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Doação / Recepção de Óvulos

Em alguns casos as pacientes que necessitam de um procedimento de reprodução assistida não apresentam boa resposta durante o uso de medicamentos para estimulação. Casos como esses, ou de mulheres que não possuem ovários por alguma doença prévia ou uma cirurgia, ou mesmo após quimioterapia que tenha afetado a função dos ovários, podem ser solucionados com o uso de óvulos de doadoras. Assim, essas mulheres podem ser mães de embriões formados por esses óvulos e pelo espermatozóide de seu parceiro.

Há necessidade de preparar a parte interna do útero (endométrio) com medicamentos para que este possa receber o embrião. Quando se atinge a gravidez, a paciente precisa continuar usando medicações para “segurar” a gestação, até cerca de 12 semanas.

As doadoras geralmente são mulheres com menos de 35 anos, saudáveis, sem antecedentes familiares, genéticos ou pessoais de doenças, e com características físicas (altura, peso, cor do cabelo, olhos, tipagem sanguínea, raça) semelhantes às da pessoa que vai receber o embrião. Elas podem ser selecionadas entre mulheres que produziram um excesso de óvulos na sua estimulação.

Essas mulheres que possuem os requisitos para serem doadoras são informadas antes do início do tratamento sobre a possibilidade de doar óvulos. Caso elas aceitem, orienta-se sobre a doação ser anônima e sem benefício econômico. Há necessidade de um termo de consentimento informado.

Uma vez aspirados os óvulos, estes serão separados entre os que serão usados pela doadora e pela receptora.

Os óvulos da doadora são fecundados pelos espermatozóides de seu esposo.

Os óvulos que serão usados pela receptora serão fecundados pelos espermatozóides do seu esposo.

Os embriões assim formados serão transferidos para o útero da respectiva paciente, usualmente entre 48 e 72 horas após a aspiração dos óvulos.

Congelamento de Óvulos

Enquanto a criopreservação de embriões é uma opção existente há um certo tempo, o congelamento de óvulos é uma técnica disponibilizada clinicamente há poucos anos.

Ela também pode ser utilizada em pacientes que produziram um grande número de óvulos em um ciclo de indução. Em determinados casos, ao invés de ser optado pelo congelamento de embriões mencionado anteriormente, pode ser realizado o congelamento e armazenamento desses óvulos.

Esta técnica também veio a ser uma opção para preservação de fertilidade, em pacientes jovens com câncer que serão submetidas a quimio ou radioterapia. Uma vez que as terapias oncológicas podem diminuir significativamente a reserva de óvulos nos ovários destas pacientes, o congelamento desse tipo de material pode ser indicado previamente ao tratamento.

Também podem ser beneficiadas com esta técnica pacientes que necessitem de um tratamento mais agressivo em virtude de doenças como lúpus, entre outras patologias.

A criopreservação de pacientes que desejam postergar sua gravidez por outros motivos que não sejam médicos deve ser bem considerado, pois preferencialmente o congelamento de óvulos tem uma idade ideal para ser realizado, tendo em vista o declínio reprodutivo da mulher acima de 37 anos.

Congelamento de Espermatozóides

Em determinadas situações pode ser realizado congelamento do sêmen do paciente para uso futuro. Uma das indicações é o armazenamento prévio a um tratamento oncológico. As terapias contra o câncer (quimio e/ou radioterapia) podem diminuir e até aniquilar as células germinativas dos testículos que produzem o espermatozóide, resultando em uma infertilidade pós-tratamento.

Nesses casos, o espermatozóide é coletado por masturbação, preparado e congelado. São necessários alguns exames sorológicos prévios deste paciente. Usualmente são realizadas de duas a três amostras, de acordo com o número e qualidade dos espermatozóides.

Congelamento de Embriões

Para que um procedimento de fertilização seja bem sucedido, uma das etapas fundamentais é a obtenção de material adequado para ser trabalhado em laboratório, ou seja, óvulos e espermatozóides. Dessa forma, a estimulação ovariana é parte fundamental do processo. Entretanto, em determinadas situações podemos ter uma resposta além do esperado para aquele ciclo de tratamento. Nesses casos, temos a opção de congelamento de embriões ou vitrificação de óvulos.

O congelamento embrionário é indicado quando ocorre uma formação de embriões em quantidade acima da que vai ser transferida intra-útero, a fresco, ou seja, transferidos no mesmo ciclo da aspiração dos óvulos.

Existem critérios para o número de embriões a ser transferidos para dentro do útero da paciente. Um desses fatores é a idade da mulher e a qualidade dos embriões obtidos. Esses parâmetros são fundamentais para podermos estabelecer a porcentagem de sucesso em obter a gravidez naquele ciclo.

Outro critério importante sobre o número de embriões a serem transferidos é a prevenção da gestação múltipla (gêmeos, trigêmeos). Este tipo de gravidez é considerada de risco, tanto para a mãe quanto para os bebês, devido à maior chance de prematuridade , entre outros riscos.

O número de embriões a serem transferidos é uma decisão tomada em conjunto com o casal.

Uma vantagem desse procedimento é o fato de poder ser realizada mais de uma tentativa com apenas um ciclo de indução, ou seja, a paciente pode tentar a gestação sem uso das medicações indutoras de ovulação, uma vez que os embriões já estão prontos para o uso.

Ocorrendo a gestação, esses embriões podem permanecer criopreservados por uma prazo de até três anos. Ao final deste prazo, o casal deverá optar pelo que será realizado com esses embriões.

Caso não seja obtida a gestação no ciclo induzido, o procedimento de descongelamento e transferência embrionária pode ser realizado em outro ciclo.

Sêmen de Doador

Quando o sêmen do parceiro não apresenta boas condições para reprodução, pode ser usado sêmen de doadores. Existem bancos de sêmen com amostras congeladas de diversos tipos de doadores. Dessa forma, podem ser selecionados fatores como altura, peso, tipo sanguíneo, cor dos olhos e cabelo, para que este seja o mais parecido possível com o parceiro da paciente. A técnica usada é a chamada inseminação intrauterina com sêmen de doador. Os procedimentos e a estimulação são realizados normalmente na mulher. No dia da inseminação, os espermatozóides do doador são descongelados e preparados em laboratório. A seguir são colocados em um cateter para inseminação intrauterina.

Se houver necessidade de uso de sêmen de doador para casais que precisam de outros procedimentos como fertilização in vitro, os passos do tratamento para a mulher são os mesmos já descritos, porém sendo usada a amostra de doador.

Muitos pacientes têm dúvidas quanto ao uso desse tipo de material pelo risco de transmissão de doenças. Entretanto, os bancos de sêmen realizam uma seleção de doadores para evitar possíveis riscos que possam ser transmitidos aos descendentes. Homens com história de doenças próprias ou familiares não podem ser doadores. São realizados estudos de doenças infecciosas (hepatite B e C, HIV, sífilis, etc.), registros das características físicas e tipo sanguíneo do doador, dados esses armazenados e identificados por números em banco de dados. A identidade do doador não é revelada pelo banco de sêmen.