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Doenças Sexualmente Transmissíveis podem causar infertilidade

Segundos dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), 25% das causas de infertilidade são oriundas das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), deste número, 15% atingem as mulheres e 10% os homens. A falta de cuidados na vida sexual é um dos fatores recorrentes para o desenvolvimento de tais doenças.

O Ministério da Saúde divulgou que apenas 56% dos jovens entre 15 a 24 anos, com vida sexual ativa, usam alguma proteção durante o sexo. A falta do uso de preservativos reflete, não só no comprometimento de uma vida sexual segura, mas também em alguns aspectos da saúde, principalmente na fertilidade de homens e mulheres.

Como as DST podem prejudicar a fertilidade?

Quando uma destas doenças não é diagnosticada e tratada a tempo, seus sintomas podem ter consequências graves, principalmente para as mulheres.

Nas mulheres, a DST pode afetar a tuba uterina, ou seja, o canal por qual o espermatozoide passa para fecundar o óvulo, podendo inflama-lo e danificar suas funcionalidades ou até mesmo obstruí-las. Essa dificuldade no transporte dos espermatozoides provoca a paciente uma ectópica (gestação fora do útero) além de comprometer a saúde do bebê, tanto dentro ou fora da barriga da mãe.

Nos homens, as doenças sexualmente transmissíveis afetam a próstata e o canal da uretra que passa a urina, além de prejudicar a qualidade do sêmen.

Quais são as DST e quais são os perigos?

Sífilis

Uma das infecções mais comuns, a Sífilis é gerada por uma bactéria chamada Treponema Pallidum, causa vermelhidão e pequenas lesões nos órgãos genitais. A Sífilis pode provocar abortos e partos prematuros, já que a bactéria consegue atravessar a barreira da placenta, infectando o feto e causando no bebê a chamada sífilis congênita e possíveis malformações no cérebro.

Tricomoníase

É transmitido por relação sexual, essa doença é causada pelo vírus Trichomonas vaginalis (protozoário flagelado) e afeta diretamente o colo uterino, vagina e a uretra, causando a inflamação do colo e da vagina e irritação na vulva. Nos homens, esse vírus provoca corrimento (podendo ser amarelado ou amarelado esverdeado) na uretra, além de coceiras.

A Tricomoníase enfraquece a defesa do colo do útero, fazendo com que a mulher tenha menos proteção contra infecções, levando à infertilidade.

HPV

O HPV é um DNA-vírus que causa o câncer de colo de útero, além de provocar lesões chamadas de condilomas acuminados, verrugas gênitas ou “cristas de galo”.

Essa infecção viral ataca o sistema reprodutivo alterando a fisiologia e anatomia dos órgãos sexuais da mulher. Nos homens o HPV ataca as células germinativas que estão ligadas ao trabalho testicular, apresentando um grave comprometimento para a fertilidade e qualidade do sêmen. O HPV pode ser passado ao feto durante a gestação.

Caso o paciente identifique e trate a tempo a DST, é possível que sejam utilizadas as técnicas de reprodução assistida. É extremamente importante que o diagnóstico e tratamento sejam feitos de forma rápida. Como as DST são infecções silenciosas é recomendado atenção redobrada na vida sexual, é indispensável o uso de preservativos e visitas periódicas ao médico para verificação da saúde do corpo.

Se a paciente já tenha contraído alguma DST e tenha identificado a tempo a doença é possível que seja feita a reprodução assistida, como a Fertilização In Vitro e a Inseminação artificial (neste caso é importante que o parceiro não tenha nenhuma DST).

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Prof. Dr. Álvaro Pigatto Ceschin

CRM-PR 10.060

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