Infertilidade masculina: a poluição tem a ver também com isso. Na verdade, com a poluição atmosférica, a qualidade dos espermatozóides presentes no líquido seminal é muito prejudicada, e causa uma boa redução da fertilidade dos homens.

Se a poluição do ar causa milhões de mortes prematuras a cada ano, há evidências crescentes de seus efeitos negativos também sobre a fertilidade masculina. Estima-se que de 1971 a 2011, a exposição a poluentes causou grande redução da fertilidade no homem ocidental.

 A fertilidade masculina é principalmente ameaçada pelas partículas finas (as Pm10), enquanto as mulheres são mais atingidas na questão fertilidade por abusarem, ou por fazerem uso irresponsável, de certos medicamentos, como o ibuprofeno. Sem nos esquecer da toxicidade presente, e que pode afetar ambos os sexos, como a contida em alguns alimentos, bebidas ou produtos de uso cotidiano.

O estudos sobre os espermatozóides

As mais importantes pesquisas dos últimos meses, sugeriu uma forte relação entre a poluição atmosférica e a redução da qualidade dos espermatozoides.

Um estudo da Universidade de Hong Kong evidenciou que a “vida moderna” vem sendo a causa de uma queda de 60% na contagem de espermatozoides em países ocidentais nos últimos 40 anos, e sugere que um “número significativo de casais” poderiam sofrer de infertilidade por causa da poluição atmosférica.

“A poluição do ar é o maior risco para a saúde ambiental do mundo”, disse Lao Xiang Qian, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Hong Kong.
Quando respiramos em uma área com altos níveis de poluição do ar, partículas finas contendo substâncias químicas tóxicas, como metais pesados, passam nos pulmões, permitindo que entrem na corrente sanguínea. A partir daí, eles podem causar danos ao esperma.

Para investigar esta possibilidade, Lao e sua equipe consideraram dados sobre a qualidade do sêmen de 6.500 homens de 15 a 49 anos em Taiwan, e os compararam com níveis de material particulado em seus endereços domiciliares. O que eles encontraram foi uma forte associação entre altos níveis de poluição do ar e uma formação anormal do esperma: os homens mais expostos às partículas finas, tinham seus espermatozóides com dimensões e formas alteradas.

Os efeitos foram relativamente pequenos, mas dada a prevalência de poluição do ar, os pesquisadores acreditam que mesmo pequenas alterações causadas no esperma podem resultar em um grande desafio para a saúde pública.

Os autores acreditam ser o cádmio, um metal particularmente tóxico, presente no ar por causa da queima de combustíveis fósseis (carvão e petróleo), pela fumaça do cigarro e pelos incêndios, o possivelmente responsável pela alteração dos espermatozóides.

Em uma outra revisão científica, não só a poluição, mas também os pesticidas, os produtos químicos que alteram os hormônios, a dieta, o estresse, o tabagismo e a obesidade estão todos “plausivelmente associados” ao problema da infertilidade.

Neste caso, pesquisadores – de Israel, Estados Unidos, Dinamarca, Brasil e Espanha – concluíram que o número total de esperma caiu 59,3% entre 1971 e 2011 na Europa, América do Norte, Austrália e Novo Zelândia, enquanto a concentração de sêmen diminuiu em 52,4%.

A mesma tendência não foi observada em outras partes do mundo, como América do Sul, África e Ásia.

Nem precisa dizer portanto, que o número e a qualidade dos espermatozóides pode refletir significativamente os impactos da modernização sobre a saúde masculina ao longo da vida.

Em suma, as substâncias poluentes que respiramos, bem como as presentes em alimentos ou em objetos cotidianos, como detergentes ou cosméticos, interferem diariamente (também) em nossa capacidade reprodutiva.

O que fazer? Reduzi-los o quanto possível pelo menos dentro de casa. Veja nos artigos abaixo quais são os produtos que mais poluem o ar que respiramos dentro de casa.

Fonte: GreenMe