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Síndrome do Hiperestímulo Ovariano: conheça possíveis reações no tratamento de reprodução assistida

Fonte: SBRA

Acessado em: 30/05/2019

Mulheres em tratamento de fertilidade podem detectar sintomas de eventuais riscos do uso de medicamentos indutores da ovulação. De acordo com a literatura médica, a incidência de síndrome de hiperestímulo ovariano (SHEO) moderada ocorre em aproximadamente 3 a 6% das pacientes e menos de 1% será diagnosticada com a forma grave da SHEO.

A SHEO é a complicação mais grave dos tratamentos de reprodução assistida, caracterizada por uma resposta excessiva do organismo feminino aos medicamentos utilizados para o crescimento dos folículos (pequenos cistos que contêm os óvulos) associado ao alto nível de estrogênio, o que geralmente resulta no aumento do tamanho dos ovários e extravasamento do líquido presente dentro dos vasos sanguíneos para outras regiões do corpo.

O ginecologista creditado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Giuliano Bedoschi, reforça que os sinais e sintomas da SHEO têm início 4 a 7 dias após a coleta de óvulos. “As mulheres podem sentir dificuldade para respirar, náuseas ou vômitos, dificuldade para ingerir líquidos, inchaço abdominal, diminuição da quantidade de urina, ganho de peso em curto espaço de tempo (1 kg por dia), dor abdominal, fraqueza, mal-estar e até evoluir com trombose.”

Mulheres com ovários policísticos, níveis de hormônio anti-mulleriano elevados e/ou contagem de folículos elevados ao ultrassom são as mais predispostas a desenvolver a síndrome durante os tratamentos de fertilização in vitro, congelamento de óvulos e/ou inseminação artificial e estratégias devem ser propostas para reduzir o risco de surgimento da SHEO nesse grupo de pacientes.

Para reduzir as complicações, o médico orienta um tratamento personalizado com utilização de um protocolo medicamentoso de estímulo ovariano que reduza o risco de surgimento de síndrome. “Outro ponto importante é cancelar a transferência dos embriões, congelando todos os embriões formados naquele ciclo de tratamento para posterior transferência no próximo ciclo menstrual”, aponta Bedoschi.

Caso a SHEO ocorra mesmo após utilização de todas as medidas descritas, o rápido diagnóstico da síndrome e iniciação do tratamento de suporte imediato permitirão melhor recuperação das pacientes.

A SBRA ressalta que as complicações da Síndrome de Hiperestímulo Ovariano podem ser graves e, portanto, orienta às pacientes procurarem um especialista para orientá-las sobre medidas preventivas para evitar o surgimento da síndrome e/ou indicar o tratamento adequado no sentido de se obter a segurança no tratamento. “Tão importante quanto o sucesso do tratamento, é que o mesmo ocorra de maneira segura para nossas pacientes”, aponta Bedoschi.

Por Deborah de Salles – Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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