Doença altera a produção dos hormônios relacionados ao metabolismo afetando o ciclo reprodutivo.

A tireoide é uma anomalia que atinge 60% da população brasileira, segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a doença afeta diretamente o aparelho reprodutor, além de ter um papel importante na regulação do ciclo menstrual e fertilidade do indivíduo, a tireoide é uma das causas da infertilidade tanto para homens quanto para mulheres.

A tireoide é uma das maiores glândulas do corpo humano, é a corresponsável por regular algumas funções importantes como o cérebro, coração, rins e fígado. Apresenta um papel fundamental no organismo como uma glândula decisiva para a questão da fertilidade.

A relação entre a tireoide e dificuldade para ter filhos está estritamente ligada aos hormônios tireoidianos, que possuem um papel importante na atividade dos ovários, já que se relacionam diretamente com os hormônios da hipófise que estimulam a ovulação. O hormônio T4, que é produzido pela tireoide, contribui para o crescimento do óvulo fecundado.

Os distúrbios provocados pela tireoide também atingem os homens, essa instabilidade hormonal compromete a qualidade da produção dos espermatozoides e até causar problemas de ereção.

É importante que o diagnóstico do problema seja identificado de forma rápida para que essa oscilação hormonal seja realizada a tempo para que as alterações endócrinas possam ser tratadas evitando assim o comprometimento da fecundação.

Nos casos de hipertireoidismo, quando a tireoide passa a produzir hormônios em excesso, esse desequilibro hormonal pode provocar deslocamento de placenta, mortalidade intrauterina, parto prematuro, além de comprometer a saúde do feto, podendo causar a morte do mesmo.

O diagnóstico para detectar a tireoide é simples, através de exame de sangue e ultrassonografia é possível identificar a doença.

Caso a paciente apresente alguma alteração na tireoide e está no processo para tentar engravidar é importante buscar ajuda médica para que essa anomalia seja cuidada de perto. Com os tratamentos corretos, é possível seguir com uma gravidez sem riscos para a mãe e o bebê.

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Prof. Dr. Álvaro Pigatto Ceschin

CRM-PR 10.060

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