Estilo de vida do pai afeta a fertilidade e a saúde dos filhos, diz estudo

Estilo de vida do pai afeta a fertilidade e a saúde dos filhos, diz estudo

Estudo demonstra que a saúde do pai antes da concepção é tão importante quanto a da mãe e que, se o casal está a pensar constituir família, ambos precisam de ser o mais saudáveis possível.

Estudo da Universidade de Melbourne, em Victoria, Austrália, demonstra que a saúde do pai antes da concepção é tão importante quanto a da mãe e que, se o casal está a pensar constituir família, ambos precisam de ser o mais saudáveis possível.

Quando o casal decide engravidar, a ênfase recai, sobretudo, sobre a saúde e o estilo de vida da mulher – e com razão. É altamente recomendável que a mulher prepare o seu corpo para a concepção de modo a dar ao seu bebé o melhor início de vida possível.

Assim, quando a mulher decide engravidar, é provável que tenha mais cuidado com a sua saúde, tome suplementos – como o ácido fólico – e abandone hábitos menos saudáveis como o consumo de bebidas alcoólicas e o tabaco. Por outro lado, poucos homens alteram a sua dieta ou o seu estilo de vida.

Estilo de vida do pai afeta a saúde dos filhos

A alimentação do pai

Uma investigação levada a cabo por investigadores da Universidade de Melbourne veio demonstrar que a dieta do homem antes da conceção – particularmente quando há abuso de fast food – pode ser significativamente prejudicial para o sucesso da gravidez.

Em testes realizados em laboratório, a equipa de investigadores observou que a taxa de gravidez era significativamente menor quando o pai era obeso. Este resultado deveu-se ao facto de os embriões gerados com esperma de machos obesos serem menos saudáveis e não se conseguirem implantar com sucesso no útero da fêmea.

Também foi observado que, mesmo quando a fecundação foi bem sucedida, o feto e a placenta cresceram menos do que o normal. Por outro lado, vários estudos apontam para o facto de bebés com baixo peso à nascença apresentarem risco mais elevado de contrair determinadas doenças na vida adulta, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e pressão arterial alta.

Uma dieta paterna deficiente e empobrecida antes da conceção pode prejudicar a sua fertilidade, o sucesso da gravidez e comprometer a saúde da sua descendência.

Os dados do estudo indicam que a obesidade masculina também poderá comprometer significativamente a saúde dos filhos no futuro. Estudos iniciais em humanos mostraram que o tempo necessário para engravidar é significativamente maior se o pai tiver excesso de peso e que os embriões são menos saudáveis.

Alimentação, equilíbrio hormonal e conceção

Para conseguir conceber, um dos fatores mais importantes que o casal precisa de garantir é o equilíbrio hormonal. Assim, é extremamente importante que evitem tudo aquilo que possa causar desequilíbrio antes de engravidar.

No que toca à alimentação, a melhor forma de o evitar é optar por alimentos com origem na agricultura biológica (frutas, cereais e vegetais), produzidos de forma mais saudável e que apresentam grande valor nutricional, são ricos em antioxidantes e fitoquímicos (flavonas, ácidos fenólicos, antocianinas) e apresentam menos pesticidas, metais pesados e nitratos.

Pais fumadores

Uma alimentação deficiente e nutricionalmente pobre não é o único hábito do homem que pode afetar não só a sua fertilidade mas, também, a saúde da sua descendência.

Estudos realizados na China, Austrália e Europa identificaram uma relação entre o tabagismo dos pais antes da conceção e a saúde das crianças, nomeadamente, no aumento da taxa de cancro infantil quando os pais fumam antes da conceção (cerca de 30%), de leucemia, linfoma e tumores cerebrais em crianças com menos de 5 anos (cerca de 80%) e quando os pais são grandes fumadores e começaram a fumar precocemente, antes dos 20 anos de idade.

Para além disso, a exposição passiva da mulher ao fumo do tabaco no período da conceção associa-se a uma incidência significativamente maior de cardiopatias congénitas graves em lactentes.

Consumo de álcool e conceção

Até à data, os estudos levados a cabo para tentar determinar o efeito do consumo paterno de álcool sobre a saúde dos seus filhos não são conclusivos.

Contudo, foi sugerido que o consumo de álcool do pai antes da conceção possa resultar numa redução significativa do peso do bebé ao nascer, atraso de crescimento fetal ou pós natal, anomalias craniofaciais, microcefalias, anomalias comportamentais e atraso mental.

Exposição a substâncias tóxicas no local de trabalho

Quando o casal decide tentar engravidar, algumas mudanças no estilo de vida podem melhorar a qualidade do esperma em apenas alguns meses – o esperma é produzido de modo contínuo e demora cerca de 3 meses a amadurecer.

Já a exposição a toxinas no local de trabalho é mais difícil de controlar porque não depende da vontade e das opções individuais.

Um estudo recente, que envolveu perto de 10.000 crianças com anomalias congénitas, relacionou a taxa de malformações fetais com o tipo de trabalho dos pais. Este estudo concluiu que as crianças cujos pais estão expostos a produtos químicos tóxicos (determinados pesticidas ou solventes) apresentam taxas superiores de defeitos congénitos.

O tabagismo, a dieta e o stress podem ter um impacto negativo na qualidade do esperma e afetar não só a fertilidade como o desenvolvimento fetal e a saúde futura das crianças. Assim, este estudo conclui que a saúde e o estilo de vida do pai são fatores tão importantes no planeamento de uma nova família como os da mulher.

Fonte: Mãe me quer

As mães são mesmo todas iguais?

As mães são mesmo todas iguais?

Dizem que mãe é tudo igual. Mas será mesmo?

Tem aquelas que já perderam noites de sono acalmando seus bebês no aconchego do seu colo, e aquelas mães de adolescentes que, por ironia, também ficaram acordadas até tarde, mas foi esperando o filho voltar do primeiro passeio com os amigos. E há aquelas mães que viram o filho abrir as asas e voar, deixando o ninho vazio. Ah! E como deixar de mencionar as mães-avós? Pois estas, depois de anos, mimam os netos com enxurradas de carinhos e permissões que outrora não concederam a seus filhos.

Mães podem, sim, ser semelhantes em seus sentimentos. Elas abençoam e são abençoadas por terem a capacidade de gerar a vida em seu ventre, mas, com certeza, iguais, elas não são. Certamente, sua mãe é extraordinária. Então, cada mãe é um ser único, pois, antes de ser mãe, é uma filha amada que traz em si o propósito sonhado por seu Pai de amor.

Entre todas essas coisas, o amor de mãe é incondicional — e isso vem  de Deus!

Fonte: Ministério Pão Diário

 

Dez coisas que você precisa saber sobre Preservação de Fertilidade

Dez coisas que você precisa saber sobre Preservação de Fertilidade

Preservar a fertilidade envolve ter a informação certa na hora correta. Em 10 tópicos simples, aqui você tem tudo o que precisa saber sobre a estratégia indicada para mulheres que desejam adiar a gestação ou para aquelas que vão iniciar um tratamento complexo, no qual há exposição à radiação e também a medicamentos que podem interferir na capacidade concepcional futura.

  1. O tratamento de algumas doenças pode causar infertilidade: O tratamento com quimioterapia para doenças como o câncer e aquelas de origem autoimune evoluiu muito nos últimos anos, mas muitos efeitos colaterais ainda são observados. Quando a droga mata a célula doente ela acaba afetando também células saudáveis, dentre elas as células do ovário podem ser comprometidas, de maneira que há risco de que seja perdida a capacidade deste ovário produzir óvulos maduros saudáveis para conceber. Este efeito prejudicial depende da dose e do tipo de medicamento utilizado.
  2. Algumas medidas podem diminuir o risco de infertilidade nestas situações: Na tentativa de preservar a fertilidade em situações de risco de dano ovariano é possível congelar óvulos, embriões ou, excepcionalmente, tecido ovariano. No entanto, para se colher óvulos, seja para congela-los ou seja para produzir embriões, é necessário se submeter a uma estimulação ovariana com hormônios e a uma anestesia para aspiração dos óvulos, semelhante ao que é feito nos tratamentos de Fertilização in vitro. Para isso você deve procurar um especialista em Medicina Reprodutiva, que poderá explicar detalhes e ajuda-la a decidir qual a melhor opção de tratamento para você.
  3. Em que momento a preservação de fertilidade deve ser feita: O ideal é que a indução de ovulação para obtenção de óvulos seja feita antes de qualquer tratamento quimioterápico, tanto para garantir que a reserva ovariana ainda não foi prejudicada pelo tratamento, quanto para evitar o efeito tóxico da droga sobre os óvulos, uma vez que não se pode afirmar qual o impacto destas medicações sobre o futuro bebê nascido a partir dos óvulos preservados. Também por conta do tempo necessário para a realização do procedimento é ideal que ele seja iniciado com um prazo de cerca de 20 a 30 dias antes do início do tratamento.
  4. Aonde realizar os procedimentos de preservação de fertilidade A indução de ovulação poderá ser realizada em clínicas especializadas em Reprodução Assistida ou pelo médico ginecologista que segue a paciente, caso ele seja habilitado. Entretanto, a captação de óvulos e congelamento dos mesmos deve ser feito sempre em clínicas que possuam laboratório para realização de procedimentos de Fertilização in vitro, aonde os óvulos ou embriões ficarão guardados, uma vez que são muito sensíveis e transporta-los pode comprometer qualidade do material preservado.
  5. Quem pode ser submetido a procedimentos para preservação de fertilidade: Mulheres em idade reprodutiva, que estejam sob risco de dano ovariano ou gonadal e que tenham função destes órgãos ainda preservada. Em caso de menores de idade, é necessário o consentimento dos pais ou responsáveis. Também é necessário levar em consideração as condições gerais de saúde do indivíduo, pois serão necessárias uma anestesia e uma punção com agulhas para aspiração dos óvulos.
  6. Repercussões sobre o tratamento da doença principal A realização de procedimentos para preservar a fertilidade somente deverá ser indicada caso isso não atrapalhe o tratamento da doença principal. O uso de hormônios para a estimulação ovariana, devido ao curto tempo de uso, normalmente não interfere no sucesso do tratamento, mesmo de cânceres relacionados ao uso de hormônios, como o de mama e de endométrio. Além disso, deve ser sempre avaliado se o adiamento do tratamento da doença pode ser feito sem comprometê-lo.
  7. O tempo necessário para realizar procedimentos de preservação de fertilidade: A estimulação ovariana é o primeiro passo e sua duração pode variar entre pacientes, levando de 9 a 15 dias. Uma vez que os óvulos estejam maduros os mesmos serão aspirados em um procedimento sob anestesia geral, sendo a recuperação imediata. A partir desta coleta os óvulos são imediatamente congelados ou fertilizados para formar embriões, neste caso o congelamento dos embriões será feito de 3 a 5 dias após. O tratamento da doença principal pode ser iniciado no dia seguinte da coleta dos óvulos.
  8. Tempo em que os óvulos e embriões podem ficar congelados O tempo de conservação dos óvulos e embriões congelados não está muito bem estabelecido. Acredita-se que uma vez realizado o congelamento não se perde a qualidade e vitalidade dos óvulos e embriões. Há relatos na literatura médica de uso de embriões com mais de 10 anos de congelamento e sucesso de gravidez.. Os protocolos das sociedades de medicina reprodutiva disponíveis nos dias atuais não colocam prazo máximo para a conservação de óvulos e embriões, considerando que o congelamento os mantém em bom estado independente do tempo.
  9. Gravidez após o tratamento do câncer O tempo que se deve aguardar após o tratamento da doença principal para se utilizar os óvulos e embriões congelados para engravidar varia em cada caso. No caso dos cânceres depende do tipo de câncer. Sendo assim, esta decisão deve ser sempre tomada em conjunto com a equipe de médicos responsável pelo seguimento da doença principal, a paciente e a equipe que fará o procedimento de Reprodução Assistida. Na maioria das vezes se aguarda ao menos 2 anos após o término do tratamento.
  10. Risco de recorrência da doença nos casos de gravidez Para doenças de base que não tem nenhuma relação com os níveis hormonais a gravidez não irá interferir na evolução e recorrência. Entretanto, para doenças como o câncer de mama, os resultados são ainda controversos. Estudos mais recentes sugerem que a recorrência e evolução do câncer de mama em mulheres tratadas que engravidaram é a mesma de mulheres que não engravidaram, sendo assim não haveria contraindicação para gestação futura. Vale ressaltar que o mastologista responsável deverá ajudar na decisão do melhor momento para esta gravidez.

Fonte:  FegrasGO