Como calcular minha ovulação?

Como calcular minha ovulação?

Os caminhos para se conseguir a gravidez são muitos, para uma mulher com idade abaixo de 35 anos e avaliação inicial normal, bem como do homem, entendemos que a abordagem de partir dos procedimentos mais simples para os mais complexos seja o mais adequado. É muito importante entender que existe todo um processo, um protocolo a ser seguido.

Saber como calcular o seu período fértil é absolutamente essencial para maximizar as chances de gravidez do casal, e esta, pode ser determinada por várias maneiras.

Normalmente usa-se essa calculadora de período fértil, para se ter uma idéia do melhor dia para se ter relação sexual, o que chamamos de coito programado.

Calculando o período de ovulação

Útil para mulheres com ciclos regulares, naquela com intervalos menstruais de 28 dias, o dia mais fértil seria o 14º, com variação entre o 12º e 16º dia do ciclo. Atualmente existe uma série de aplicativos que ajudam a defini-lo com precisão, no entanto quando têm ciclos muito irregulares, os mesmos não são tão eficazes.

Controle da temperatura basal corporal

Pode ser utilizada naquelas mulheres com ciclos que variam entre 25 a 45 dias. Pacientes com ciclos muito curtos, ou muito longos podem ter dificuldade em elaborá-la Deve-se aferir diariamente a temperatura pela manhã antes mesmo de sair da cama e anotá-la, pode-se anotar em um papel quadriculado e estas anotações ao longo dos dias vão gerar um gráfico. Ao longo dos meses, este gráfico provavelmente vai se demonstra um padrão de ciclo.

Durante a menstruação e nos primeiros dias a temperatura corporal, oscilar entre 32,2◦C e 32,4◦C pode-se aferir na axilar ou bucal. Na época da ruptura folículos, esta atinge seu ponto mais baixo, após dois dias a temperatura se elevará entre 0,3◦C a 0,5◦C graus. A este tipo de curva denomina-se de bifásica. Caso não haja ovulação a temperatura não terá alteração e será definida como monofásica.

A mulher deve anotar todas as anormalidades como infecções, vômitos, febre, uso de drogas que eventualmente falseiem ou distorçam o aspecto gráfico da curva.

Por diversos fatores poderem alterar essa medida, tal método é pouco utilizado atualmente.

“Kit Ovulação” vendido em farmácias

Existem outras maneiras mais precisas para se detectar o período fértil. Os Kits vendidos em farmácias afirmam ter um alto índice de eficácia.

  • kit em que se coleta a urina durante alguns dias para detectar o pico do hormônio Luteinizante , indicando que ocorrera ovulação em torno nas próximas 36 horas.
  • Kit de cristalização do muco indicando ovulação eminente.

 

Controle Ultrassonográfico da ovulação

A maneira mais objetiva de se definir a ovulação seria a realização do controle ultrassonográfico da ovulação. Iniciando no período menstrual, descrito como ultrassom de checagem, após alguns dias repetem-se outros dois a quatro exames ultrassonográficos avaliando-se o ovário que contém o folículo. Este vai crescendo ao longo dos dias, rompendo e liberando o óvulo quando atinge 20mm de diâmetro. A este evento definimos como ovulação, ou período fértil. Além do ovário também observa-se a parte interna do útero, o endométrio ; que está usualmente fino (3-5mm) no período menstrual, vai se espessando no decorrer dos dias (8-12mm). 

Dever de casa

Durante o período fértil orienta-se ter relação sexual, ou coito programado. Não há necessidade de ter varias relações no mesmo dia, nem precisa ter relação exatamente na hora em que esta ocorrendo a ovulação. Temos um período de 24 horas.

Após a relação sexual pode-se realizar o teste pós-coital, para verificação da quantidade e mobilidade dos espermatozóides alem da qualidade do muco cervical. Este teste deverá ser agendado até doze horas da relação . Neste exame realiza-se a coleta do material como se fosse realizar um preventivo. O material colhido é colocado em uma lâmina que será avaliada ao microscópio.

O período fértil pode ocorrer num ciclo sem medicação, ou Ciclo Natural. Caso haja necessidade de usar medicações para induzir ou estimular a produção e a ruptura dos óvulos, denominamos de Ciclo Induzido.

Maximizando os resultados

Para a maioria dos casais, a possibilidade de se obter uma gestação de forma natural é muito boa, ocorrendo, segundo cálculos estatísticos e epidemiológicos 93% dos casais no período de 12 meses, de vida sexual ativa e sem contracepção. A chance de um casal em idade reprodutiva obter a gestação é de 18% a 20% ao mês.

Para aquele casal que deseja saber como engravidar rápido, e descobrir o momento mais propício de se ter relação sexual a fim de engravidar, existe ainda a possibilidade de se associar alguns ou eventualmente todos os métodos já citados.

Lembre-se

O planejamento, investigação e empenho de todo o processo de se gerar uma nova vida vai além de cálculos, testes e exames. O controle da ansiedade também é fundamental para que consiga chegar ao objetivo. Há necessidade de mudar a ansiedade negativa em uma expectativa positiva em relação a gravidez . Calma, paciência e persistência, e o acompanhamento de um especialista de sua confiança é a formula para o seu sucesso!

Infertilidade Feminina e Reprodução Assistida

Infertilidade Feminina e Reprodução Assistida

As complicações que impedem uma mulher de engravidar naturalmente, em qualquer fase do período fértil, pode ter origens variadas. Entre elas, o homem, que também deve ser examinado por um especialista e realizar todos os exames necessários à confirmação da infertilidade do casal.

Do ponto de vista médico, a infertilidade é definida como a incapacidade de estabelecer uma gravidez após um ano de tentativas, em que as relações sexuais ocorrem com frequência e sem uso de qualquer método contraceptivo. Se a gravidez não acontece durante este ano de tentativas regulares, é hora de o casal procurar os especialistas. A mulher deve, primeiramente, conversar com seu ginecologista, pois muitas vezes esse profissional resolve a questão. Não espere muito!

Ovulações irregulares ou ausência de ovulação

É muito comum que mulheres com disfunções ovulatórias experimentem irregularidades no ciclo menstrual. Em alguns casos, não menstruam. Ciclos com menos de 21 dias, ou com mais de 36 dias, podem ser sinal de disfunção ovulatória.

A ausência de ovulação, denominada de oligovulação podem ter como causas uma série de fatores, entre eles, a Síndrome do Ovário Policístico (SOP). Outras potenciais causas de oligovulação seriam obesidade, peso muito baixo, hiperprolactinemia, grande carga de exercícios físicos, falência ovariana precoce, idade avançada ou baixa reserva ovariana, disfunção das glândulas tireóides (hiper ou hipotireoidismo) e altos níveis de estresse.

Estruturas orgânicas como o canal cervical, cavidade uterina e tubas uterinas também devem ser investigadas por meio de exames específicos para detectar outras causas. Essas estruturas devem estar livres de obstruções ou aderências, como as que ocorrem após cirurgias ou infecções pélvicas.

Para analisar esse quadro, o médico pedirá um exame de imagem chamado histerossalpingografia, que é uma espécie de raio-X com contraste iodado, que é injetado dentro do canal cervical minutos antes do exame. Em situações específicas, o médico poderá solicitar a laparoscopia, em vez da histero, que é padrão-ouro na avaliação canalicular, porém requer internação e anestesia.

A investigação básica da mulher

A obtenção de uma boa história clínica e a realização de um exame físico completo podem dar uma boa idéia dos fatores possivelmente relacionados à infertilidade do casal.

Entre os exames complementares na mulher, a primeira etapa inclui a avaliação da ovulação. Uma mulher que tem menstruações regulares ovula em mais de 95% dos ciclos, mas isso não significa que a qualidade das ovulações é adequada e o especialista deve pedir um perfil hormonal da paciente que inclua a dosagem dos hormônios FSH, LH, estradiol e prolactina.

A avaliação da glândula tireóide é também fundamental, uma vez que é cada vez maior a prevalência de distúrbios nessa glândula entre as mulheres, nas últimas décadas. Problemas com a ovulação podem ser responsáveis por até 40% das causas femininas de infertilidade.

Reprodução Assistida

Os principais tratamentos utilizados hoje quando há necessidade da reprodução assistida são descritos a seguir:

Coito programado (CP): é o método mais simples, realizado paralelamente à estimulação da ovulação.

Inseminação artificial (IA): um concentrado de espermatozóides é injetado dentro da cavidade uterina, também após estímulo ovulatório. Os resultados desses métodos costumam variar, mas no geral são baixos. Não é recomendado insistir neles depois de três tentativas.

Fertilização in vitro (FIV): os espermatozóides são colocados em contato com o oócito e o momento da fecundação ocorre in vitro. Pode também ser feita pelo método ICSI, também in vitro. A sigla vem do inglês e compreende a técnica em que o espermatozóide é injetado dentro do oócito. O material fecundado in-vitro, tanto na primeira quanto na segunda técnica, é implantado pelo médico no útero feminino.

Fonte: SOGESP