Mulheres que engravidam quando estão em sobrepeso ou obesas estão mais propensas a desenvolver problemas de saúde, tais como diabetes, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, hemorragia no pós-parto ou mesmo parto prematuro.

Já os bebês gestados por mães com excesso de peso correm o risco de sofrer malformação cardíaca, malformação anorretal (anormalidades no desenvolvimento embriológico do ânus, reto e trato urogenital) e complicações decorrentes do parto prematuro. Além disso, eles têm mais propensão à obesidade na vida adulta.

Segundo Marina Paes Barbosa, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), após engravidar, as mulheres em sobrepeso ou obesas têm mais chances de apresentar complicações do que as que estão em seu peso ideal.

“No início da gestação, há maior risco de aborto espontâneo, devido a uma condição inflamatória ou mesmo por deficiência de nutrientes, como o ácido fólico. Tanto durante quanto após a gestação, pacientes obesas apresentam grandes chances de desenvolver depressão e ansiedade. Já no período pós-parto, têm maior probabilidade de apresentar trombose e infecção no corte operatório, nos casos de partos cesarianos”, detalha.

CUIDADOS – Ao decidir ter um filho, a mulher normalmente é orientada pelo obstetra a fazer exames de sangue para diagnosticar possíveis problemas de saúde, tomar vacinas e ajustar a ingestão de nutrientes importantes à gestante, como o ácido fólico (vitamina do complexo B9, que previne danos neurológicos no bebê).

“Dentre essas recomendações, pode figurar também a necessidade de perder peso. Isso deve ser feito com o acompanhamento do especialista para que todos os nutrientes sejam ingeridos de forma correta e nas quantidades adequadas”, finaliza.

Por Suzana Tenório

Fonte: SBRA