O que é a toxoplasmose, doença que traz riscos à gravidez e você pode ter tido sem saber

Febre, dor de cabeça e no corpo, cansaço, gânglios inchados. Desde o fim de janeiro, unidades de saúde do município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, começaram a receber cada vez mais pacientes com esses sintomas. A causa, até então desconhecida, foi confirmada nessa quinta-feira pelas secretarias de saúde municipal e estadual: surto de toxoplasmose. Por enquanto, há 59 casos suspeitos e 14 confirmados.

“O número total de casos poderá ser maior (que os 59 suspeitos). A gente não sabe em que ponto da curva a doença está”, ou seja, se ascendente, estável ou descendente, afirma Marilina Bercini, diretora do Centro Estadual da Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul.

A toxoplasmose é provocada por um parasita, o toxoplasma, e é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados ou pela placenta da mãe para o bebê.

É uma doença extremamente comum. No Sul do país, estima-se que seis em cada dez pessoas já tenham contraído toxoplasmose em algum momento da vida, segundo a médica infectologista gaúcha Lessandra Michelim, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

“É muito complicado o controle do toxoplasma, porque ele está espalhado pelo ambiente. Não é por falta de cuidado e higiene. Nem é algo exclusivo nosso. A França, por exemplo, tem incidência maior que a do Brasil”, afirma Michelim.

Você, inclusive, já pode ter sido contaminado pelo toxoplasma e não fazer nem ideia disso. Afinal, a grande parte dos casos não apresenta sintomas e não gera complicações.

Porém, não é uma doença banal. Oferece grande risco no caso de gestantes que contraiam a toxoplasmose durante a gravidez (ter contraído antes não gera problema nenhum), porque pode comprometer o desenvolvimento do feto. Além disso, também é perigosa para pessoas que estejam com a resistência baixa – imunodeprimidas, no linguajar médico.

A maior parte dos casos de toxoplasmose são isolados. Já os surtos, que acometem um número maior de pessoas em um determinado local e período, são menos comuns. Nesses casos, a causa envolve algum tipo de contaminação ambiental pelo parasita – por exemplo, uma fonte de água, um criadouro de animais, uma área agrícola ou mercado de alimentos.

No caso de Santa Maria, ainda não se sabe qual é a origem da contaminação. Identificá-la é justamente a prioridade das autoridades de saúde neste momento. Afinal, como os casos não pararam de aparecer, é possível que a população continue exposta.

Como a toxoplasmose é transmitida?

O toxoplasma é um parasita liberado no ambiente pelas fezes de felinos contaminados – principalmente gatos, os felinos mais comuns.

Nessa fase, o toxoplasma está em um estágio de vida chamado de oocisto, presente nas fezes dos gatos por até duas semanas após a infecção. Depois de despejados no ambiente, os ooscistos levam alguns dias para se tornarem infecciosos. E são extremamente resistentes, podendo se manter infectantes por até um ano e meio.

A partir daí, água, solo, plantas e outros animais de consumo humano podem se contaminar. E, na sequência, contaminar pessoas.

Além disso, animais como ratos e pássaros podem adquirir o parasita ao beber água, comer plantas ou entrar em contato com solo contendo esses oocistos – mais gatos podem ser infectados da mesma forma, bem como ao se alimentarem desses bichos, levando a novas liberações do toxoplasma no ambiente.

Os felinos são os únicos hospedeiros definitivos, ou seja, apenas no intestino deles é que o parasita consegue realizar seu processo de reprodução. Outros animais, como os seres humanos, são hospedeiros intermediários – podem ser infectados, mas não liberam oocistos em suas fezes.

Mas quando contaminados, eles passam a abrigar cistos do parasita, que podem ficar presentes em seu corpo até o fim da vida. Caso uma pessoa se alimente da carne mal passada de um boi que teve toxoplasmose, por exemplo, ela pode ingerir esses cistos e, assim, se infectar.

Não há vacina para a doença.

É preciso evitar o contato com gatos?

“É importante salientar que o toxoplasma é adquirido pela alimentação. Os gatos não são um vetor (não transmitem a doença). Eles podem fazer parte do ciclo do parasita e eliminá-lo nas suas fezes. Mas o gato em si, o contato com ele e com o seu pelo não transmitem a doença”, explica a infectologista Michelim.

“Quando tem surto, muita gente acaba matando gato ou até se desfazendo do animal. É desinformação.”

A Prefeitura de Santa Maria acrescenta que os gatos “apresentam pouca importância epidemiológica em surtos”. Isso porque a origem deles é alguma contaminação ambiental. Ou seja, o importante para evitar a propagação da doença é encontrar e descontaminar essa fonte, não evitar contato com gatos.

Porém, para evitar os casos isolados (quando uma pessoa se contamina sem relação com um surto), que são a maioria, é preciso manter total higiene ao lidar com as fezes dos gatos, principalmente no caso de grávidas.

O Centers for Disease Control and Prevention (CDC), agência do Departamento de Saúde dos Estados Unidos, diz que grávidas não devem abrir mão de seus gatos, mas recomenda que evitem limpar a caixa de areia deles. Se isso não for possível, a dica é usar luvas descartáveis e lavar bem as mãos depois. A limpeza deve ser diária.

A maioria dos felinos se torna imune à doença após uma primeira contaminação, mas é muito difícil saber quando ela ocorre – a exemplo dos humanos, eles raramente apresentam sintomas.

O que mais deve ser feito para se prevenir?

“Essa é a pergunta mais difícil. A toxoplasmose é endêmica. Por mais que tenhamos todos os cuidados necessários, a gente nunca sabe qual é a real procedência de vários alimentos e da água que consumimos. O que podemos fazer é tentar consumir alimentos com procedência, que tenham uma fiscalização”, fala Michelim.

Como o risco maior é para gestantes, a recomendação é que elas sim façam um controle rigoroso da alimentação. “A toxoplasmose no começo da gravidez pode causar aborto. No meio, pode gerar sequelas permanentes no bebê, como retardo mental, alteração ocular e no desenvolvimento psicomotor”, explica a infectologista.

Segundo ela, gestantes que já tiveram toxoplasmose antes da gravidez não estão totalmente livres do risco de pegar a doença de novo, porque há cepas diferentes. Por isso, todas devem se cuidar.

Já no caso de pessoas com imunidade baixa, a toxoplasmose pode afetar o sistema nervoso, coração, pulmão, fígado e provocar problemas nos olhos. O tratamento costuma ser feito com antiparasitários ou, dependendo do caso, antibióticos. As gestantes com a doença devem fazer um acompanhamento específico.

O que se sabe sobre o surto de toxoplasmose em Santa Maria?

A investigação dos casos em Santa Maria começou em 12 de abril. As suspeitas iniciais eram dengue, chikungunya e toxoplasmose.

Na quinta-feira, o surto de toxoplasmose foi comunicado oficialmente.

O primeiro paciente identificado começou a apresentar sintomas em 20 de fevereiro. Porém, estão sendo considerados casos suspeitos todos aqueles que tiveram os sintomas a partir de 20 de janeiro.

Para ajudar na identificação, as autoridades estão fazendo uma varredura nos prontuários médicos de todos os pacientes atendidos na rede de saúde desde o início do ano.

As gestantes identificadas com toxoplasmose estão sendo encaminhadas para o pré-natal de alto risco do Hospital Universitário de Santa Maria.

“A fonte (de contaminação) está sendo procurada, mas não é fácil fazer essa investigação. O surto tem origem em uma contaminação ambiental, um protozoário que vive no ambiente. Não é transmitido por mosquito”, afirma Marilina Bercini, do centro de vigilância estadual.

Quais são as principais recomendações?

A Prefeitura de Santa Maria emitiu as seguintes recomendações para a população da cidade, que tem 260 mil habitantes:

– Evitar consumo de água e alimentos de origem desconhecida;

– Comer somente carnes bem cozidas ou bem passadas (não se alimentar de carnes cruas, mal passada ou embutidos frescos);

– Beber somente água tratada, filtrada ou fervida;

– Beber somente leite pasteurizado ou fervido;

– Lavar bem as mãos após manuseio de carnes cruas;

– Lavar bem frutas, verduras e legumes crus antes do consumo;

– Lavar bem as mãos antes das refeições;

– Fezes de gatos devem ser recolhidas com luvas ou sacolas plásticas, e devem ser descartadas em sacos plásticos utilizados para o lixo doméstico e disponibilizadas para o sistema público de coleta. Gatos jovens e doentes podem ficar com fezes contaminadas por cerca de 15 dias. Gatos adultos geralmente são imunes e raramente transmitem a doença.

Fonte: BBC

Sinais da Síndrome do Ovário Policístico que talvez você nunca tenha notado

Provocada por um desequilíbrio hormonal, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma desordem endócrina que interfere no processo de ovulação e leva à formação de cistos que não desaparecem após o ciclo menstrual e acabam alterando a estrutura do ovário, fazendo com que ele fique até três vezes mais largo do que o normal.

O quanto antes a condição for diagnosticada, menores os impactos para a saúde da paciente. Portanto, além de se consultar regularmente com um ginecologista, a mulher deve ficar atenta a possíveis sinais de Síndrome do Ovário Policístico que nem sempre são notados ou são facilmente confundidos.

Sintomas de Síndrome do Ovário Policístico

Pelos em excesso: o aumento de pelos nas regiões das axilas, genitália e rosto ocorre pela ação aumentada dos hormônios sexuais masculinos, comum à SOP.

Queda de cabelos: o enfraquecimento e queda dos fios também acontecem por causa das grandes alterações hormonais provocadas pela Síndrome dos Ovários Policísticos.

Acne: a ação dos hormônios andrógenos sobre as glândulas sebáceas aumenta a oleosidade da pele e, consequentemente, leva ao aparecimento de espinhas.

Manchas na pele: marcas mais escuras na cútis, especialmente nas axilas e atrás do pescoço, também podem ser sintomas da SOP.

Ganho de peso: a SOP predispõe a mulher ao aumento de peso sem motivos aparentes por causa das alterações de hormônios sexuais e da elevação da insulina.

Síndrome dos Ovários Policísticos: causas e tratamentos

Estima-se que a SOP afeta 20% das mulheres durante a fase reprodutiva. As causas ainda não são completamente conhecidas, mas já se sabe que o problema tem origem genética, pois irmãs ou filhas de uma mulher portadora da desordem têm 50% de chance de desenvolver o quadro.

A Síndrome dos Ovários Policísticos pode ser controlada através de tratamento medicamentoso, com uso de anticoncepcionais hormonais que podem proteger os ovários da formação dos microcistos e diminuir os níveis de insulina e hormônios masculinos.

Fonte: Vix

Posso postergar minha gravidez?

Condições físicas, mentais, entre outras questões podem interferir na decisão.

Diariamente pacientes tem-me feito esta pergunta: “Posso postergar minha gravidez?”

A resposta, nem sempre é tão simples, implica em condições físicas, mentais, espirituais, sociais e financeiras para que tal pergunta seja respondida de forma clara e correta.

Olhando pelo prisma fisiológico, é mais pertinente que a mulher engravide em idade apropriada, quanto antes houver a gestação, maiores as chances do nascimento de um bebê saudável e de uma gravidez tranquila.

Porém, postergar a gravidez pode ser uma hipótese que pode ser uma alternativa a ser analisada, para tomar esta decisão a mulher precisa avaliar pelo menos cinco pontos. Vamos falar deles?

Condições físicas

As mulheres nascem com uma reserva ovariana limitada. Os óvulos são formados no ovário ainda na vida intrauterina de sua mãe, completando sua maturidade apenas quando está para se desprender do ovário, ou seja, no período de ovulação.

Durante toda vida reprodutiva da mulher, a quantidade de óvulos diminui e sua qualidade piora. Há um consenso na literatura médica que a partir dos 35 anos este declínio acentua-se, sendo que após os 40 anos cai de forma realmente significativa.

Condições emocionais

É importante avaliar estas condições, elas irão dizer o quanto a mulher está preparada para tomar tal decisão. A esperança do sucesso na gestação pode ser abalada por emoções negativas pautadas na incerteza da escolha.

O tratamento de reprodução assistida por vezes são difíceis e tomam um longo tempo. É comum durante o processo que muitas emoções venham à tona, fazendo com que a paciente questione sua capacidade para enfrentar este período.

Por isso é tão significativo um bom estado emocional para assumir uma responsabilidade determinante.

Condições sociais

Em alguns casos, validar a opinião do companheiro e da família é fundamental em alguns casos. Ter este suporte contribuí para a qualidade da escolha.

 

É importante este escudo emocional recebido por outros para que a carga desta decisão seja compartilhada.

Condições financeiras

É importante responder a seguinte pergunta: tenho provisionamento financeiro para arcar com os custos envolvidos neste processo?

Dependendo da resposta esta questão terá que ser adiada.

Condições espirituais

É essencial proteger o coração.

A mulher precisa identificar a consciência e responder a seguinte pergunta: sinto paz para tomar tal atitude? Valide esta resposta para identificar qual o caminho correto.

Das repostas a estas perguntas podemos buscar junto com a paciente qual seria o melhor caminho a trilhar.

No fim, a decisão mais assertiva para cada caso é conversar com o especialista em reprodução assistida para identificar a melhor solução. Na Feliccità além do médico, outros profissionais estão disponibilizados para viabilizar suporte e aconselhamento tanto na área psicológica como na espiritual afim de oferecer suporte para esta importante decisão.

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Prof. Dr. Álvaro Pigatto Ceschin

CRM-PR 10.060

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Conheça história de mulheres que venceram o câncer e realizaram o sonho de ser mãe

Elas tinham uma vida comum. Um dia receberam a notícia devastadora: o diagnóstico de câncer. Depois da incredulidade, surgiram as dúvidas que circundam a doença: Vou morrer? Câncer tem cura? Como vai ser o tratamento? A doença pode voltar? Se a mulher está em período fértil, mais incertezas martelam a cabeça: poderei ser mãe?

Passado o primeiro impacto, vem a vontade de vencer. Duas mulheres enfrentaram essa batalha e conseguiram realizar o sonho da maternidade. É o caso da artesã Patrícia Balestero Sanches Siqueira, 39 anos, que aos sete meses de gravidez foi diagnosticada, em outubro de 2015, com câncer de mama. Ela abdicou do tratamento até Theo nascer. E da assistente de mídia Franciele Barbara Gonçalves, 28 anos, que logo após o tratamento foi surpreendida com a gravidez de Nicole, hoje com 5 anos.

Patrícia descobriu que estava com câncer de mama em um exame de rotina. O medo de perder o filho fez com que guardasse segredo até dez dias antes do nascimento. “Levei um susto muito grande”, conta sobre o diagnóstico. “Parei para pensar: como vou fazer quimioterapia com um bebê já ‘formadinho’. Não contei para o meu marido, para a minha família e assinei um termo de responsabilidade. Só contei um pouco antes de ele nascer porque corria o risco de morrer no parto por causa da anestesia”.

Somente após 32 dias do nascimento de Theo que Patricia, também mãe de Caio, então com 2 anos, aderiu ao tratamento. “Amamentei, fiz novamente a biópsia e iniciei o tratamento. O leite ajudou a diminuir mais ainda o tumor”.

No total, ela fez 12 sessões de quimioterapia e 30 de radioterapia. Em novembro de 2016, teve alta. Dois meses depois, descobriu um tumor benigno no tórax. Dessa vez, precisou retirar o nódulo. Há 15 dias, quando realizou os últimos exames teve a melhor notícia: ela está recuperada. Depois de superar as doenças, ela reacendeu ainda mais a paixão pela vida. “Não, não é fácil. Eu tive que ser forte, porque se eu desabasse tinhas outras pessoas que precisavam de mim. Hoje, tenho depressão, luto contra um estado de pânico, mas quando olho para o meu filho, vejo que valeu a pena ter lutado”.

Desafio

Franciele precisou lidar ainda muito jovem com um câncer. Aos 21 anos foi diagnosticada, em dezembro de 2010, com neoplasia maligna de nasofaringe. Junto com o tratamento, veio uma notícia devastadora: poderia ficar infértil. “Os médicos me disseram que por causa da alta intensidade do tratamento eu dificilmente poderia ter filhos. Mas naquele momento meu objetivo era me formar, seguir minha carreira. Ser mãe era num futuro bem distante”, lembra.

Isso porque um dos efeitos colaterais da quimioterapia é a infertilidade, que pode ser temporária ou permanente. Mas, para a surpresa de Franciele, um mês após o tratamento – com quimioterapia e radioterapia de forma simultânea, descobriu que estava grávida de Nicole. “Foi um susto muito grande, o tratamento não foi fácil, mas eu tive o apoio da minha família, amigos. Minha mãe brincava: ‘achei que eu ia perder uma e ganhei duas’.”

Lembrando de tudo que passou, Franciele conta que embora a filha tivesse o risco de ter mal formação ou problemas de saúde, a gravidez foi tranquila. “Eu sentia a responsabilidade de colocar uma vida em risco. Fiz um acompanhamento rigoroso e deu tudo certo. Hoje, posso dizer que ela é a minha vida. É a alegria dos avôs, do pai”.

Técnicas auxiliam

O diagnóstico de um câncer é encarado como um momento difícil na vida da mulher. Felizmente, os avanços na medicina têm contribuído para a cura ou controle da doença. Inúmeras técnicas existem para auxiliar a mulher que quer engravidar após o tratamento contra o câncer, como a do congelamento de óvulos ou embriões e o armazenamento de espermas, no caso dos homens. “Infelizmente, é uma questão que impacta na população de baixa renda porque estes procedimentos ainda não estão disponíveis pelo SUS. No entanto, atualmente, há quimioterápicos que afetam menos o organismo da mulher e que reduzem bastante o contato com o feto ou embrião”, afirmou o médico Gustavo Colagiovanni Girotto, diretor cientifico do serviço de oncologia do Hospital de Base e pesquisador da Funfarme/HB.

Tratamento tem registrado avanços

O tratamento de oncologia vem avançando em praticamente todos os tipos de câncer. O médico Gustavo Colagiovanni Girotto, diretor científico do serviço de oncologia do Hospital de Base e pesquisador do Centro Integrado de Pesquisa da Funfarme/HB ressalta que há quatro avanços no tratamento contra o câncer. “A primeira foi a quimioterapia; a segunda foi a radioterapia, a terceira, a terapia alvo, que temos a hormonioterapia e mais recentemente, a imunoterapia, que promove a estimulação do sistema imunológico por meio do uso de substâncias modificadoras da resposta biológica. São medicações que auxiliam e dão poder muito grande para que o sistema imunológico consiga controlar e ataque o câncer para que ele desapareça por completo”.

O oncologista lembra que a principal forma de cura para o câncer é a cirurgia. “A grande maioria tem que fazer a cirurgia e ter a doença localizada, e não metastática, que não se disseminou para outros órgãos”.

Os maiores avanços têm sido nos tipos de de câncer mais comuns. No caso das mulheres, o de mama e no colo do útero, e nos homens, o de próstata. “Se diagnosticamos no começo as chances de cura ultrapassam 90%”, disse o médico, acrescentando que as campanhas do Outubro Rosa, dedicada exclusivamente à prevenção do câncer de mama, e Novembro Azul, voltada à conscientização na prevenção do câncer de próstata, contribuem de forma significativa para o diagnostico precoce das doenças.

Mobilização

Para muitas pessoas, falar sobre câncer é sempre uma questão delicada. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a incidência da doença no Brasil em 2018 deve ficar em torno de 600 mil novos casos, sendo que a estimativa indica que três em cada dez tumores diagnosticados estão relacionados a hábitos evitáveis como tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo, obesidade e exposição excessiva ao sol. Como forma de conscientização sobre a importância do diagnóstico, do tratamento e dos hábitos, neste domingo, dia 8, foi estabelecido como o Dia Mundial de Combate ao Câncer.

A data visa mobilizar pessoas e organizações para reforçar a importância de adoção de hábitos saudáveis, atitudes de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, fundamentais para o controle do câncer.

Fonte: Diário da Região

Cólica não é frescura: dor incapacitante pode ser sintoma de doenças

Quando menstruou pela primeira vez, aos 11 anos, a brasiliense Paula Lemos sentiu muita dor. A adolescência passou, a vida adulta chegou e a sensação não mudava. Ao contrário, ficava pior. A estudante sentia tanto desconforto que vomitava, tinha diarreia, fluxo intenso e chegava até a desmaiar. “Meu corpo apagava, precisava pegar atestado de uma semana”, lembra a mestranda, hoje, com 28 anos. Nenhum remédio fazia efeito e os médicos achavam o sofrimento “normal”.

Paula foi demitida de três estágios por conta das ausências mensais. Demorou oito anos para terminar a faculdade. Os amigos também não compreendiam a falta em aniversários e encontros. Acreditavam ser moleza ou uma desculpa qualquer. A reação é comum. Os homens não entendem a dor, as mulheres que não sofrem com cólicas muito fortes comparam o sofrimento ao próprio e todos concordam: parece frescura.

Apenas aos 26 anos, a estudante recebeu o diagnóstico: endometriose. O tratamento tradicional com anticoncepcional não funcionou e, um ano depois, mesmo não tendo filhos, Paula submeteu-se a uma histerectomia. Retirou o útero na esperança da dor passar e viver uma rotina normal.

“Foi uma decisão desesperada. Queria ter uma chance de viver. Mas retirar o útero não cura. Preciso realizar mais uma cirurgia para raspar a endometriose residual. Desenvolvi ainda uma síndrome miofascial que me causa uma dor intensa. Segundo o médico, ela surgiu por conta do diagnóstico tardio e, por isso, vou colocar um implante para tentar aliviar. Honestamente, não sei se melhoro

Paula Lemos
Insuportável
O desconforto durante a menstruação é pessoal. Como cada mulher tem um limiar de dor, fica difícil quantificar ou comparar a aflição. Segundo uma pesquisa do Ibope Inteligência, 76% das brasileiras sofrem de cólica e 80% delas considera que a qualidade de vida diminui muito durante o fluxo. Para alertar a população sobre essa situação, ginecologistas definiram março como o Mês Mundial da Conscientização da Endometriose.Existe um projeto de lei tramitando na Câmara dos Deputados sugerindo três dias de afastamento do trabalho durante o período menstrual. De acordo com o deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), a produtividade das mulheres cai por conta da cólica e dos sintomas associados à indisposição. As horas perdidas, entretanto, deveriam ser compensadas em outro momento para evitar prejuízos às empresas.

O sofrimento pode variar entre um leve desconforto e uma dor incapacitante, provocando a necessidade de ausências no trabalho ou na escola. Porém, a cólica que merece atenção extra é chamada de dismenorreia secundária. Ela ganha este nome quando se encontra uma causa: pólipos, alguns tipos de mioma, processo inflamatório pélvico, doença sexualmente transmissível e endometriose, por exemplo.

“Nesses casos, a dor frequentemente traz impacto negativo para a qualidade de vida da paciente. Ela pode vir associada a outros sintomas como vômitos, náuseas, cefaleia, diarreia, desconforto na lombar ou com irradiação para as pernas. E, na maioria das vezes, aparece acompanhada de sangramento uterino anormal”, explica a ginecologista Valéria Leal Mathias, membro da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal.

Segundo a médica, se a cólica for normal, o tratamento está relacionado ao impacto dos sintomas na vida da paciente. Algumas mulheres sentem alívio só em entender a fisiopatologia da dor, enquanto outras precisam de medicamentos anti-inflamatórios para bloquear a produção de prostaglandina ou contraceptivos para evitar a ovulação. “Há também pacientes que adotam terapias não medicamentosas, como acupuntura e atividade física”, afirma.

A endometriose
“Cerca de 80% das mulheres com endometriose têm cólicas fortes e incapacitantes. Além disso, muitas têm problemas para engravidar”, explica o ginecologista e presidente da comissão de Endometriose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Sérgio Podgaec.

Quem sofre com essa condição tem pedaços do endométrio, parte interna do útero que descama formando a menstruação, fora do órgão. As células migram no sentido oposto do comum e acabam caindo nos ovários ou na cavidade abdominal, onde multiplicam-se e sangram. Podem fixar-se na região pélvica, tubas uterinas, ovários, bexiga, intestino e em outras partes do organismo.

Pacientes com endometriose podem ter menstruação de até sete dias e em fluxo maior do que o usual. Além disso, o sangue desce coagulado e mais escuro. “A doença maltrata muito. O diagnóstico chega a demorar seis anos após o início dos sintomas devido à ausência de alterações nos exames de imagem na sua fase inicial”, afirma Valéria.

Por isso, se você sente cólicas fortes e definiria a dor como sendo de intensidade sete, no mínimo, em uma escala de zero a dez, ou se a menstruação atrapalha muito o dia a dia e é responsável por visitas ao pronto-socorro ou faltas no trabalho ou escola, procure um especialista para identificar a causa.

Fonte: Metropoles

A fertilidade masculina pode ser afetada pela idade?

Assim como as mulheres, os homens devem estar atentos a saúde e qualidade do sistema reprodutivo.

Diferente da mulher, que possuí uma reserva de óvulos que diminuem com a idade, o homem produz os espermatozoides de forma contínua. Essa produção inicia na puberdade e dura até o final da vida.

Os espermatozoides são as células reprodutivas masculinas, formados por uma cabeça e uma cauda (ou flagelo). Na cabeça do espermatozoide está o núcleo onde se encontra todo o material genético.

A espermatogênese, ou seja, a produção de espermatozoides demora cerca de 70 dias. Um homem saudável produz, todos os dias, entre 100 e 200 milhões de espermatozoides.

O processo se inicia com células espermáticas imaturas que se desenvolvem e, uma parte delas chegam ao estágio de células espermáticas maduras (ou espermatozoides). Nesta etapa eles migram para o epidídimo, onde após 18 a 24 horas ganham a capacidade de se locomover, chamada de motilidade.

Aptos a se moverem, eles passam pelo ducto ou canal deferente até chegarem à vesícula seminal, onde ficam armazenados até o momento da ejaculação.

Estudos recentes demonstram que os hábitos da vida moderna, poluentes, estresse, alimentação errada, entre outras questões, tem diminuído a capacidade reprodutiva do homem.

A diminuição também ocorre naqueles que estão acima dos 50 anos e em homens que apresentam doenças genéticas, como alterações mentais, autismo ou câncer de próstata.

Em casos de adiamento de gravidez, é importante que o homem também tenha voz ativa nesta decisão. É importante que seja realizada uma avaliação com um urologista, andrologista ou um profissional que atue na área da reprodução humana para analisar que esta decisão seja tomada com consciência e responsabilidade.

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Prof. Dr. Álvaro Pigatto Ceschin

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