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As 6 principais dúvidas sobre doação de óvulos

Muitas mulheres compartilham de um mesmo sonho: o de se tornar mãe. E o que parece muito fácil para algumas e até acontece inesperadamente para outras, pode ser motivo de angústia para as mulheres que descobrem que não podem engravidar.

A história quase sempre conta com alguns pontos em comum, mas um deles é unanimidade entre elas: a descoberta pega de surpresa. Tudo geralmente começa quando a mulher decide que chegou a hora de engravidar. Então ela para de usar métodos contraceptivos e aguarda com alta expectativa pela boa notícia. Passam-se cerca de seis meses sem nem um sustinho, até que o médico ginecologista seja procurado.

O primeiro passo, geralmente adotado pelos ginecologistas, é a investigação do casal para diagnosticar as causas da infertilidade. As causas podem ser de origem feminina, masculina ou ambas e somente após este diagnóstico é possível definir a conduta mais adequada.

Alguns tratamentos mais simples podem ser realizados pelos ginecologistas, outros mais complexos, exigem o encaminhamento da paciente para um especialista em reprodução assistida.

A baixa reserva ovariana, caracterizada pela disponibilidade de poucos óvulos, é uma das causas que podem fazer com que a doação de óvulos passe a ser cogitada pelo casal.

A essas alturas do campeonato, tudo é novo. A possibilidade de não poder engravidar naturalmente geralmente não é esperada e, quando acontece, assusta e gera dúvidas.

Por conta disso, trouxemos neste artigo as seis principais dúvidas (solucionadas!) sobrea necessidade de receber óvulos. Vamos conferir?

  • 6 principais dúvidas sobre doação de óvulos
  1. No que consiste, exatamente, a doação de óvulos?

A doação de óvulos ocorre quando uma mulher jovem e saudável (doadora), opta por fertilizar parte dos seus óvulos com sêmen do seu companheiro, transferir os embriões para o seu útero e ceder alguns de seus óvulos para que sejam fecundados em laboratório com o sêmen do companheiro da receptora, sendo os embriões formados transferidos para o útero de outra mulher (receptora).

Cabe reforçar que a doadora utilizará parte dos óvulos para si e parte será doada para outra mulher.

No Brasil é permitida apenas a doação compartilhada, que ocorre em sigilo, tanto da doadora quanto da receptora, e protege integralmente a identidade de quem a faz. A legislação nacional estipula ainda que a mulher que carrega e gera a criança seja considerada a mãe biológica do bebê, e não a doadora do óvulo.

  1. Quem pode doar?

O Conselho Federal de Medicina prevê que as doadoras tenham até 35 anos de idade. Elas passam por uma entrevista e bateria de exames, principalmente para garantir que não sejam portadoras de doenças infectocontagiosas ou genéticas. A resolução visa garantir segurança e eficácia aos procedimentos, baseada em princípios éticos.

A mulher faz a doação para uma receptora que possua, no geral, características físicas (e às vezes até comportamentais) similares às suas: cor do cabelo, da pele, olhos, biótipo, altura e tipo sanguíneo costumam ser os mais considerados – mas, quando não encontrados, não são necessariamente fatores de exclusão.

  1. Quem pode receber os óvulos?

As situações aqui costumam ser bem variadas. Na maioria dos casos, quem recebe os óvulos são mulheres que querem engravidar, mas que possuem exames alterados, como por exemplo baixa reserva ovariana, menopausa e/ou doenças associadas a outros fatores.

Casais homoafetivos masculinos que desejam ter um bebê também podem receber óvulos de uma doadora. Neste caso os óvulos serão fertilizados in vitro com o sêmen de um dos cônjuges e os embriões formados transferidos para uma terceira, procedimento este conhecido como “útero de substituição”.

  1. Como é a preparação – tanto para quem doa como para quem recebe?

Doadora e receptora passam por uma preparação antes de realizarem o procedimento.

A voluntária que fará a doação passa por um tratamento que utiliza hormônios injetáveis para estimular a produção e o crescimentos dos óvulos.

Já a receptora do óvulo passa por um processo que prepara o endométrio para receber o embrião. Este preparo consiste na utilização de medicamentos que irão auxiliar na receptividade endometrial.

O ciclo de indução da ovulação da doadora, e do preparo endometrial da receptora, dura em média 10 a 12 dias. Ultrassons são realizados entre dias alternados para acompanhar a resposta ao estímulo ovariano. Quando os óvulos estiverem no tamanho adequado serão aspirados através de um procedimento cirúrgico com leve sedação.

  1. Como é efetuada a fecundação dos óvulos?

O processo é efetuado por meio da técnica de fertilização in vitro: Um método de reprodução assistida de alta complexidade realizado em laboratório, através da manipulação de óvulos e sêmen.

O sêmen, que foi coletado logo na sequência dos óvulos, é capacitado no laboratório e os espermatozoides são “injetados” no interior dos óvulos(ICSI) ou apenas colocados em contato com os mesmos (FIV).

Os óvulos fecundados ficam em uma incubadora até estarem prontos para a transferência embrionária, que ocorre de 3 a 5 dias após a fertilização.

O número de embriões transferidos varia de 1 a 2, e vai depender tanto da qualidade dos mesmos como da idade da receptora. A partir desta etapa, a mulher passa a fazer uso de uma medicação que auxiliará tanto na implantação do embrião como na manutenção da gravidez. Os medicamentos são utilizados até que a gestação seja confirmada, ou suspensos em caso de resultado negativo.

  1. Deu certo? Como saber?

Após a transferência do embrião, aguardam-se em média 12 dias para que o exame de sangue que diagnostica a gravidez seja efetuado.

Uma vez que o primeiro exame é positivo, os medicamentos são mantidos e o exame repetido após aproximadamente 7 dias.

Quando há confirmação da gravidez é agendado o primeiro ultrassom obstétrico para avaliar a evolução da gestação. Após isso a paciente inicia o pré-natal.

Em casos de resultados negativos, a medicação é suspensa e a menstruação acontece.

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