Vasectomia

Vasectomia, ao pé da letra, significa “retirar” (ectomia) o conduto deferente. É um procedimento rápido, seguro, realizado com anestesia local, em nível ambulatorial. A cirurgia “corta” o ducto deferente, que transporta os espermatozóides. Dessa forma, eles não chegam até a uretra, e o esperma ejaculado não conterá as células reprodutoras masculinas. O desejo sexual não é afetado pela cirurgia, não havendo mudanças na sensação do orgasmo, no tempo para atingi-lo ou na ereção, pois a cirurgia não compromete nenhuma estrutura responsável pelo prazer sexual.

Os espermatozóides continuam sendo produzidos pelos testículos, mas estes não têm como atingir a uretra, sendo então absorvidos ou destruídos pelo organismo. É um procedimento cirúrgico e, como tal, oferece riscos como todo e qualquer procedimento. Entretanto, os riscos são pequenos por ser uma cirurgia relativamente simples. As complicações como hematoma, hemorragia, dor pós-operatória, inflamação do testículo, e infecção são raras. Em geral, o pós-operatório é bastante tranqüilo, alguns pacientes referem uma leve sensibilidade nos testículos durante alguns dias. Não há relação entre vasectomia e doenças da próstata.

O homem vasectomizado, em geral, sente-se mais livre e relaxado, pois não precisa se preocupar com o controle de natalidade. Vale lembrar que isso não o desobriga do uso do preservativo para evitar doenças sexualmente transmissíveis como AIDS, HPV ou gonorréia, por exemplo.

Assim sendo, a vasectomia é um método cirúrgico considerado definitivo. A decisão de optar por esse procedimento deve ser tomada em conjunto pelo casal, que deve estar bem orientado quanto à impossibilidade de ter novos filhos. A cirurgia dura cerca de 30 minutos e pode ser feita em nível ambulatorial.

As atividades habituais podem ser retomadas em dois dias. As relações sexuais, sem desconforto, em torno de uma semana. Depois da vasectomia, o casal ainda deve usar um método anticoncepcional, até a realização de um novo espermograma. Isso porque alguns espermatozóides podem estar vivos dentro do canal deferente, e podem ser ejaculados nas primeiras relações após o procedimento.

Assim, seu médico irá orientá-lo sobre quando fazer o exame, bem como quantos devem ser realizados, para comprovar a ausência de espermatozóides. A recanalização espontânea de um ou ambos lados da vasectomia é muito rara, mas possível.