Fertilização In Vitro

A fertilização in vitro convencional é utilizada desde 1978, quando se mostrou bem sucedida após o nascimento de Louise Brown na Inglaterra. A fertilização in vitro começou a ser realizada por nós em 1994, com nosso primeiro nascimento de uma gestação obtida por esta técnica acontecendo naquele mesmo ano.

É um procedimento onde os óvulos são retirados da mulher e fecundados com os espermatozóides de seu parceiro em laboratório. A coleta de óvulos é realizada por via transvaginal, guiada por ultra-sonografia, com a paciente sedada. Os óvulos assim obtidos são colocados em meio de cultura juntamente com os espermatozóides. Após a fecundação, os embriões formados são mantidos em uma estufa, até que cheguem ao número ideal de células, para que possam ser colocados então dentro do útero da paciente. A transferência embrionária para a cavidade uterina é realizada habitualmente no 2º ou 3º dia após a captação dos óvulos. Em alguns casos pode ser feita no 5º dia, se for indicada em uma fase mais avançada de seu desenvolvimento, denominada de blastocisto.

É habitualmente realizada sem necessidade de sedação, com a paciente em posição ginecológica, com a bexiga cheia e guiado por ultra-sonografia via abdominal. Indicada em casos de dano importante das trompas; endometriose moderada ou severa; número de espermatozóides baixos; infertilidade sem causa aparente; ou mesmo casos de mulheres que não estão conseguindo gestar após o uso de técnicas mais simples de reprodução.