A taxa de sucesso FIV varia principalmente conforme a idade da mulher, sobretudo quando o tratamento utiliza os próprios óvulos. Em geral, as chances são maiores nas faixas etárias mais jovens e diminuem com o avanço da idade. Isso acontece porque o envelhecimento reprodutivo afeta a quantidade e, principalmente, a qualidade dos óvulos.
Porém, idade não é o único fator. Reserva ovariana, qualidade embrionária, condições uterinas, fatores masculinos e histórico clínico também precisam ser considerados.
Por isso, uma porcentagem encontrada na internet nunca deve ser interpretada como a chance individual de uma paciente engravidar.
Na Feliccità, clínica de reprodução humana em Curitiba (PR), cada caso é avaliado individualmente para que o tratamento seja planejado conforme a realidade e os objetivos de cada família.
Taxa de sucesso FIV: o que significa esse número?
Antes de comparar porcentagens, é importante entender o que está sendo medido.
Uma taxa pode representar gravidez por transferência embrionária, nascimento por transferência ou resultado cumulativo após uma coleta. Por isso, duas estatísticas aparentemente diferentes podem estar corretas.
O CDC, por exemplo, apresenta indicadores por coleta pretendida, coleta realizada e transferência. Também existem dados cumulativos, que consideram transferências realizadas após uma mesma coleta.
Portanto, ao pesquisar chances de sucesso da FIV, procure saber qual desfecho está sendo apresentado.
Para pacientes, o nascimento de um bebê é um indicador mais relevante do que apenas um teste positivo.
Como a idade influencia as chances da FIV?
A idade feminina é considerada um dos principais fatores relacionados ao potencial reprodutivo. A ASRM destaca que ela é um preditor mais importante do sucesso reprodutivo que os marcadores de reserva ovariana isoladamente.
Dados da Human Fertilisation and Embryology Authority (HFEA), órgão regulador britânico, ajudam a visualizar essa diferença.
Em 2022, considerando tratamentos com óvulos próprios e transferência de embriões frescos, os dados preliminares mostraram:
| Idade | Taxa média de nascimento por embrião transferido |
| 18 a 34 anos | 35% |
| 40 a 42 anos | 10% |
| 43 a 44 anos | 5% |
Essas porcentagens são médias populacionais e não representam o prognóstico individual de uma paciente.
Os dados ajudam, entretanto, a compreender uma tendência importante: a idade do óvulo influencia significativamente os resultados do tratamento.
Por que as chances diminuem com a idade?
Com o passar dos anos, ocorre uma redução natural da quantidade de óvulos disponíveis nos ovários.
Também aumenta a probabilidade de alterações cromossômicas nos óvulos. Consequentemente, as chances de gravidez e nascimento diminuem, enquanto o risco de perda gestacional aumenta.
É importante diferenciar quantidade de óvulos de qualidade dos óvulos.
Exames como o hormônio anti-mülleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais ajudam a estimar a reserva ovariana. Eles são especialmente úteis para prever a resposta à estimulação ovariana.
Porém, esses exames não conseguem, isoladamente, determinar a chance de gravidez ou nascimento. A idade continua tendo grande peso na avaliação.
Quais outros fatores influenciam a FIV?
A taxa de sucesso FIV não depende somente da idade. O tratamento envolve diferentes etapas, e diversos fatores podem interferir no resultado.
Entre eles estão:
- reserva ovariana e resposta à estimulação;
- causa da infertilidade;
- qualidade dos espermatozoides;
- desenvolvimento e qualidade embrionária;
- condições do útero e do endométrio;
- histórico reprodutivo e tratamentos anteriores;
- utilização de óvulos próprios ou doados.
Por isso, duas mulheres com a mesma idade podem apresentar prognósticos diferentes.
A avaliação médica individualizada permite reunir essas informações e estabelecer expectativas mais realistas para cada tratamento.
Quando procurar avaliação especializada?
A idade também influencia o momento recomendado para investigar dificuldades para engravidar.
Segundo a ASRM, mulheres com menos de 35 anos geralmente devem iniciar uma investigação após 12 meses de tentativas sem sucesso.
A partir dos 35 anos, a recomendação é buscar avaliação após seis meses. Acima dos 40 anos, uma investigação mais imediata pode ser indicada.
Existem exceções. Alterações menstruais, endometriose, suspeita de baixa reserva ovariana ou fatores masculinos podem justificar uma investigação antecipada.
Para quem ainda não deseja engravidar, mas pensa na maternidade futura, também é possível conversar com um especialista sobre preservação da fertilidade.
Conheça o congelamento de óvulos na Feliccità e entenda quando essa possibilidade pode ser considerada.
É possível calcular minha chance de sucesso?
Não existe uma única porcentagem capaz de responder essa pergunta para todas as pacientes.
A taxa de sucesso FIV por idade é uma referência importante, mas precisa ser interpretada junto aos demais aspectos clínicos.
É justamente por isso que comparar histórias de outras pacientes ou números encontrados nas redes sociais pode gerar expectativas equivocadas.
A pergunta mais útil não é apenas “qual é a taxa de sucesso da FIV?”, mas sim:
“Considerando minha idade, meu histórico e meus exames, quais são as possibilidades para o meu caso?”
Essa resposta exige uma avaliação especializada.
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Ciência também significa transparência. Nenhum tratamento pode garantir uma gestação, e cada história reprodutiva apresenta características próprias.
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Perguntas frequentes
Qual é a taxa de sucesso da FIV?
Ela varia conforme idade, características clínicas, origem dos óvulos e forma utilizada para calcular o indicador.
A FIV funciona depois dos 40 anos?
Pode resultar em gravidez após os 40, mas as taxas com óvulos próprios diminuem significativamente com a idade.
AMH baixo significa que a FIV não vai funcionar?
Não. O AMH ajuda principalmente a estimar a resposta ovariana. Isoladamente, ele não determina a possibilidade de gravidez ou nascimento.
A idade é o único fator importante na FIV?
Não. Fatores embrionários, uterinos, masculinos e o histórico clínico também influenciam o prognóstico.
