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Entenda como funciona o procedimento de fertilização in vitro

Muitos casais com problemas de fertilidade vêem a fertilização in vitro (FIV) como uma alternativa. De fato, a fertilização in vitro tem ajudado pessoas de todo o mundo há mais de 40 anos, e é considerada a mais avançada técnica de reprodução assistida existente.
Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), no ano de 2016, mais de 67 mil embriões formados por meio desta técnica foram transferidos para o útero de mulheres no Brasil.
O primeiro bebê gerado por meio da fertilização in vitro foi a britânica Louise Brown, nascida em 1978. Louise é hoje uma mulher saudável e com vida completamente normal, o que prova, juntamente com casos de milhões de bebês gerados por FIV desde então, que esta técnica é segura e confiável.
Entenda como ela funciona:

Como é o procedimento de fertilização in vitro?

Na fertilização in vitro, os gametas do casal (espermatozóides e óvulos) são colhidos e selecionados para depois serem fertilizados em laboratório.
São necessários mais gametas masculinos do que femininos – afinal, o procedimento repete aquilo que acontece na fecundação natural: vários espermatozoides são direcionados ao óvulo, mas somente um o fecunda.
Após a formação do embrião, ele é transferido para o útero da mulher por meio de um cateter.
Esta mulher será acompanhada e posteriormente examinada, dentro de aproximadamente duas semanas, para confirmar a gravidez.
Caso a gravidez não aconteça na primeira tentativa, é possível realizar o procedimento outra vez.
Quanto aos embriões não usados, é possível congelá-los  em nitrogênio líquido, para uso futuro.

Cuidados e requisitos

Apesar de segura e acessível, a fertilização in vitro segue alguns requisitos.
Primeiramente, é preciso investigar sobre a infertilidade do casal.
Por exemplo, não se recomenda a FIV para casais que não estejam tentando a fecundação natural por pelo menos um ano.
Também é necessário obter um panorama preciso sobre a saúde do homem e da mulher, por meio de exames como o espermograma, e exames do útero e dos ovários da mulher.
Após diagnosticadas as causas de infertilidade, e averiguadas condições positivas para a fertilização, o casal está pronto para optar pela fertilização.
Como se pode perceber, esta é uma da decisão que deve ser tomada em conjunto pelo casal e pelo médico responsável.
Algumas medidas e providências podem ser recomendadas ao casal, como, por exemplo: suspender o consumo de álcool e tabaco, praticar exercícios físicos, seguir uma dieta, entre outros.
O procedimento de fertilização in vitro também requer um cuidadoso acompanhamento feito por profissionais especializados.
É importante que o casal se certifique de que a clínica escolhida conta com o aval da ANVISA e segue todos os procedimentos éticos e de saúde.

Riscos e benefícios da fertilização in vitro

A FIV é uma das técnicas mais seguras e mais realizadas em todo o mundo – mas apresenta riscos, como qualquer outro procedimento.
Há possibilidade de malformação do feto ou de aborto espontâneo, assim como há na gravidez pela via natural.
O casal precisa estar ciente destas possibilidades, e estar ciente de que não há como garantir que a gravidez será bem sucedida logo na primeira tentativa.
Pode ser necessário tentar o procedimento mais de uma vez.
Fora isto, a fertilização in vitro conta com a vantagem de ter a fecundação conduzida e acompanhada por profissionais especializados, que realizarão a cultura dos gametas com todo o cuidado para formar o embrião mais saudável possível.
Quando realizada em uma clínica séria e confiável, e quando o casal se sente pronto para isto, a fertilização in vitro é, sem dúvidas, a melhor alternativa para ajudá-los a trazer uma nova vida ao mundo.

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