Tratamentos disponíveis na Feliccità

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Inseminação Intra-Uterina

A inseminação intra-uterina consiste na introdução de espermatozóides dentro da cavidade uterina. É uma técnica simples, rápida (3 a 5 minutos) e praticamente indolor. Realizada na sala de ecografia, não há necessidade de anestesia prévia ou jejum.

Em procedimento semelhante a uma coleta de preventivo, os espermatozóides são depositados na cavidade uterina através de um cateter que transpassa o colo do útero e atinge a cavidade endometrial.

Essa técnica está indicada nos casos de esterilidade de causa masculina; quando o muco da paciente não permite que os espermatozóides alcancem o útero; e naqueles casos de esterilidade sem causa aparente.

É feito um controle de ovulação com uso de medicamentos para determinar o dia da ovulação e aumentar as possibilidades de sucesso. O sêmen é coletado na clínica no dia do procedimento, com 3 a 5 dias de abstinência sexual. O material é preparado em laboratório, sendo introduzidos dentro da cavidade uterina os espermatozóides com melhor motilidade. Esse preparo do sêmen pode demorar entre 1,5 a 2 horas.

Depois de preparada a amostra é feita a inseminação propriamente dita. A porcentagem de gravidez gira entre 20-25% de sucesso por ciclo de tratamento; por esse motivo, podem ser necessários mais de um ciclo para conseguir resultados positivos. Diversos fatores como a idade da mulher e a existência de outros problemas podem influenciar no êxito do tratamento.

Fertilização In Vitro

A fertilização in vitro convencional é utilizada desde 1978, quando se mostrou bem sucedida após o nascimento de Louise Brown na Inglaterra. A fertilização in vitro começou a ser realizada por nós em 1994, com nosso primeiro nascimento de uma gestação obtida por esta técnica acontecendo naquele mesmo ano.

É um procedimento onde os óvulos são retirados da mulher e fecundados com os espermatozóides de seu parceiro em laboratório. A coleta de óvulos é realizada por via transvaginal, guiada por ultra-sonografia, com a paciente sedada. Os óvulos assim obtidos são colocados em meio de cultura juntamente com os espermatozóides. Após a fecundação, os embriões formados são mantidos em uma estufa, até que cheguem ao número ideal de células, para que possam ser colocados então dentro do útero da paciente.

A transferência embrionária para a cavidade uterina é realizada habitualmente no 2º ou 3º dia após a captação dos óvulos. Em alguns casos pode ser feita no 5º dia, se for indicada em uma fase mais avançada de seu desenvolvimento, denominada de blastocisto. É habitualmente realizada sem necessidade de sedação, com a paciente em posição ginecológica, com a bexiga cheia e guiado por ultra-sonografia via abdominal.

Indicada em casos de dano importante das trompas; endometriose moderada ou severa; número de espermatozóides baixos; infertilidade sem causa aparente; ou mesmo casos de mulheres que não estão conseguindo gestar após o uso de técnicas mais simples de reprodução.

ICSI – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide

A técnica de ICSI surgiu em 1992. Começou a ser utilizada por nós em 1994, com a nossa primeira gestação e nascimento ocorrendo em 1994.

O procedimento básico desta técnica é conhecido como micromanipulação, e começou a ser desenvolvido no início dos anos 90, com o objetivo de dar um “empurrãozinho” aos espermatozóides com pouca força de locomoção. Com o auxilio de um microscópio especial e de uma microagulha, o espermatozóide é injetado diretamente no interior do óvulo.

Com essa técnica, basta que se tenha um único espermatozóide saudável para a fertilização tornar-se possível. Depois do procedimento em laboratório, a implantação segue os mesmos princípios da fertilização in vitro convencional.

A transferência embrionária para a cavidade uterina é realizada habitualmente no 2º ou 3º dia após a captação dos óvulos, assim como na fertilização convencional.

Também pode ser feita no 5º dia, se for indicada em uma fase mais avançada de seu desenvolvimento, denominada de blastocisto. É habitualmente realizada sem necessidade de sedação, com a paciente em posição ginecológica, com a bexiga cheia e guiado por ultra-sonografia via abdominal.

A ICSI pode ser utilizada nos seguintes casos:

  • casais que tenham pouca quantidade ou baixa qualidade de espermatozóides;
  • nos casos de pacientes com vasectomia prévia ou qualquer outra alteração do sistema reprodutor masculino, que não permita a saída de espermatozóides no ejaculado;
  • infertilidade sem causa aparente;
  • quando houve falha de fertilização pela técnica convencional.
Obtenção de Espermatozóides

Denomina-se azoospermia quando não são encontrados espermatozóides no sêmen ejaculado.

Esta pode ser considerada não obstrutiva – quando ocorre algum tipo de insuficiência testicular e os espermatozóides não são fabricados pelos testículos; ou obstrutiva – quando existe a produção de espermatozóides, porém estes não são ejaculados por obstrução dos ductos que comunicam os testículos à uretra.

A azoospermia não obstrutiva pode ser encontrada em casos de caxumba na infância, infecções, usuários de drogas, problemas hormonais, alterações anatômicas, doenças congênitas como síndrome de Klinefelter ou microdeleção do cromossomo X. Pacientes que precisaram submeter-se a irradiações, como nos casos de câncer, também podem desenvolver este tipo de alteração após o tratamento.

Já a azoospermia obstrutiva ocorre em pacientes que realizaram vasectomia, ou nasceram sem o ducto deferente, que faz a conexão entre testículo e uretra. Casos de traumatismos ou infecções também podem causar essa obstrução.

As técnicas são utilizadas de acordo com as causas de azoospermia:

Nos casos não obstrutivos, usualmente utiliza-se material proveniente de sêmen de doador, uma vez que os espermatozóides não são produzidos. Algumas técnicas de maturação de espermatogônia foram tentadas como alternativa para esse tipo de problema, entretanto até o momento não houve o resultado esperado.
Nos casos obstrutivos, os espermatozóides poderão ser obtidos do epidídimo ou do testículo, por punção aspirativa ou por biópsia, de acordo com cada caso. As técnicas disponíveis são:

MESA – microsurgical epidydimal sperm aspiration – ou aspiração microcirúrgica de espermatozóides do epidídimo;
PESA – percutaneous epidydimal sperm aspiration – ou aspiração percutânea de espermatozóides do epidídimo;
TESA – testicular sperm aspiration – ou aspiração percutânea de espermatozóides do testículo;
TESE – testicular sperm extraction – ou extração de espermatozóides do testículo.

Todas essa técnicas permitem a obtenção de espermatozóides para fertilizar os óvulos através da técnica de injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI).

Vasectomia

Vasectomia, ao pé da letra, significa “retirar” (ectomia) o conduto deferente. É um procedimento rápido, seguro, realizado com anestesia local, em nível ambulatorial. A cirurgia “corta” o ducto deferente, que transporta os espermatozóides. Dessa forma, eles não chegam até a uretra, e o esperma ejaculado não conterá as células reprodutoras masculinas. O desejo sexual não é afetado pela cirurgia, não havendo mudanças na sensação do orgasmo, no tempo para atingi-lo ou na ereção, pois a cirurgia não compromete nenhuma estrutura responsável pelo prazer sexual. Os espermatozóides continuam sendo produzidos pelos testículos, mas estes não têm como atingir a uretra, sendo então absorvidos ou destruídos pelo organismo.

É um procedimento cirúrgico e, como tal, oferece riscos como todo e qualquer procedimento. Entretanto, os riscos são pequenos por ser uma cirurgia relativamente simples. As complicações como hematoma, hemorragia, dor pós-operatória, inflamação do testículo, e infecção são raras. Em geral, o pós-operatório é bastante tranqüilo, alguns pacientes referem uma leve sensibilidade nos testículos durante alguns dias. Não há relação entre vasectomia e doenças da próstata. O homem vasectomizado, em geral, sente-se mais livre e relaxado, pois não precisa se preocupar com o controle de natalidade. Vale lembrar que isso não o desobriga do uso do preservativo para evitar doenças sexualmente transmissíveis como AIDS, HPV ou gonorréia, por exemplo.

Assim sendo, a vasectomia é um método cirúrgico considerado definitivo. A decisão de optar por esse procedimento deve ser tomada em conjunto pelo casal, que deve estar bem orientado quanto à impossibilidade de ter novos filhos. A cirurgia dura cerca de 30 minutos e pode ser feita em nível ambulatorial. As atividades habituais podem ser retomadas em dois dias. As relações sexuais, sem desconforto, em torno de uma semana.
Depois da vasectomia, o casal ainda deve usar um método anticoncepcional, até a realização de um novo espermograma. Isso porque alguns espermatozóides podem estar vivos dentro do canal deferente, e podem ser ejaculados nas primeiras relações após o procedimento.

Assim, seu médico irá orientá-lo sobre quando fazer o exame, bem como quantos devem ser realizados, para comprovar a ausência de espermatozóides.

A recanalização espontânea de um ou ambos lados da vasectomia é muito rara, mas possível.

Reversão de Vasectomia

A reversão é o processo inverso, em que, por meio de uma microcirurgia os ductos deferentes serão reaproximados. Para tal utiliza-se anestesia peri dural e microscópio para auxiliar na sutura dos ductos, pois o fio utilizado é mais fino que o fio de cabelo. O tempo deste procedimento gira em torno de duas a quatro horas.

A idéia deste tratamento é devolver a fertilidade àquele casal. Entretanto, a decisão de optar por uma reversão de vasectomia, ou por um método de ICSI associado à obtenção de espermatozóides por punção ou biópsia, deve ser tomada tendo em consideração outros parâmetros importantes, como tempo pós-vasectomia, idade da esposa ou alterações que possam ser descobertas após investigação da mulher.

Os melhores resultados de reversão de vasectomia são obtidos em pacientes que se submeteram ao procedimento até sete anos antes, porém esse número é variável entre os andrologistas, sendo que no nosso serviço já foram obtidos resultados favoráveis em casais acima de 20 anos pós-vasectomia.