Considerada ainda um tabu, a infertilidade afeta 15% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A persistência do preconceito que envolve o tema está justamente em algumas crenças populares que sugerem que apenas um dos integrantes do casal é responsável pela impossibilidade de fecundação. Porém, o diretor científico da Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM) Hector Yuri Conti Wanderley afirma que as causas podem envolver ambos os parceiros.

“O aconselhamento genético realizado pelo médico geneticista, seguido da avaliação complementar adequada do casal infértil, pode auxiliar no esclarecimento da sua causa, que varia conforme as especificidades de cada gênero. Um terço das causas envolve o fator masculino assim como também envolve o feminino. Outro terço está ligado a fatores mistos ou a causa não pode ser identificada”, explica Wanderley.

Nos homens, a avaliação de alterações cromossômicas pelo cariótipo e a pesquisa de microdeleção do cromossomo Y são essenciais para avaliar alguma causa genética envolvida na infertilidade. Em situações onde existe atrofia dos vasos deferentes, a investigação para fibrose cística também se torna necessária.

Já em mulheres, a pesquisa de alterações cromossômicas pelo cariótipo e a investigação molecular onde se apresenta falência ovariana precoce podem detectar síndromes genéticas, tais como a síndrome do X frágil.

Além das questões de ordem genética, o hábito de vida pode afetar a fertilidade, como obesidade, tabagismo, estresse, má alimentação e uso de drogas. Além disso, fatores externos como exposição à poluição e produtos tóxicos também podem ser elencados como responsáveis pela dificuldade em engravidar.

Fonte: ESHoje