A maioria dos biomarcadores começam com uma aplicação específica, no entanto, conforme mais pesquisadores se envolvem no projeto, a gama de áreas aplicáveis aumenta significativamente. Inicialmente, o Hormônio Antimülleriano (HAM) foi usado na determinação de gênero neonatal em casos de genitália ambígua. Pouco depois, o HAM tornou-se muito popular para estimar a reserva ovariana. Nos últimos anos, o nível de interesse sobre a medição de AMH em pacientes portadoras da Síndrome do Ovário Policístico (SOP) aumentou substancialmente. Desde a primeira publicação sobre a SOP em dezembro de 2003, o número de estudos sobre HAM com SOP e menopausa aumentou substancialmente e deve exceder o número de publicações sobre reserva ovariana.

Pensando nisso, o destaque atual da Ansh Labs é o kit de teste de imunoensaio para função reprodutiva que contêm os hormônios antimülleriano (HAM), Inibina B, Inibina A, Ativina A, Folistatina entre outros da superfamília TGF-beta que envolvem a foliculogênese. Há estudos em andamento sobre tais hormônios com base em nossos ensaios, abrindo um debate que cresce cada vez mais rápido, relacionando as novas aplicações de diagnóstico dentro das áreas de ginecologia e oncologia. Nossas adições mais recentes a essa família de teste são a Folistina 3 e Ativina B, junto com os ainda em desenvolvimento, GDF-9 e BMP-15.

Apresentamos a seguir uma lista que discute os devidos papéis de tais hormônios nos vários estágios de diferentes questões:

Menopausa

O FSH é medido para diagnosticar a menopausa, isso ocorre por meio de uma análise feita na glândula pituitária que oferece uma medida indireta da reserva ovariana, tendo a possibilidade de haver alterações durante cada ciclo. Os hormônios produzidos pelo ovário servem como marcadores diretos da reserva ovariana. Os níveis da HAM e Inibina B reduzem conforme a menopausa se aproxima e diversos estudos relatam uma correlação entre o declínio do AMH e o início de complicações da menopausa.

Com a introdução do nosso picoHAM ELISA, os pesquisadores agora têm um ensaio sensível de HAM para obter a idade ovariana e a previsão do início da menopausa. Uma previsão exata do final do período menstrual será positivo para que médicos escolham uma terapia de substituição hormonal adequada para aliviar sintomas vasomotores, escolham a melhor adequação da interrupção de práticas de contracepção, façam recomendações quanto à medição de densidade mineral óssea (BMD) desde cedo para identificar pacientes com alto risco de perda óssea e com taxa hormonal acelerada, o que pode levar à osteoporose, identificar mulheres com menopausa precoce previne os riscos de câncer de mama, problemas cardiovasculares, derrame, entre outros doenças.

Falência Ovariana Prematura (FOP)

A Falência Ovariana Prematura ou FOP é definida como a perda da função dos ovários antes dos 40 anos. As causas variam entre defeitos nos cromossomos e toxicidade gonadal causadas pela quimioterapia. Para o diagnóstico da FOP, o HAM e as Inibinas podem ser usados, de forma aplicável, para descobrir a causa da menopausa precoce. Diversos estudam apontam a associação das mutações no BMP-15 e no GDF-9 à Falência Ovariana Prematura, embora ainda seja importante determinar de forma correta as concentrações de fluido folicular nessas proteínas.

Síndrome do Ovário Policístico (SOP)

A Síndrome do Ovário Policístico ou SOP, é um distúrbio complexo do sistema endócrino com manifestações reprodutivas que alteram as funções metabólicas, cardiovasculares e psicológicas. Nossos objetivos incluem estabelecer a utilidade do HAM e outros marcadores de saúde ovariana novos para aplicações de pesquisa e clínicas na SOP, menopausa etc.

Acreditamos que o diagnóstico insuficiente da SOP seja um problema médico significativo. O histórico menstrual e a ultrassonografia, junto com marcadores de base sérica como testosterona e a proporção LH:FSH são usados atualmente para diagnosticar a SOP. No entanto, estes métodos ainda permitem erros e no máximo sugerem a presença desse problema. Os níveis de HAM são relatados em alta quantidade em pacientes com SOP e, em anos recentes, obtiveram uma atenção considerável como potencial ferramenta de diagnóstico. Há uma grande necessidade em se abordar estas limitações para melhorar a qualidade de vida das pacientes, da menarca à menopausa, encorajando o diagnóstico precoce da SOP com ensaios eficientes e normas de diagnóstico. É por isso que a Ansh Labs está trabalhando ativamente junto à vários influenciadores conhecidos para entender melhor este biomarcador e seu papel potencial relacionado à SOP.

Oncofertilidade

Diversos tipos de câncer e seus pesados tratamentos, afetam a saúde das gônadas, por isso, é importante preservar o futuro reprodutivo. Inúmeros estudos apontam para o potencial do HAM como um biomarcador de base sérica para avaliação das reservas ovariana em mulheres que venceram o câncer. A avaliação da reserva ovaria acontece pela medição dos níveis do HAM. Essa questão causa grande preocupação emocional e financeira para aqueles que sobreviveram aos males do câncer. É importante ressaltar que durante essas avaliações foi possível notar que as reservas ovarianas em algumas pacientes que sobreviveram ao câncer apresentou níveis de HAM muito baixos.

Vários estudos comparando imunoensaios de HAM mostram que os ensaios altamente sensíveis da Ansh Labs medem corretamente níveis de HAM que não são detectados por outros ensaios comerciais. A Ansh Labs também desenvolveu um ensaio de HAM que usa manchas de sangue seco, diferentemente de amostras convencionais de soro ou plasma. A estabilidade das amostras de manchas de sangue seco as torna uma alternativa prática ao sangue venoso. Ela abre novas possibilidades nos testes com HAM, como a comparação entre resultados atuais e históricos do paciente; amostragem de sangue simplificada para pacientes em locais remotos ou para aqueles restritos ao lar.

Tecnologia de Reprodução Assistida

O resultado do HAM na reprodução assistida vem sendo documentado há anos, inúmeros estudos mostram, por exemplo, a injeção com esperma intracitoplásmica para fertilização in vitro, (IVF/ICSI) sendo inserida na paciente. Estes mesmos estudos apontam a correlação entre o HAM e a eficácia no resultado do tratamento.

O HAM seminal é útil para selecionar pacientes inférteis para o tratamento com FSH recombinante, além de poder medir os níveis de HAM no sêmen para prever e analisar a taxade, podendo recuperar assim a motilidade do esperma em sêmen criopreservado em homens astenozoopérmicos.

Esse mesmo estudo demonstra que a Ativina A sérica pode ser usada como meio de marcação para apontar os resultados em gravidez concebida via IVF, isso ocorre pois é possível medir os níveis de Inibina B no fluido folicular que mostram a presença de oócitos e a proporção de Ativina A/Inibina B no fluido folicular relacionado ao número de oócitos recuperados. Esse estudo aponta que os níveis de Inibina B aumentaram gradualmente durante o procedimento de controle e hiperestimulção ovariana.