Doenças Sexualmente Transmissíveis podem causar infertilidade

Segundos dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), 25% das causas de infertilidade são oriundas das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), deste número, 15% atingem as mulheres e 10% os homens. A falta de cuidados na vida sexual é um dos fatores recorrentes para o desenvolvimento de tais doenças.

O Ministério da Saúde divulgou que apenas 56% dos jovens entre 15 a 24 anos, com vida sexual ativa, usam alguma proteção durante o sexo. A falta do uso de preservativos reflete, não só no comprometimento de uma vida sexual segura, mas também em alguns aspectos da saúde, principalmente na fertilidade de homens e mulheres.

Como as DST podem prejudicar a fertilidade?

Quando uma destas doenças não é diagnosticada e tratada a tempo, seus sintomas podem ter consequências graves, principalmente para as mulheres.

Nas mulheres, a DST pode afetar a tuba uterina, ou seja, o canal por qual o espermatozoide passa para fecundar o óvulo, podendo inflama-lo e danificar suas funcionalidades ou até mesmo obstruí-las. Essa dificuldade no transporte dos espermatozoides provoca a paciente uma ectópica (gestação fora do útero) além de comprometer a saúde do bebê, tanto dentro ou fora da barriga da mãe.

Nos homens, as doenças sexualmente transmissíveis afetam a próstata e o canal da uretra que passa a urina, além de prejudicar a qualidade do sêmen.

Quais são as DST e quais são os perigos?

Sífilis

Uma das infecções mais comuns, a Sífilis é gerada por uma bactéria chamada Treponema Pallidum, causa vermelhidão e pequenas lesões nos órgãos genitais. A Sífilis pode provocar abortos e partos prematuros, já que a bactéria consegue atravessar a barreira da placenta, infectando o feto e causando no bebê a chamada sífilis congênita e possíveis malformações no cérebro.

Tricomoníase

É transmitido por relação sexual, essa doença é causada pelo vírus Trichomonas vaginalis (protozoário flagelado) e afeta diretamente o colo uterino, vagina e a uretra, causando a inflamação do colo e da vagina e irritação na vulva. Nos homens, esse vírus provoca corrimento (podendo ser amarelado ou amarelado esverdeado) na uretra, além de coceiras.

A Tricomoníase enfraquece a defesa do colo do útero, fazendo com que a mulher tenha menos proteção contra infecções, levando à infertilidade.

HPV

O HPV é um DNA-vírus que causa o câncer de colo de útero, além de provocar lesões chamadas de condilomas acuminados, verrugas gênitas ou “cristas de galo”.

Essa infecção viral ataca o sistema reprodutivo alterando a fisiologia e anatomia dos órgãos sexuais da mulher. Nos homens o HPV ataca as células germinativas que estão ligadas ao trabalho testicular, apresentando um grave comprometimento para a fertilidade e qualidade do sêmen. O HPV pode ser passado ao feto durante a gestação.

Caso o paciente identifique e trate a tempo a DST, é possível que sejam utilizadas as técnicas de reprodução assistida. É extremamente importante que o diagnóstico e tratamento sejam feitos de forma rápida. Como as DST são infecções silenciosas é recomendado atenção redobrada na vida sexual, é indispensável o uso de preservativos e visitas periódicas ao médico para verificação da saúde do corpo.

Se a paciente já tenha contraído alguma DST e tenha identificado a tempo a doença é possível que seja feita a reprodução assistida, como a Fertilização In Vitro e a Inseminação artificial (neste caso é importante que o parceiro não tenha nenhuma DST).

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Prof. Dr. Álvaro Pigatto Ceschin

CRM-PR 10.060

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Qual a relação da tireoide com os planos de quem deseja ter um filho?

Doença altera a produção dos hormônios relacionados ao metabolismo afetando o ciclo reprodutivo.

A tireoide é uma anomalia que atinge 60% da população brasileira, segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a doença afeta diretamente o aparelho reprodutor, além de ter um papel importante na regulação do ciclo menstrual e fertilidade do indivíduo, a tireoide é uma das causas da infertilidade tanto para homens quanto para mulheres.

A tireoide é uma das maiores glândulas do corpo humano, é a corresponsável por regular algumas funções importantes como o cérebro, coração, rins e fígado. Apresenta um papel fundamental no organismo como uma glândula decisiva para a questão da fertilidade.

A relação entre a tireoide e dificuldade para ter filhos está estritamente ligada aos hormônios tireoidianos, que possuem um papel importante na atividade dos ovários, já que se relacionam diretamente com os hormônios da hipófise que estimulam a ovulação. O hormônio T4, que é produzido pela tireoide, contribui para o crescimento do óvulo fecundado.

Os distúrbios provocados pela tireoide também atingem os homens, essa instabilidade hormonal compromete a qualidade da produção dos espermatozoides e até causar problemas de ereção.

É importante que o diagnóstico do problema seja identificado de forma rápida para que essa oscilação hormonal seja realizada a tempo para que as alterações endócrinas possam ser tratadas evitando assim o comprometimento da fecundação.

Nos casos de hipertireoidismo, quando a tireoide passa a produzir hormônios em excesso, esse desequilibro hormonal pode provocar deslocamento de placenta, mortalidade intrauterina, parto prematuro, além de comprometer a saúde do feto, podendo causar a morte do mesmo.

O diagnóstico para detectar a tireoide é simples, através de exame de sangue e ultrassonografia é possível identificar a doença.

Caso a paciente apresente alguma alteração na tireoide e está no processo para tentar engravidar é importante buscar ajuda médica para que essa anomalia seja cuidada de perto. Com os tratamentos corretos, é possível seguir com uma gravidez sem riscos para a mãe e o bebê.

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Prof. Dr. Álvaro Pigatto Ceschin

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A vida da mulher moderna

Elas são mais numerosas

De acordo com dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2015 o número de mulheres no Brasil é superior ao de homens, 48,52% da população brasileira é composta por homens e 51,48% por mulheres.

Elas vivem mais

Expectativa de vida das mulheres é de 78,8 anos e dos homens 71,6 anos.

Elas mais frequentemente se tornam viúvas

Em 2014, na população brasileira com 70 anos ou mais, 55,2% das mulheres eram viúvas contra apenas 19,6% dos homens nesta mesma faixa etária.

Elas têm menos câncer

Em 2012, a International Agency for Research on Cancer (IARC) observou que, no mundo, dos 35 tipos de câncer pesquisados, 32 tinham maior incidência na população do sexo masculino.

Elas são mais capazes de viver sozinhas

Um estudo da Universidade Johns Hopkins dos anos 1980, em que 4000 viúvos e viúvas foram acompanhados durante doze anos, mostrou que os viúvos com idade entre 55 anos e 65 anos têm uma chance 60% maior de morrer do que os homens que seguem casados. Com as mulheres, isto não acontece. Pesquisas mais recentes até já mostraram um efeito positivo para as mulheres que perdem o marido. Segundo médicos da Universidade de Pádua, na Itália, as viúvas italianas sofriam menos stress e de fraqueza muscular do que as mulheres que continuavam com os maridos vivos.

Fonte: Febrasgo

8 de Março, dia da mulher!

Feliccità Instituto de Fertilidade deseja um Feliz 08 de março as mulheres da nossa equipe que ajudam diariamente a concretizar o sonho de SER MÃE, de tantas outras Maravilhosas mulheres!!!

Dr. Álvaro participa de reunião para definição da programação do Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida

O Dr. Álvaro participou de uma reunião para definição da programação científica do Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida de 2018, que será em Brasília no  de 01-04/08/18.

Houve outra reunião sobre o Congresso de 2019 que será em Curitiba, onde o Dr. Álvaro será presidente.

Na sede da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, houve a homenagem com as fotos de todos os presidentes da sociedade. O primeiro foi Dr. José Gonçalves Franco Jr, depois Dr. Edson Borges Jr, Dr. Selmo Geber, Dra. Maria do Carmo Borges de Souza, Dr. Eduardo Pandolfi Passos, Dr. Adelino Amaral Silva e a atual Dra.  Hitomi Miura Nakagawa  Na série de fotos que enviei teve um discurso do Dr. Franco e Dra Hitomi que inauguram a Galeria dos Presidentes.

Os seis hábitos que prejudicam a fertilidade masculina

A maioria das pessoas se preocupa com formas de prevenir uma gravidez e, quando um casal finalmente decide ter um filho, vê que, muitas vezes, o projeto não é tão fácil quanto imaginava. De acordo com a ONG americana Resolve, especializada em infertilidade, um em cada oito casais tem dificuldade para engravidar. Destes, um em cada três casos é “culpa” do homem. Felizmente, a solução pode ser simples. De acordo com a versão americana da revista Men’s Health, alguns hábitos do seu dia a dia – bem fáceis de serem mudados – como alimentação e stress podem ser os responsáveis por esse problema.

“A contagem normal de espermatozoides diminuiu nas últimas décadas”, disse Ajay Nangia, especialista em infertilidade masculina e professor de urologia na Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, à versão americana da revista Men’s Health. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera uma como normal uma contagem de pelo menos 20 milhões de espermatozoides por mililitro.

Então, se você está pensando em ter um filho, talvez seja melhor rever alguns hábitos que podem ajudar a “acelerar” a gravidez. Veja abaixo sete atitudes cotidianas que podem prejudicar seus espermatozoides.

Sete hábitos que prejudicam o esperma e (consequentemente) a fertilidade

1. Ficar acordado até tarde

Se você é daqueles que gosta de ficar mexendo no celular ou assistindo Netflix até tarde mesmo quando tem que acordar cedo no dia seguinte, talvez seja hora de rever alguns hábitos. Um estudo preliminar publicado no periódico científico Fertility & Sterility sugere que homens que dormem menos de seis horas por noite têm uma probabilidade 31% menor de engravidar suas parceiras do que aqueles que têm de sete a oito horas de sono por noite. De acordo com os pesquisadores, a falta de sono diminui a produção de testosterona, hormônio essencial para a produção de esperma. No entanto é preciso cautela e principalmente equilíbrio, pois muito sono também é prejudicial. Homens que dormiam mais de nove horas por noite também demonstraram níveis mais baixos de fertilidade.

2. Sexo com lubrificante

Outro estudo publicado no periódico Fertility & Sterility, em 2014, mostrou que lubrificantes com o KY podem prejudicar a motilidade – capacidade de nadar até o óvulo – do espermatozoide e, consequentemente, dificultar a gravidez. A razão para isso seria a consistência pegajosa da substância. “Eles são ótimos para relações sexuais [quando você não está tentando engravidar], mas podem agir um pouco como uma barreira espermicida”, disse Ajay Nangia, especialista em infertilidade masculina e professor de urologia na Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, à versão americana da revista Men’s Health. Além disso, eles também podem conter ácido clorídrico, um conservante que pode matar os espermatozoides. Lembrando que isso não significa que o lubrificante pode ser usado como método contraceptivo.

3. Não comer peixe

Uma dieta rica em peixe pode salvar seus nadadores. Quando pesquisadores de Harvard analisaram a dieta e a qualidade do sêmen de 155 homens, eles descobriram que os indivíduos que comiam mais peixe – especialmente peixes ricos em ômega-3 como salmão ou atum – apresentavam contagens e níveis mais elevados de espermatozoides e de esperma normal e saudável do que aqueles que comiam menor quantidade do alimento. Por outro lado,  homens que comiam maior quantidade de carne processada, como bacon, cachorro-quente e salame, tiveram a menor contagem de espermatozoides e os níveis mais altos de espermatozoides anormalmente formados em comparação com os homens que comiam menos. Segundo os pesquisadores, as carnes processadas podem diminuir os hormônios reprodutivos como a testosterona, enquanto os ácidos graxos ômega-3 encontrados nos peixes promovem a formação de espermatozoides mais saudáveis.

4. Se estressar

Homens com níveis mais altos de stress têm esperma de pior qualidade em comparação com homens que relatam se sentirem menos irritados. A conclusão é de um estudo conduzido pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Segundo Nangia, altos níveis de stress podem atrapalhar a produção dos seus hormônios reprodutivos ou levar à criação de proteínas inflamatórias que prejudicam o esperma.

5. Guardar o celular no bolso

Guardar seu celular no bolso pode não ser uma boa ideia se você está tentando ter um filho. Isso porque a exposição do sêmen ao smartphone pode “machucar” a maneira como seu esperma se move e reduzir a quantidade de espermatozoides. De acordo com uma revisão britânica de dez estudos, a radiação emitida pelos celulares pode causar danos ao DNA do esperma e o calor do smartphone pode elevar a temperatura do escroto e prejudicar a produção de esperma.

6. Exagerar no álcool

Uma cerveja ou taça de vinho ocasional não faz mal a ninguém. Por outro lado, exagerar no consumo de álcool está relacionado a baixos níveis de testosterona, baixas contagens de esperma e menor quantidade de espermatozoides saudáveis. Um estudo dinamarquês concluiu que beber 25 ou mais doses de bebida alcoólica por semana está associada a um declínio significativo na qualidade do esperma. Já homens que consumiam 40 doses semanais tiveram uma contagem de esperma 33% menor e um esperma 51% menos saudável do que aqueles que bebiam entre uma e cinco doses por semana. “O álcool é uma toxina e seu cérebro não é a única coisa que dói – o álcool também pode diminuir seus níveis de testosterona, o que pode prejudicar sua produção de esperma.”, afirmou Nangia.

 

 

10 passos para uma gravidez saudável

A gravidez é um momento ideal para começar a se cuidar a sério, tanto em termos físicos como emocionais. Sua chance de ter uma gestação tranquila e um bebê saudável aumentarão muito se você seguir algumas orientações simples:

1. Comece seu pré-natal o quanto antes

Um bom pré-natal é essencial para a saúde do bebê. Assim que pegar seu teste de gravidez positivo, decida onde vai fazer o pré-natal e marque a primeira consulta.

Peça recomendações às suas amigas. Se tiver plano de saúde, entre em contato para ver se há algum serviço especial para a gravidez, se há algum tipo de carência e se você precisa apresentar algum documento.

2. Alimente-se bem

Você não precisa comer mais porque está grávida, mas é importante ter uma alimentação equilibrada e saudável.

Muitas mulheres param de comer certo tipo de alimento por causa do enjoo, mas é sempre possível arranjar um substituto que tenha valor nutricional parecido.

O ideal é ter uma dieta que inclua verduras, legumes e frutas, carboidratos (de preferência integrais), proteína — que pode vir do peixe, da carne, do frango, dos ovos, de castanhas ou sementes — e também leite e laticínios em geral.

3. Tome cuidado com o que come

É melhor evitar certos alimentos na gravidez, porque eles podem representar risco para o bebê se estiverem contaminados.

A listeriose, doença que provoca aborto espontâneo ou problemas graves no recém-nascido, pode ser transmitida por queijos como o brie, camembert, roquefort, gorgonzola e os queijos brancos tipo frescal ou de Minas, se não forem industrializado.

Devido ao risco de toxoplasmose, que embora seja pequeno existe, evite comer carne crua ou malpassada. Lave bem verduras, legumes e frutas para tirar todo resquício de terra ou sujeira, e lave bem as mãos antes de comer.

Infecções alimentares por salmonela (salmonelose) são transmitidas por alimentos de origem animal, como carnes, peixes, ovos e leite, portanto segure a vontade de lamber a colher de massa de bolo crua.

4. Tome suplemento de ácido fólico

O único suplemento que é considerado vital na gravidez é o ácido fólico, que ajuda a prevenir problemas congênitos no bebê ligados ao fechamento do tubo neural, como a espinha bífida, ou mielomeningocele.

Todas as mulheres que estejam pensando em engravidar devem tomar um suplemento diário de pelo menos 400 mcg de ácido fólico, desde antes da concepção. Se você ainda não toma, comece já.

O ácido fólico é vendido barato na farmácia ou distribuído gratuitamente em postos de saúde.

Outros nutrientes importantes para sua saúde e para a do bebê são o ferro e o cálcio, que podem ser supridos normalmente pela alimentação. No entanto, muitos médicos receitam suplementos vitamínicos especiais para grávidas, que contêm reforços desses nutrientes.

A gordura natural dos peixes, como o ômega 3, também tem um efeito benéfico no peso do bebê e no desenvolvimento do cérebro e dos nervos no final da gravidez. Os peixes que mais contêm esse tipo de ácido graxo são o salmão, a sardinha, a truta, a cavalinha e o arenque.

Se você não come peixe, converse com o médico. Ele pode receitar um suplemento de ômega 3.

O médico também vai decidir se você precisa de algum suplemento de vitamina D.

5. Faça atividade física regularmente

Um bom programa de exercícios vai lhe dar a força e a resistência necessárias para carregar o peso extra da gravidez e para aguentar o estresse físico do parto.

Também contribui para que você entre em forma mais rápido depois que o bebê nascer. Sem contar que ajuda a melhorar o humor, com a liberação da serotonina — o que reduz o risco de você sucumbir a uma certa tristeza comum nessa fase.

Se você já está acostumada a se exercitar, o mais provável é que possa continuar com a mesma atividade, desde que esteja se sentindo confortável. Converse com a pessoa que orienta seu treino e avise que está grávida.

Não faça esportes em que corra o risco de cair ou levar impactos. Os mais benéficos são atividades mais amenas, como caminhadas, natação, hidroginástica e ioga.

6. Comece a exercitar os músculos da região da vagina

Pode ser que você nunca tenha ouvido falar disso, mas esse tipo de exercício, nos músculos da região pélvica, devia ser feito por todas as mulheres desde a adolescência.

Além de combater o problema da incontinência urinária, ele contribui para aumentar o prazer sexual — por isso é usado nas técnicas de pompoarismo.

A vantagem é que você pode fazê-lo a qualquer hora, em qualquer lugar, sem ninguém perceber.

Várias vezes por dia — por exemplo, enquanto lava as mãos, escova os dentes ou prepara o café –, faça dez contrações lentas e dez rápidas dos músculos do assoalho pélvico.

Um bom jeito de sentir como fazer essas contrações é imaginar que está fazendo xixi e interromper o fluxo imaginário de urina.

7. Não tome remédios sem falar com o médico

Agora que está grávida, não tome nenhum tipo de remédio sem antes perguntar para o médico se pode.

Se você costuma usar algum medicamento, pergunte na primeira consulta do pré-natal se vai poder continuar tomando. No caso de tomar remédio para hipotireoidismo, mantenha a medicação e marque a consulta o quanto antes.

Antes da consulta, tente lembrar os problemas que você costuma ter com frequência e os remédios que toma (como para alergia, cólicas, dor de cabeça, problemas de pele etc.). Faça uma lista e verifique com o médico o que vai poder tomar se precisar.

8. Reduza seu consumo de cafeína

O café, o chá e os refrigerantes à base de cola são estimulantes. Pesquisas indicam que o excesso de cafeína pode contribuir para o risco de o bebê nascer abaixo do peso, ou até problemas para a gravidez.

A quantidade máxima aceitável é de três cafezinhos por dia, mas o melhor mesmo é reduzir o consumo o máximo que conseguir.

9. Pare de fumar e de beber

Mulheres que fumam têm risco maior de aborto espontâneo, de parto prematuro e de ter um bebê de baixo peso. Quanto antes você parar de fumar, mais o bebê vai se beneficiar.

Se você não conseguir parar, qualquer redução no número de cigarros que você fuma por dia já facilita um pouco a vida do seu bebê.

Não consuma bebidas alcoolicas regularmente. O álcool chega rapidamente ao bebê pela placenta, e a grande ingestão de álcool durante a gravidez está ligada a doenças da síndrome alcoólica fetal, que inclui desde dificuldades de aprendizagem até problemas congênitos graves.

Beber muito, mas de uma vez só, numa saída à noite, por exemplo, também é prejudicial. O mais garantido é seguir a orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde e não beber durante a gravidez.

10. Descanse

O cansaço e o sono que você sente no primeiro e no terceiro trimestre da gravidez não são nada mais que seu corpo pedindo para você pegar leve.

No melhor dos mundos, uma soneca todo dia depois do almoço seria perfeita. Se não dá, tente dar uma relaxadinha de meia hora, pôr os pés para cima, do jeito que conseguir.

Não estranhe se começar a preferir ficar em casa em vez de sair à noite. Escute seu corpo.

Técnicas de relaxamento como ioga, alongamentos e massagem ajudam a reduzir o estresse e colaboram para você dormir bem.

Fonte: Baby Center

Infertilidade masculina: a poluição compromete a qualidade dos espermatozoides

Infertilidade masculina: a poluição tem a ver também com isso. Na verdade, com a poluição atmosférica, a qualidade dos espermatozóides presentes no líquido seminal é muito prejudicada, e causa uma boa redução da fertilidade dos homens.

Se a poluição do ar causa milhões de mortes prematuras a cada ano, há evidências crescentes de seus efeitos negativos também sobre a fertilidade masculina. Estima-se que de 1971 a 2011, a exposição a poluentes causou grande redução da fertilidade no homem ocidental.

 A fertilidade masculina é principalmente ameaçada pelas partículas finas (as Pm10), enquanto as mulheres são mais atingidas na questão fertilidade por abusarem, ou por fazerem uso irresponsável, de certos medicamentos, como o ibuprofeno. Sem nos esquecer da toxicidade presente, e que pode afetar ambos os sexos, como a contida em alguns alimentos, bebidas ou produtos de uso cotidiano.

O estudos sobre os espermatozóides

As mais importantes pesquisas dos últimos meses, sugeriu uma forte relação entre a poluição atmosférica e a redução da qualidade dos espermatozoides.

Um estudo da Universidade de Hong Kong evidenciou que a “vida moderna” vem sendo a causa de uma queda de 60% na contagem de espermatozoides em países ocidentais nos últimos 40 anos, e sugere que um “número significativo de casais” poderiam sofrer de infertilidade por causa da poluição atmosférica.

“A poluição do ar é o maior risco para a saúde ambiental do mundo”, disse Lao Xiang Qian, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Hong Kong.
Quando respiramos em uma área com altos níveis de poluição do ar, partículas finas contendo substâncias químicas tóxicas, como metais pesados, passam nos pulmões, permitindo que entrem na corrente sanguínea. A partir daí, eles podem causar danos ao esperma.

Para investigar esta possibilidade, Lao e sua equipe consideraram dados sobre a qualidade do sêmen de 6.500 homens de 15 a 49 anos em Taiwan, e os compararam com níveis de material particulado em seus endereços domiciliares. O que eles encontraram foi uma forte associação entre altos níveis de poluição do ar e uma formação anormal do esperma: os homens mais expostos às partículas finas, tinham seus espermatozóides com dimensões e formas alteradas.

Os efeitos foram relativamente pequenos, mas dada a prevalência de poluição do ar, os pesquisadores acreditam que mesmo pequenas alterações causadas no esperma podem resultar em um grande desafio para a saúde pública.

Os autores acreditam ser o cádmio, um metal particularmente tóxico, presente no ar por causa da queima de combustíveis fósseis (carvão e petróleo), pela fumaça do cigarro e pelos incêndios, o possivelmente responsável pela alteração dos espermatozóides.

Em uma outra revisão científica, não só a poluição, mas também os pesticidas, os produtos químicos que alteram os hormônios, a dieta, o estresse, o tabagismo e a obesidade estão todos “plausivelmente associados” ao problema da infertilidade.

Neste caso, pesquisadores – de Israel, Estados Unidos, Dinamarca, Brasil e Espanha – concluíram que o número total de esperma caiu 59,3% entre 1971 e 2011 na Europa, América do Norte, Austrália e Novo Zelândia, enquanto a concentração de sêmen diminuiu em 52,4%.

A mesma tendência não foi observada em outras partes do mundo, como América do Sul, África e Ásia.

Nem precisa dizer portanto, que o número e a qualidade dos espermatozóides pode refletir significativamente os impactos da modernização sobre a saúde masculina ao longo da vida.

Em suma, as substâncias poluentes que respiramos, bem como as presentes em alimentos ou em objetos cotidianos, como detergentes ou cosméticos, interferem diariamente (também) em nossa capacidade reprodutiva.

O que fazer? Reduzi-los o quanto possível pelo menos dentro de casa. Veja nos artigos abaixo quais são os produtos que mais poluem o ar que respiramos dentro de casa.

Fonte: GreenMe

Cientistas desenvolvem óvulos humanos em laboratório pela 1ª vez

Especialistas da Universidade de Edimburgo extraíram células de óvulos em suas primeiras fases de desenvolvimento e as fizeram crescer fora do ovário.
Uma equipe científica britânica desenvolveu óvulos humanos em um laboratório pela primeira vez, o que poderia derivar, potencialmente, em melhora nos tratamentos de fertilidade, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira.
De acordo com o relatório divulgado na publicação britânica “Molecular Human Reproduction”, especialistas da Universidade escocesa de Edimburgo extraíram células de óvulos do tecido do ovário em suas primeiras fases de desenvolvimento e as fizeram crescer fora até estarem prontas para ser fertilizadas.
Os cientistas conseguiram fazer com que o óvulo humano se desenvolvesse fora do ovário, a partir de sua fase mais nova até alcançar a plenitude de sua maturidade.
O estudo outorga, além disso, à comunidade científica, a oportunidade de explorar o desenvolvimento do óvulo humano, algo que continua deixando dúvidas.
No entanto, os pesquisadores admitem que é preciso realizar novos estudos para que este método possa ser usado clinicamente, mas é relevante pois oferece esperança a mulheres e meninas que se submetem a tratamentos como quimioterapia – com riscos para a esterilidade -, ao permitir recuperar óvulos imaturos e fazer com que amadureçam fora do ovário, para ser posteriormente armazenados para a futura fertilização.
Atualmente, as mulheres podem congelar seus óvulos maduros – ou inclusive embriões se foram fertilizados com o esperma de um casal – antes de começar tratamentos médicos deste tipo, mas esta opção não é possível no caso de meninas que tiveram câncer.
O professor Evelyn Telfer, da Universidade de Edimburgo e líder da pesquisa, afirmou hoje que “poder desenvolver dos todos óvulos humanos em laboratório poderia alargar o espectro dos tratamentos de fertilidade disponível”.
“Agora trabalhamos para otimizar as condições que apoiam o desenvolvimento do óvulo desta maneira e estudar o quão sãos eles estão”, apontou.
Os cientistas acreditam, além disso, que é preciso “investigar, atendendo à aprovação das normativas, se (esses óvulos) podem ser fertilizados”, uma opção cuja viabilidade ainda não se demonstrou.
Por sua vez, Daniel Brison, do Departamento de Reprodução Assistida da Universidade de Manchester (norte da Inglaterra), indicou que essa pesquisa representa um “passo adiante emocionante, que mostra pela primeira vez que o desenvolvimento completo dos óvulos humanos em laboratório é possível”.
Esse especialista acrescentou que “ainda é preciso realizar mais pesquisas, mas isto poderia abrir caminho para a preservação da fertilidade das mulheres e meninas com uma variedade mais ampla de câncer do que é possível com os tratamentos atuais”.
Fonte: Exame

Uma em cada quatro mulheres pode apresentar problemas de saúde mental durante a gravidez

Quando se fala de distúrbios emocionais e gravidez, é muito comum a associação à depressão pós-parto. Porém, um novo estudo do King’s College London (Inglaterraa) mostra que os problemas de saúde mental podem aparecer ainda durante a gestação.

Segundo a pesquisa, publicada no British Journal of Psychiatry, em janeiro, uma em cada quatro grávidas pode apresentar esse tipo de problema. Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores acompanharam 545 gestantes, maiores de 16 anos, que estavam fazendo pré-natal no sul de Londres, entre novembro de 2014 e junho de 2016.

Às futuras mães foi aplicado um questionário com duas perguntas simples, pelo qual os pesquisadores descobriram que ansiedade (15%), depressão (11%), distúrbios alimentares (2%) e o transtorno obsessivo compulsivo (2%) foram os problemas mentais mais comuns entre as grávidas. Em alguns casos, elas apresentaram a combinação de mais de um distúrbio ao mesmo tempo.

“As pessoas pensam que a gravidez protege a saúde mental e, em seguida, o período pós-parto é um gatilho para os problemas. Mas, na realidade, os problemas começam durante a gravidez, ou mesmo antes, é muito comum”, explica a pesquisadora Louise Howard, professora do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência da King’s.

Quando buscar ajuda

Para o psiquiatra Luiz Scocca, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e da Associação Americana de Psiquiatria (APA), a gravidez facilita o aparecimento de problemas de saúde mental, sobretudo nas mulheres que já apresentaram problemas anteriormente. Isso acontece especialmente por conta da oscilação hormonal típica dessa fase, que altera o humor da mulher, como todo mundo já sabe.

Diante disso, ressalta o especialista, é preciso um olhar atento da própria grávida e das pessoas que convivem com ela para identificar qualquer mudança brusca no comportamento e buscar ajuda o quanto antes. Alterações alimentares, instabilidade emocional, agitação, falta de comunicação e insônia são alguns sinais de que pode haver algo errado.

“As pessoas devem saber que isso pode acontecer e é necessário não negar tais emoções. Os parentes e amigos próximos devem levar a sério as queixas da futura mãe e dar acolhimento, evitando dizer, por exemplo, que é o normal da gravidez. Além disso, a gestante precisa procurar o seu obstetra e descrever o que está sentindo e, caso haja a indicação de uma consulta psiquiátrica, não ter receio de procurar ajuda, pois o psiquiatra é um médico como outro qualquer”, diz Scocca.

E se você já faz algum tipo de tratamento contra depressão e descobriu que está grávida, atenção. Em primeiro lugar, converse com o seu médico para, juntos, decidirem o melhor tipo de tratamento nesse caso, já que algumas medicações são proibidas na gestação. Mas nada de abandonar o tratamento por conta própria, pois isso pode facilitar ou piorar a manifestação de algum transtorno durante a gravidez.

Fonte: Revista Crescer