrimento por causa de uma dúvida.

 

4 – Conheça seu corpo – Desde sempre é importante que a mulher conheça bem o seu corpo.

Quem tem vinte e poucos anos, todo mês tem entre 20% e 25% de chance de engravidar. Dos 30 aos 34 anos, as chances caem para 15% ao mês. Depois dos 35 anos, para apenas 10%. Apesar de esses números serem um pouco assustadores, é importante que a mulher que deseja engravidar preste atenção ao período menstrual e principalmente à ovulação – que é quando ela realmente pode ser bem-sucedida.

 

5 – Quem tem mais de 35 anos e tentou engravidar por seis meses sem sucesso não deve esperar muito para buscar ajuda especializada

Não é fácil admitir a existência de um problema. Principalmente hoje em dia, quando uma pessoa com 35 anos está no auge do sucesso profissional – e durante uma das fases mais competitivas nesse sentido, inclusive. Do lado pessoal, tem muita gente que adiou planos de vida em comum para essa época. E é justamente quando as coisas podem se tornar difíceis em termos de formar uma família. Sendo assim, quanto mais cedo se identificar, aceitar e tratar o problema, melhor. Hoje em dia, a Medicina Reprodutiva está muito avançada e conta com inúmeros recursos para tratar a infertilidade de um casal.

 

6 – Nem todo mundo que recorre a uma clínica de fertilização assistida terá um “bebê de proveta”

Esse termo largamente usado nos anos 80 já caiu em desuso. Mas é fato que a fertilização in vitro não é indicada para todos os casais. Além de a paciente às vezes precisar somente de um ‘empurrãozinho’, com regulação de vitaminas, hormônios, dieta etc., pode ser necessário seguir com tratamentos mais complexos, como a indução da ovulação, transferência de gametas, inseminação artificial por doador, doação de óvulos, injeção intracitoplasmática de espermatozoides, fertilização in vitro etc. O importante é saber que há várias formas de alcançar o desejo de ter um filho e não desanimar.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endometriose

Endometriose: o que é e como tratar?

Endometriose: o que é e como tratar?

Muitos enigmas ainda envolvem a Endometriose, que é caracterizada pela presença de endométrio (tecido que recobre internamente a cavidade uterina) em outras partes do corpo. Todo mês o corpo da mulher é preparado para engravidar. Se a fecundação não ocorre, o endométrio é eliminado pela menstruação. O problema acontece quando uma pequena quantidade desse tecido não é eliminada, volta pelas trompas e se fixa em algum órgão da cavidade pélvica (ovários, peritônio, bexiga).

Principais sintomas da endometriose

  • Fadiga.
  • Cólica menstrual forte
  • Dor na relação sexual
  • Dores abdominais fora do período menstrual
  • Intestino preso ou diarreia, perto ou no período menstrual
  • Dificuldade para engravidar
  • Esterilidade

Endometriose é um problema cada vez mais comum entre as mulheres, a endometriose traz importantes incômodos. O pior deles, a infertilidade, pode ocorrer em até 40% dos casos.

Atualmente, as mulheres têm menos filhos e consequentemente, mais menstruações.

Além disso, com a dupla jornada, muitas estão mais sujeitas ao estresse e à má alimentação, que prejudicam as defesas naturais do organismo. Estes dois fatores contribuem para a crescente incidência da endometriose, conhecida como a “doença da mulher moderna”, e que atinge, segundo dados recentes, de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva.

Videolaparoscopia

O médico relaciona a dismenorréia (cólica menstrual intensa e progressiva), acompanhada ou não de alterações do ritmo intestinal (diarreia ou obstipação durante a menstruação) como os principais sintomas mencionados pelas mulheres em seu consultório. Outros sintomas citados seriam dores durante a relação sexual ou dispaneuria profunda, menstruação em volume excessivo e dificuldade para engravidar.

Ao suspeitar da doença, o médico deve indicar uma videolaparoscopia, microcirurgia que não somente diagnostica a doença, como também consegue tratá-la pela possibilidade de se remover os focos de endometriose visualizados no procedimento. Pela dificuldade de diagnóstico, estima-se que se leva de quatro a seis anos entre o início dos sintomas e o diagnóstico final, fato que pode ser extremamente danoso para as trompas e ovários, levando muitas mulheres a comprometer sua capacidade de engravidar.

A postergação da gravidez tem sido comprovada como um dos fatores mais importantes no aumento dos casos de infertilidade entre as mulheres. Isso se deve tanto pelo aumento da incidência de endometriose quanto pelo próprio envelhecimento do óvulo.

O diagnóstico precoce é importante, não só para melhora da qualidade de vida da mulher como também para evitar que a doença venha a atrapalhar o desejar engravidar.

Em seu livro Filhos! Invista neste sonho, Dr. Álvaro Ceschin relata uma série de depoimentos contando como os casais lidaram com suas dificuldades para engravidar. Ficou comprovado que um número expressivo deles foi de pacientes com endometriose.