Estilo de vida do pai afeta a fertilidade e a saúde dos filhos, diz estudo

Estilo de vida do pai afeta a fertilidade e a saúde dos filhos, diz estudo

Estudo demonstra que a saúde do pai antes da concepção é tão importante quanto a da mãe e que, se o casal está a pensar constituir família, ambos precisam de ser o mais saudáveis possível.

Estudo da Universidade de Melbourne, em Victoria, Austrália, demonstra que a saúde do pai antes da concepção é tão importante quanto a da mãe e que, se o casal está a pensar constituir família, ambos precisam de ser o mais saudáveis possível.

Quando o casal decide engravidar, a ênfase recai, sobretudo, sobre a saúde e o estilo de vida da mulher – e com razão. É altamente recomendável que a mulher prepare o seu corpo para a concepção de modo a dar ao seu bebé o melhor início de vida possível.

Assim, quando a mulher decide engravidar, é provável que tenha mais cuidado com a sua saúde, tome suplementos – como o ácido fólico – e abandone hábitos menos saudáveis como o consumo de bebidas alcoólicas e o tabaco. Por outro lado, poucos homens alteram a sua dieta ou o seu estilo de vida.

Estilo de vida do pai afeta a saúde dos filhos

A alimentação do pai

Uma investigação levada a cabo por investigadores da Universidade de Melbourne veio demonstrar que a dieta do homem antes da conceção – particularmente quando há abuso de fast food – pode ser significativamente prejudicial para o sucesso da gravidez.

Em testes realizados em laboratório, a equipa de investigadores observou que a taxa de gravidez era significativamente menor quando o pai era obeso. Este resultado deveu-se ao facto de os embriões gerados com esperma de machos obesos serem menos saudáveis e não se conseguirem implantar com sucesso no útero da fêmea.

Também foi observado que, mesmo quando a fecundação foi bem sucedida, o feto e a placenta cresceram menos do que o normal. Por outro lado, vários estudos apontam para o facto de bebés com baixo peso à nascença apresentarem risco mais elevado de contrair determinadas doenças na vida adulta, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e pressão arterial alta.

Uma dieta paterna deficiente e empobrecida antes da conceção pode prejudicar a sua fertilidade, o sucesso da gravidez e comprometer a saúde da sua descendência.

Os dados do estudo indicam que a obesidade masculina também poderá comprometer significativamente a saúde dos filhos no futuro. Estudos iniciais em humanos mostraram que o tempo necessário para engravidar é significativamente maior se o pai tiver excesso de peso e que os embriões são menos saudáveis.

Alimentação, equilíbrio hormonal e conceção

Para conseguir conceber, um dos fatores mais importantes que o casal precisa de garantir é o equilíbrio hormonal. Assim, é extremamente importante que evitem tudo aquilo que possa causar desequilíbrio antes de engravidar.

No que toca à alimentação, a melhor forma de o evitar é optar por alimentos com origem na agricultura biológica (frutas, cereais e vegetais), produzidos de forma mais saudável e que apresentam grande valor nutricional, são ricos em antioxidantes e fitoquímicos (flavonas, ácidos fenólicos, antocianinas) e apresentam menos pesticidas, metais pesados e nitratos.

Pais fumadores

Uma alimentação deficiente e nutricionalmente pobre não é o único hábito do homem que pode afetar não só a sua fertilidade mas, também, a saúde da sua descendência.

Estudos realizados na China, Austrália e Europa identificaram uma relação entre o tabagismo dos pais antes da conceção e a saúde das crianças, nomeadamente, no aumento da taxa de cancro infantil quando os pais fumam antes da conceção (cerca de 30%), de leucemia, linfoma e tumores cerebrais em crianças com menos de 5 anos (cerca de 80%) e quando os pais são grandes fumadores e começaram a fumar precocemente, antes dos 20 anos de idade.

Para além disso, a exposição passiva da mulher ao fumo do tabaco no período da conceção associa-se a uma incidência significativamente maior de cardiopatias congénitas graves em lactentes.

Consumo de álcool e conceção

Até à data, os estudos levados a cabo para tentar determinar o efeito do consumo paterno de álcool sobre a saúde dos seus filhos não são conclusivos.

Contudo, foi sugerido que o consumo de álcool do pai antes da conceção possa resultar numa redução significativa do peso do bebé ao nascer, atraso de crescimento fetal ou pós natal, anomalias craniofaciais, microcefalias, anomalias comportamentais e atraso mental.

Exposição a substâncias tóxicas no local de trabalho

Quando o casal decide tentar engravidar, algumas mudanças no estilo de vida podem melhorar a qualidade do esperma em apenas alguns meses – o esperma é produzido de modo contínuo e demora cerca de 3 meses a amadurecer.

Já a exposição a toxinas no local de trabalho é mais difícil de controlar porque não depende da vontade e das opções individuais.

Um estudo recente, que envolveu perto de 10.000 crianças com anomalias congénitas, relacionou a taxa de malformações fetais com o tipo de trabalho dos pais. Este estudo concluiu que as crianças cujos pais estão expostos a produtos químicos tóxicos (determinados pesticidas ou solventes) apresentam taxas superiores de defeitos congénitos.

O tabagismo, a dieta e o stress podem ter um impacto negativo na qualidade do esperma e afetar não só a fertilidade como o desenvolvimento fetal e a saúde futura das crianças. Assim, este estudo conclui que a saúde e o estilo de vida do pai são fatores tão importantes no planeamento de uma nova família como os da mulher.

Fonte: Mãe me quer

As mães são mesmo todas iguais?

As mães são mesmo todas iguais?

Dizem que mãe é tudo igual. Mas será mesmo?

Tem aquelas que já perderam noites de sono acalmando seus bebês no aconchego do seu colo, e aquelas mães de adolescentes que, por ironia, também ficaram acordadas até tarde, mas foi esperando o filho voltar do primeiro passeio com os amigos. E há aquelas mães que viram o filho abrir as asas e voar, deixando o ninho vazio. Ah! E como deixar de mencionar as mães-avós? Pois estas, depois de anos, mimam os netos com enxurradas de carinhos e permissões que outrora não concederam a seus filhos.

Mães podem, sim, ser semelhantes em seus sentimentos. Elas abençoam e são abençoadas por terem a capacidade de gerar a vida em seu ventre, mas, com certeza, iguais, elas não são. Certamente, sua mãe é extraordinária. Então, cada mãe é um ser único, pois, antes de ser mãe, é uma filha amada que traz em si o propósito sonhado por seu Pai de amor.

Entre todas essas coisas, o amor de mãe é incondicional — e isso vem  de Deus!

Fonte: Ministério Pão Diário

 

Goiana realiza o sonho de ser mãe após amiga emprestar útero para gerar o bebê, em Goiânia

Goiana realiza o sonho de ser mãe após amiga emprestar útero para gerar o bebê, em Goiânia

Mãe genética disse que tentou, sem sucesso, fertilização in vitro e adoção por mais de 5 anos.

A vendedora de joias e influenciadora digital Luciana Salatiel, de 43 anos, conseguiu realizar o sonho de ser mãe após a amiga, a administradora de imobiliária Allana Cristina Rodrigues, de 24, se tornar uma barriga solidária e gerar o bebê. Com o nascimento da criança, há uma semana, as duas agora dividem as tarefas e atenção para cuidar do recém-nascido, Pedro Salatiel di Mendonça. “O carinho com o Pedro é uma soma”, disse a mãe genética.

Luciana, ou Lu Salatiel, como é conhecida, descobriu aos 14 anos que tinha uma atrofia no útero. Com isso, ela não poderia engravidar. Quando se casou, seu marido sabia do problema, mas, mesmo assim, decidiram buscar métodos para que pudessem realizar o desejo de ter um filho.

“Começamos tentando a fertilização in vitro. Há sete anos, fizemos um tratamento e minha irmã foi uma barriga solidária, mas o procedimento não deu certo. Depois, entramos em uma fila para o processo de adoção. Tem quase cinco anos isso e, até hoje, não conseguimos”, contou.

No processo de fertilização in vitro, é retirado o óvulo da mãe e os espermatozoides do pai e fecundados em laboratórios. Em seguida, o óvulo é colocado na barriga solidária. Assim, todo o material genético da criança será dos pais.

Em janeiro do ano passado, o casal decidiu tentar novamente uma fertilização in vitro. Porém, devido a um acidente, a irmã de Luciana estava com problemas de saúde, tomando muitos medicamentos e, por isso, não poderia novamente ser a barriga solidária.

Foi nesse momento que a influenciadora digital teve a ideia de recorrer à amiga. Allana, que mora em Caldas Novas, no sul de Goiás, era muito próxima da família e ex-namorada do sobrinho de Luciana, com quem, inclusive, teve um filho.

“Eu liguei para ela e disse que tinha uma proposta, que queria voltar a tentar fertilização in vitro e queria saber se ela emprestava a barriga dela. Eu gastei um minuto para falar”, disse Luciana.

O susto de Allana foi imediato. Diante do convite, pediu alguns minutos para pensar. “Nesse momento, eu me imaginei sem o Miguel [filho dela com o sobrinho de Luciana]. Eu me coloquei no lugar dela, sem a oportunidade de ter meu filho. E pensando nisso eu decidi fazer. Claro que a gente pensa nas dificuldades, se a gente era capaz, mas eu pensei no tanto que eu sou feliz com meu filho e que toda mulher tem o direito de ser mãe, experimentar isso”, contou.

Para que o processo fosse feito, Luciana precisou pedir uma autorização ao Conselho Federal de Medicina, pois Allana não tinha nenhum grau de parentesco com ela nem com seu marido. Após a aprovação, procuraram uma clínica especializada em São Paulo para fazer todo o procedimento.

A relação das duas sempre foi próxima devido ao filho da Allana, Miguel. “A Luciana sempre ia para Caldas Novas, buscava ele nos finais de semana, então sempre foi uma relação muito boa”, afirmou a jovem.

Porém, mesmo em boas relações, às vezes rolava um pouco de ciúmes. “Eu achava as vezes que ela ia roubar o Miguel de mim, porque ela sempre estava com ele”, se lembra Allana, rindo da situação.

Com a chegada do Pedro, no último dia 18 de abril, as duas passaram a compartilhar o carinho pelo bebê. “As pessoas ainda perguntam se eu vou permitir ela ter contato com ele. Mas eu vejo a parte da criança. Quanto mais amor ele receber é a melhor opção”, disse Luciana.

Luciana, que é a mãe genética de Pedro, e Allana, que deu à luz ao menino e se transformou em madrinha, têm acompanhamento psicológico desde o início do tratamento para a gravidez. As duas esperam que esse apoio ajude a trabalhar o assunto com Pedro à medida que ele for crescendo.

“A história dele já está contata desde o início. Como eu sou influenciadora digital e vendedora de joias, tinha 25 mil pessoas na minha rede e as pessoas acompanhavam o meu dia a dia na rede. Então, não tinha como esconder”, disse Luciana.

Luciana afirma que quer usar sua história para incentivar mais mulheres que não podem ter filhos a procurar alternativas como o útero solidário para realizar o sonho de ser mãe.

“A legislação precisa melhorar, dar uma ampliada. A fertilização in vitro precisa ser mais conhecida, divulgada. Quanto mais isso se populariza, mais acessível até mesmo financeiramente para outras pessoas vai ficar”, completou a influenciadora digital.

Resolução

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, para ser um útero solidário, a mulher precisa ter um parentesco de até quarto grau com a mãe genética ou o pai. “Caso não seja possível a mãe, irmã, tia, prima, gerarem, é possível escolher uma pessoa que não tenha parentesco. Mas, para isso, é necessário uma autorização do conselho. Isso é para evitar a barriga de aluguel, que são mulheres alugando seus úteros para gerar os filhos”, afirmou o membro da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do órgão, Adelino Amaral.

Ainda de acordo com o Amaral, a resolução foi evoluindo desde 1992, quando apenas parentes de 1º grau podiam ser útero de aluguel. “Não há uma discussão em pauta no momento para mudar a atual resolução, pois atualmente ela já é bem abrangente, democrática. Além disso, a procura por esse meio ainda é pequena, pois na maioria dos casos é possível que ocorra a gestação fazendo tratamento médico”, completou.

Fonte:  G1

10 coisas que você precisa saber sobre fertilidade

10 coisas que você precisa saber sobre fertilidade

Conhecer nosso próprio corpo é fundamental para entender nossos sinais. Por isso, veja aqui 10 assuntos essenciais que irão ajudar você a descobrir mais sobre sua natureza e tirar suas dúvidas sobre o funcionamento do corpo.

Dez coisas que você precisa saber sobre FERTILIDADE NATURAL:

  1. O dia mais fértil não é o mesmo da ovulação Instintivamente, somos levados a pensar que a mulher é mais fértil no dia da ovulação. E é muito comum ouvirmos que as relações sexuais devem começar dois dias antes e terminar dois dias depois da ovulação. Entretanto, as maiores chances de gravidez são atingidas quando as relações acontecem dentro do intervalo iniciado 5 dias antes da ovulação e terminado no dia em que ela ocorre. Esse período de seis dias é considerado o verdadeiro período fértil. É importante saber que a máxima fertilidade é estimada dois dias antes da ovulação.
  2. Não é preciso ter relações rigorosamente ”dia sim, dia não” A informação de que as chances de gravidez são maiores quando as relações sexuais acontecem em dias alternados é muito comum, imaginando-se que ejaculações frequentes diminuiriam a quantidade de espermatozoides no esperma. Entretanto, as chances de gravidez são as mesmas com relações todos os dias ou “dia sim, dia não”. O número de espermatozoides e a capacidade deles de nadar em direção ao óvulo permaneceram inalterados em homens saudáveis.
  3. As posições adotadas para a relação sexual não interferem As posições adotadas para a relação sexual ou como a mulher permanece depois dela em nada se associam à ocorrência da gravidez. Ou seja, não é preciso que a mulher permaneça deitada depois da relação (ou até mesmo eleve o bumbum). Estudos demonstram que os espermatozoides, uma vez depositados na vagina, podem já chegar ao útero em menos de 2 minutos e que em 15 minutos já podem estar nas trompas em busca do óvulo.
  4. O uso de lubrificantes íntimos pode diminuir as chances de gravidez O impacto verdadeiro do uso de lubrificantes íntimos sobre a fertilidade não está comprovado cientificamente. Efeitos negativos sobre os espermatozoides foram observados em laboratório, mas não foram comprovados na prática. Assim, não se pode afirmar que lubrificantes íntimos diminuam as chances de gravidez. Em casos de real necessidade, os óleos mineral (aquele utilizado em bebês), de canola e de mostarda devem ser preferidos, pois parecem não prejudicar a função dos espermatozoides.
  5. Não é possível definir o sexo do bebê pelo dia da relação sexual A crença popular afirma que a relação sexual mais próxima à ovulação favoreceria a concepção de meninos e a mais distante da ovulação, de meninas. Mas não há nada na ciência que confirme a relação entre o dia da relação sexual, a ovulação e o sexo da criança gerada. Na verdade, o que existe é uma quantidade pequena de estudos, a maior parte deles realizada há mais de 15 anos, em pequenos grupos, com resultados controversos, que não servem para embasar o aconselhamento.
  6. Os hábitos alimentares podem interferir nas chances de gravidez Os dados científicos de qualidade relacionando dieta e fertilidade são poucos; é consenso, contudo, que a obesidade seja prejudicial à fertilidade de homens e mulheres. Para as mulheres, é possível que o consumo excessivo de cafeína (mais de 5 xícaras de café por dia) diminua a fertilidade e o benefício de dietas vegetarianas ou com baixo teor de gordura, suplementação de vitaminas, antioxidantes e fitoterápicos não ode ser comprovado. 1 Para os homens, dietas ricas em carne vermelha, carne processada, derivados da soja, batatas, laticínios integrais, cafeína, chás, refrigerantes e doces podem diminuir a qualidade do sêmen; ao contrário, o consumo regular de peixes e frutos do mar, aves, cereais, legumes e frutas, e laticínios com baixo teor de gordura pode melhorar os parâmetros seminais.
  7. Consumo excessivo de álcool e tabagismo diminuem as chances de gravidez O tabagismo tem impacto negativo sobre vários aspectos da saúde de homens e mulheres, o que inclui a fertilidade. No caso das mulheres fumantes, estudos demonstram chances diminuídas de gravidez, aumento das perdas gestacionais espontâneas e antecipação da menopausa quando comparadas a não fumantes. Quanto aos homens, observa-se prejuízo da qualidade do sêmen, pela diminuição da contagem de espermatozoides, aumento dos espermatozoides malformados e agressão ao seu DNA.
  8. Não se devem fazer testes para medir a fertilidade em quem não tentou engravidar Embora seja uma prática relativamente comum e defendida por alguns especialistas, não há base científica para a realização de exames para predizer a fertilidade futura de mulheres jovens sem intenção de engravidar 16 ou daquelas que estejam tentando engravidar há menos de um ano. Da mesma forma, a avaliação da fertilidade do homem por exames laboratoriais não deve ser realizada sem que haja diagnóstico clínico de infertilidade.
  9. A idade do homem interfere pouco Em comparação ao que se sabe para a idade feminina, é pouco conhecida a relação entre a idade masculina e o potencial reprodutivo para a concepção natural. Embora o potencial reprodutivo pareça se manter durante a maior parte da vida do homem, é razoável pensar que exista alguma diminuição da fertilidade natural ao longo do tempo, principalmente depois dos 50 anos.
  10. A idade da mulher interfere muito As chances de concepção diminuem significativamente com o aumento da idade da mulher. Isso é devido à diminuição da quantidade e da qualidade dos óvulos. A partir dos 35 anos, essa diminuição acelera-se e as mulheres devem estar alertas para isso. 1 Objetivamente, sabe-se que casais com desejo de ter apenas um filho não deveriam adiar a gravidez além dos 32 anos de idade da mulher. Mas quando o objetivo do casal é conceber naturalmente dois ou três filhos, a mulher deve iniciar as tentativas aos 27 e aos 23 anos, respectivamente, sob risco de não atingir a prole planejada.

Fonte: FebrasGo

 

Dez coisas que você precisa saber sobre Preservação de Fertilidade

Dez coisas que você precisa saber sobre Preservação de Fertilidade

Preservar a fertilidade envolve ter a informação certa na hora correta. Em 10 tópicos simples, aqui você tem tudo o que precisa saber sobre a estratégia indicada para mulheres que desejam adiar a gestação ou para aquelas que vão iniciar um tratamento complexo, no qual há exposição à radiação e também a medicamentos que podem interferir na capacidade concepcional futura.

  1. O tratamento de algumas doenças pode causar infertilidade: O tratamento com quimioterapia para doenças como o câncer e aquelas de origem autoimune evoluiu muito nos últimos anos, mas muitos efeitos colaterais ainda são observados. Quando a droga mata a célula doente ela acaba afetando também células saudáveis, dentre elas as células do ovário podem ser comprometidas, de maneira que há risco de que seja perdida a capacidade deste ovário produzir óvulos maduros saudáveis para conceber. Este efeito prejudicial depende da dose e do tipo de medicamento utilizado.
  2. Algumas medidas podem diminuir o risco de infertilidade nestas situações: Na tentativa de preservar a fertilidade em situações de risco de dano ovariano é possível congelar óvulos, embriões ou, excepcionalmente, tecido ovariano. No entanto, para se colher óvulos, seja para congela-los ou seja para produzir embriões, é necessário se submeter a uma estimulação ovariana com hormônios e a uma anestesia para aspiração dos óvulos, semelhante ao que é feito nos tratamentos de Fertilização in vitro. Para isso você deve procurar um especialista em Medicina Reprodutiva, que poderá explicar detalhes e ajuda-la a decidir qual a melhor opção de tratamento para você.
  3. Em que momento a preservação de fertilidade deve ser feita: O ideal é que a indução de ovulação para obtenção de óvulos seja feita antes de qualquer tratamento quimioterápico, tanto para garantir que a reserva ovariana ainda não foi prejudicada pelo tratamento, quanto para evitar o efeito tóxico da droga sobre os óvulos, uma vez que não se pode afirmar qual o impacto destas medicações sobre o futuro bebê nascido a partir dos óvulos preservados. Também por conta do tempo necessário para a realização do procedimento é ideal que ele seja iniciado com um prazo de cerca de 20 a 30 dias antes do início do tratamento.
  4. Aonde realizar os procedimentos de preservação de fertilidade A indução de ovulação poderá ser realizada em clínicas especializadas em Reprodução Assistida ou pelo médico ginecologista que segue a paciente, caso ele seja habilitado. Entretanto, a captação de óvulos e congelamento dos mesmos deve ser feito sempre em clínicas que possuam laboratório para realização de procedimentos de Fertilização in vitro, aonde os óvulos ou embriões ficarão guardados, uma vez que são muito sensíveis e transporta-los pode comprometer qualidade do material preservado.
  5. Quem pode ser submetido a procedimentos para preservação de fertilidade: Mulheres em idade reprodutiva, que estejam sob risco de dano ovariano ou gonadal e que tenham função destes órgãos ainda preservada. Em caso de menores de idade, é necessário o consentimento dos pais ou responsáveis. Também é necessário levar em consideração as condições gerais de saúde do indivíduo, pois serão necessárias uma anestesia e uma punção com agulhas para aspiração dos óvulos.
  6. Repercussões sobre o tratamento da doença principal A realização de procedimentos para preservar a fertilidade somente deverá ser indicada caso isso não atrapalhe o tratamento da doença principal. O uso de hormônios para a estimulação ovariana, devido ao curto tempo de uso, normalmente não interfere no sucesso do tratamento, mesmo de cânceres relacionados ao uso de hormônios, como o de mama e de endométrio. Além disso, deve ser sempre avaliado se o adiamento do tratamento da doença pode ser feito sem comprometê-lo.
  7. O tempo necessário para realizar procedimentos de preservação de fertilidade: A estimulação ovariana é o primeiro passo e sua duração pode variar entre pacientes, levando de 9 a 15 dias. Uma vez que os óvulos estejam maduros os mesmos serão aspirados em um procedimento sob anestesia geral, sendo a recuperação imediata. A partir desta coleta os óvulos são imediatamente congelados ou fertilizados para formar embriões, neste caso o congelamento dos embriões será feito de 3 a 5 dias após. O tratamento da doença principal pode ser iniciado no dia seguinte da coleta dos óvulos.
  8. Tempo em que os óvulos e embriões podem ficar congelados O tempo de conservação dos óvulos e embriões congelados não está muito bem estabelecido. Acredita-se que uma vez realizado o congelamento não se perde a qualidade e vitalidade dos óvulos e embriões. Há relatos na literatura médica de uso de embriões com mais de 10 anos de congelamento e sucesso de gravidez.. Os protocolos das sociedades de medicina reprodutiva disponíveis nos dias atuais não colocam prazo máximo para a conservação de óvulos e embriões, considerando que o congelamento os mantém em bom estado independente do tempo.
  9. Gravidez após o tratamento do câncer O tempo que se deve aguardar após o tratamento da doença principal para se utilizar os óvulos e embriões congelados para engravidar varia em cada caso. No caso dos cânceres depende do tipo de câncer. Sendo assim, esta decisão deve ser sempre tomada em conjunto com a equipe de médicos responsável pelo seguimento da doença principal, a paciente e a equipe que fará o procedimento de Reprodução Assistida. Na maioria das vezes se aguarda ao menos 2 anos após o término do tratamento.
  10. Risco de recorrência da doença nos casos de gravidez Para doenças de base que não tem nenhuma relação com os níveis hormonais a gravidez não irá interferir na evolução e recorrência. Entretanto, para doenças como o câncer de mama, os resultados são ainda controversos. Estudos mais recentes sugerem que a recorrência e evolução do câncer de mama em mulheres tratadas que engravidaram é a mesma de mulheres que não engravidaram, sendo assim não haveria contraindicação para gestação futura. Vale ressaltar que o mastologista responsável deverá ajudar na decisão do melhor momento para esta gravidez.

Fonte:  FegrasGO

 

Reprodução assistida auxilia homens que fizeram vasectomia a se tornarem pais

Reprodução assistida auxilia homens que fizeram vasectomia a se tornarem pais

É preciso desmistificar a ideia de que a vasectomia é irreversível para quem deseja ter filhos. Apesar de tornar o homem estéril, o procedimento pode não ser definitivo.

O médico creditado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Matheus Roque, explica que para um casal infértil em que a única causa é a vasectomia, existem duas possibilidades para uma gravidez ser bem sucedida: a reversão de vasectomia e as técnicas de reprodução assistida. Saiba mais:

1 – Reversão da Vasectomia

Homens que desejam a reversão precisam se submeter ao procedimento chamado “vaso-vaso anastomose” ou então à “vaso-epidídimo anastomose”. Na prática, o profissional realiza a re-conexão dos tubos (canais deferentes) que transportam os espermatozoides da região testicular até a região das vesículas seminais e próstata para que saiam no ejaculado. A possibilidade de sucesso da reversão (homem voltar a ter espermatozoides na ejaculação) está diretamente ligada ao tempo decorrido entre a realização da vasectomia e o procedimento de reversão. Apesar da microcirurgia de reversão bem sucedida, pode ocorrer situações do casal não conseguir engravidar. “Ou seja, antes de ser indicada uma cirurgia de reversão, é importante que seja realizada uma adequada avaliação da parceira desse homem para investigar possíveis causas de infertilidade nessa mulher”, alerta Roque. Isso porque a fertilidade também deve levar em consideração a idade e a reserva ovariana da mulher.

2 – Inseminação Intra-Uterina (IIU)

Essa técnica de reprodução assistida é possível caso ocorra sucesso na reversão ou quando o homem realiza o congelamento de sêmen antes da realização da vasectomia, porém o casal não engravida naturalmente. O sêmen é descongelado e preparado para ser injetado dentro do útero da mulher. O procedimento é realizado no período ovulatório, geralmente com estimulação por hormônios, e, é uma forma de tratamento que se aproxima mais de uma gestação natural.

3 – Fertilização In Vitro (FIV)

É a outra alternativa por meio da reprodução assistida para um homem que tenha realizado a vasectomia, que não tenha indicação ou não queira realizar a reversão, ou mesmo que tenha realizado a reversão mas sem sucesso. Nesses casos, os espermatozoides são retirados diretamente da região do epidídimo ou do testículo e cada espermatozóide é injetado diretamente dentro dos óvulos. A fertilização (junção do óvulo e espermatozoide) é realizada em laboratório e o embrião já formado é transferido para o útero da paciente. As taxas de sucesso são superiores à gestação natural e IIU.

Cuidados

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida aponta que é preciso se atentar em discutir prós e contras do procedimento e comparar resultados de taxas de gravidez pós reversão com as taxas de gravidez pós Fertilização In Vitro. A definição final deve ser do homem ou do casal, quando for o caso, embasados em dados técnicos e resultados apresentados pelo médico especialista.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)

Malformações no útero interferem na fertilidade da mulher

Malformações no útero. Esse é um dos temas que será debatido no XXII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA), que acontece em Brasília entre os dias 1 a 4 de agosto de 2018.

“O assunto merece visibilidade porque pode interferir no processo reprodutivo. Precisamos alertar às brasileiras a melhor forma de tratar esses casos para que elas realizem o desejo de ser mãe”, afirma o médico certificado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Joaquim Lopes.

As anomalias uterinas podem existir em até 2% das mulheres. Elas são decorrentes de defeitos na formação do órgão durante o desenvolvimento de um feto feminino.

Estimativas apontam ainda que a doença é responsável por 15% dos abortos que ocorrem entre 4 e 6 meses de gestação. “É uma doença que pode não apresentar sintomas e apenas ser percebida a partir das perdas gestacionais. A maioria das pessoas desconhece as malformações”, explica o médico.

As anomalias uterinas que mais impactam o processo reprodutivo são:

Útero septado: é o tipo mais frequente e danoso, responsável por 10 a 12% das perdas gestacionais recorrentes devido a redução do espaço para evolução da gravidez ou mesmo levar a deficiência de irrigação sanguínea para a placenta

Didelfo, bicorno e unicorno: implicam na redução de espaço para o desenvolvimento adequado do concepto

Útero arqueado: apresenta uma discreta irregularidade na cúpula uterina interna e, geralmente, não é considerado deletério para a evolução gestacional.

Agenesia uterino ou Síndrome de Rokitanski: ausência de formação no útero ou formação uterina de forma muito rudimentar associada a ausência de desenvolvimento dos 2/3 superiores da vagina. Nesses casos, pode ocorrer ausência de menstruação e dificuldade para o coito

Apenas na síndrome de Rokitanski ocorre um impedimento para que ocorra a gestação. “Nesse caso, o coito fica prejudicado, não há comunicação entre a vagina e as trompas, onde ocorre o encontro do óvulo e do espermatozóide porque o útero está ausente ou muito rudimentar”, lembra Joaquim.

Os outros tipos de malformação uterina não impedem a gravidez, mas podem dificultar a evolução gestacional pela falta de espaço adequado para o desenvolvimento do feto e até mesmo levar a interrupções prematuras.

Reprodução Assistida x Malformações no útero – A reprodução assistida auxilia as pacientes inférteis devido a malformações no útero. “Essas pacientes podem ter os folículos estimulados e os óvulos coletados e fertilizados”, explica Joaquim. Ainda de acordo com ele, “nesses casos, os embriões resultantes serão obrigatoriamente transferidos para um útero substituto. Ou seja, a mulher que não tem o útero com funcionamento adequado para uma gestação pode recorrer à técnica de gestação de substituição – já regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina”, completa.

CBRA – Brasília receberá, de 1 a 4 de agosto de 2018, o XXII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (XXII CBRA). Cerca de mil profissionais entre médicos, biólogos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais são aguardados no evento, além dos principais nomes da medicina reprodutiva internacional e dos autores dos mais importantes trabalhos científicos na área.

O objetivo é apresentar os avanços da reprodução assistida, trocar experiências entre os pares e buscar alternativas destinadas aos pacientes que desejam realizar o sonho de ter um filho. A iniciativa do Congresso é da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). Saiba mais em: http://sbracongressos.com.br

Fonte: Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA

O que é a toxoplasmose, doença que traz riscos à gravidez e você pode ter tido sem saber

Febre, dor de cabeça e no corpo, cansaço, gânglios inchados. Desde o fim de janeiro, unidades de saúde do município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, começaram a receber cada vez mais pacientes com esses sintomas. A causa, até então desconhecida, foi confirmada nessa quinta-feira pelas secretarias de saúde municipal e estadual: surto de toxoplasmose. Por enquanto, há 59 casos suspeitos e 14 confirmados.

“O número total de casos poderá ser maior (que os 59 suspeitos). A gente não sabe em que ponto da curva a doença está”, ou seja, se ascendente, estável ou descendente, afirma Marilina Bercini, diretora do Centro Estadual da Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul.

A toxoplasmose é provocada por um parasita, o toxoplasma, e é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados ou pela placenta da mãe para o bebê.

É uma doença extremamente comum. No Sul do país, estima-se que seis em cada dez pessoas já tenham contraído toxoplasmose em algum momento da vida, segundo a médica infectologista gaúcha Lessandra Michelim, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

“É muito complicado o controle do toxoplasma, porque ele está espalhado pelo ambiente. Não é por falta de cuidado e higiene. Nem é algo exclusivo nosso. A França, por exemplo, tem incidência maior que a do Brasil”, afirma Michelim.

Você, inclusive, já pode ter sido contaminado pelo toxoplasma e não fazer nem ideia disso. Afinal, a grande parte dos casos não apresenta sintomas e não gera complicações.

Porém, não é uma doença banal. Oferece grande risco no caso de gestantes que contraiam a toxoplasmose durante a gravidez (ter contraído antes não gera problema nenhum), porque pode comprometer o desenvolvimento do feto. Além disso, também é perigosa para pessoas que estejam com a resistência baixa – imunodeprimidas, no linguajar médico.

A maior parte dos casos de toxoplasmose são isolados. Já os surtos, que acometem um número maior de pessoas em um determinado local e período, são menos comuns. Nesses casos, a causa envolve algum tipo de contaminação ambiental pelo parasita – por exemplo, uma fonte de água, um criadouro de animais, uma área agrícola ou mercado de alimentos.

No caso de Santa Maria, ainda não se sabe qual é a origem da contaminação. Identificá-la é justamente a prioridade das autoridades de saúde neste momento. Afinal, como os casos não pararam de aparecer, é possível que a população continue exposta.

Como a toxoplasmose é transmitida?

O toxoplasma é um parasita liberado no ambiente pelas fezes de felinos contaminados – principalmente gatos, os felinos mais comuns.

Nessa fase, o toxoplasma está em um estágio de vida chamado de oocisto, presente nas fezes dos gatos por até duas semanas após a infecção. Depois de despejados no ambiente, os ooscistos levam alguns dias para se tornarem infecciosos. E são extremamente resistentes, podendo se manter infectantes por até um ano e meio.

A partir daí, água, solo, plantas e outros animais de consumo humano podem se contaminar. E, na sequência, contaminar pessoas.

Além disso, animais como ratos e pássaros podem adquirir o parasita ao beber água, comer plantas ou entrar em contato com solo contendo esses oocistos – mais gatos podem ser infectados da mesma forma, bem como ao se alimentarem desses bichos, levando a novas liberações do toxoplasma no ambiente.

Os felinos são os únicos hospedeiros definitivos, ou seja, apenas no intestino deles é que o parasita consegue realizar seu processo de reprodução. Outros animais, como os seres humanos, são hospedeiros intermediários – podem ser infectados, mas não liberam oocistos em suas fezes.

Mas quando contaminados, eles passam a abrigar cistos do parasita, que podem ficar presentes em seu corpo até o fim da vida. Caso uma pessoa se alimente da carne mal passada de um boi que teve toxoplasmose, por exemplo, ela pode ingerir esses cistos e, assim, se infectar.

Não há vacina para a doença.

É preciso evitar o contato com gatos?

“É importante salientar que o toxoplasma é adquirido pela alimentação. Os gatos não são um vetor (não transmitem a doença). Eles podem fazer parte do ciclo do parasita e eliminá-lo nas suas fezes. Mas o gato em si, o contato com ele e com o seu pelo não transmitem a doença”, explica a infectologista Michelim.

“Quando tem surto, muita gente acaba matando gato ou até se desfazendo do animal. É desinformação.”

A Prefeitura de Santa Maria acrescenta que os gatos “apresentam pouca importância epidemiológica em surtos”. Isso porque a origem deles é alguma contaminação ambiental. Ou seja, o importante para evitar a propagação da doença é encontrar e descontaminar essa fonte, não evitar contato com gatos.

Porém, para evitar os casos isolados (quando uma pessoa se contamina sem relação com um surto), que são a maioria, é preciso manter total higiene ao lidar com as fezes dos gatos, principalmente no caso de grávidas.

O Centers for Disease Control and Prevention (CDC), agência do Departamento de Saúde dos Estados Unidos, diz que grávidas não devem abrir mão de seus gatos, mas recomenda que evitem limpar a caixa de areia deles. Se isso não for possível, a dica é usar luvas descartáveis e lavar bem as mãos depois. A limpeza deve ser diária.

A maioria dos felinos se torna imune à doença após uma primeira contaminação, mas é muito difícil saber quando ela ocorre – a exemplo dos humanos, eles raramente apresentam sintomas.

O que mais deve ser feito para se prevenir?

“Essa é a pergunta mais difícil. A toxoplasmose é endêmica. Por mais que tenhamos todos os cuidados necessários, a gente nunca sabe qual é a real procedência de vários alimentos e da água que consumimos. O que podemos fazer é tentar consumir alimentos com procedência, que tenham uma fiscalização”, fala Michelim.

Como o risco maior é para gestantes, a recomendação é que elas sim façam um controle rigoroso da alimentação. “A toxoplasmose no começo da gravidez pode causar aborto. No meio, pode gerar sequelas permanentes no bebê, como retardo mental, alteração ocular e no desenvolvimento psicomotor”, explica a infectologista.

Segundo ela, gestantes que já tiveram toxoplasmose antes da gravidez não estão totalmente livres do risco de pegar a doença de novo, porque há cepas diferentes. Por isso, todas devem se cuidar.

Já no caso de pessoas com imunidade baixa, a toxoplasmose pode afetar o sistema nervoso, coração, pulmão, fígado e provocar problemas nos olhos. O tratamento costuma ser feito com antiparasitários ou, dependendo do caso, antibióticos. As gestantes com a doença devem fazer um acompanhamento específico.

O que se sabe sobre o surto de toxoplasmose em Santa Maria?

A investigação dos casos em Santa Maria começou em 12 de abril. As suspeitas iniciais eram dengue, chikungunya e toxoplasmose.

Na quinta-feira, o surto de toxoplasmose foi comunicado oficialmente.

O primeiro paciente identificado começou a apresentar sintomas em 20 de fevereiro. Porém, estão sendo considerados casos suspeitos todos aqueles que tiveram os sintomas a partir de 20 de janeiro.

Para ajudar na identificação, as autoridades estão fazendo uma varredura nos prontuários médicos de todos os pacientes atendidos na rede de saúde desde o início do ano.

As gestantes identificadas com toxoplasmose estão sendo encaminhadas para o pré-natal de alto risco do Hospital Universitário de Santa Maria.

“A fonte (de contaminação) está sendo procurada, mas não é fácil fazer essa investigação. O surto tem origem em uma contaminação ambiental, um protozoário que vive no ambiente. Não é transmitido por mosquito”, afirma Marilina Bercini, do centro de vigilância estadual.

Quais são as principais recomendações?

A Prefeitura de Santa Maria emitiu as seguintes recomendações para a população da cidade, que tem 260 mil habitantes:

– Evitar consumo de água e alimentos de origem desconhecida;

– Comer somente carnes bem cozidas ou bem passadas (não se alimentar de carnes cruas, mal passada ou embutidos frescos);

– Beber somente água tratada, filtrada ou fervida;

– Beber somente leite pasteurizado ou fervido;

– Lavar bem as mãos após manuseio de carnes cruas;

– Lavar bem frutas, verduras e legumes crus antes do consumo;

– Lavar bem as mãos antes das refeições;

– Fezes de gatos devem ser recolhidas com luvas ou sacolas plásticas, e devem ser descartadas em sacos plásticos utilizados para o lixo doméstico e disponibilizadas para o sistema público de coleta. Gatos jovens e doentes podem ficar com fezes contaminadas por cerca de 15 dias. Gatos adultos geralmente são imunes e raramente transmitem a doença.

Fonte: BBC

Sinais da Síndrome do Ovário Policístico que talvez você nunca tenha notado

Provocada por um desequilíbrio hormonal, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma desordem endócrina que interfere no processo de ovulação e leva à formação de cistos que não desaparecem após o ciclo menstrual e acabam alterando a estrutura do ovário, fazendo com que ele fique até três vezes mais largo do que o normal.

O quanto antes a condição for diagnosticada, menores os impactos para a saúde da paciente. Portanto, além de se consultar regularmente com um ginecologista, a mulher deve ficar atenta a possíveis sinais de Síndrome do Ovário Policístico que nem sempre são notados ou são facilmente confundidos.

Sintomas de Síndrome do Ovário Policístico

Pelos em excesso: o aumento de pelos nas regiões das axilas, genitália e rosto ocorre pela ação aumentada dos hormônios sexuais masculinos, comum à SOP.

Queda de cabelos: o enfraquecimento e queda dos fios também acontecem por causa das grandes alterações hormonais provocadas pela Síndrome dos Ovários Policísticos.

Acne: a ação dos hormônios andrógenos sobre as glândulas sebáceas aumenta a oleosidade da pele e, consequentemente, leva ao aparecimento de espinhas.

Manchas na pele: marcas mais escuras na cútis, especialmente nas axilas e atrás do pescoço, também podem ser sintomas da SOP.

Ganho de peso: a SOP predispõe a mulher ao aumento de peso sem motivos aparentes por causa das alterações de hormônios sexuais e da elevação da insulina.

Síndrome dos Ovários Policísticos: causas e tratamentos

Estima-se que a SOP afeta 20% das mulheres durante a fase reprodutiva. As causas ainda não são completamente conhecidas, mas já se sabe que o problema tem origem genética, pois irmãs ou filhas de uma mulher portadora da desordem têm 50% de chance de desenvolver o quadro.

A Síndrome dos Ovários Policísticos pode ser controlada através de tratamento medicamentoso, com uso de anticoncepcionais hormonais que podem proteger os ovários da formação dos microcistos e diminuir os níveis de insulina e hormônios masculinos.

Fonte: Vix

Posso postergar minha gravidez?

Condições físicas, mentais, entre outras questões podem interferir na decisão.

Diariamente pacientes tem-me feito esta pergunta: “Posso postergar minha gravidez?”

A resposta, nem sempre é tão simples, implica em condições físicas, mentais, espirituais, sociais e financeiras para que tal pergunta seja respondida de forma clara e correta.

Olhando pelo prisma fisiológico, é mais pertinente que a mulher engravide em idade apropriada, quanto antes houver a gestação, maiores as chances do nascimento de um bebê saudável e de uma gravidez tranquila.

Porém, postergar a gravidez pode ser uma hipótese que pode ser uma alternativa a ser analisada, para tomar esta decisão a mulher precisa avaliar pelo menos cinco pontos. Vamos falar deles?

Condições físicas

As mulheres nascem com uma reserva ovariana limitada. Os óvulos são formados no ovário ainda na vida intrauterina de sua mãe, completando sua maturidade apenas quando está para se desprender do ovário, ou seja, no período de ovulação.

Durante toda vida reprodutiva da mulher, a quantidade de óvulos diminui e sua qualidade piora. Há um consenso na literatura médica que a partir dos 35 anos este declínio acentua-se, sendo que após os 40 anos cai de forma realmente significativa.

Condições emocionais

É importante avaliar estas condições, elas irão dizer o quanto a mulher está preparada para tomar tal decisão. A esperança do sucesso na gestação pode ser abalada por emoções negativas pautadas na incerteza da escolha.

O tratamento de reprodução assistida por vezes são difíceis e tomam um longo tempo. É comum durante o processo que muitas emoções venham à tona, fazendo com que a paciente questione sua capacidade para enfrentar este período.

Por isso é tão significativo um bom estado emocional para assumir uma responsabilidade determinante.

Condições sociais

Em alguns casos, validar a opinião do companheiro e da família é fundamental em alguns casos. Ter este suporte contribuí para a qualidade da escolha.

 

É importante este escudo emocional recebido por outros para que a carga desta decisão seja compartilhada.

Condições financeiras

É importante responder a seguinte pergunta: tenho provisionamento financeiro para arcar com os custos envolvidos neste processo?

Dependendo da resposta esta questão terá que ser adiada.

Condições espirituais

É essencial proteger o coração.

A mulher precisa identificar a consciência e responder a seguinte pergunta: sinto paz para tomar tal atitude? Valide esta resposta para identificar qual o caminho correto.

Das repostas a estas perguntas podemos buscar junto com a paciente qual seria o melhor caminho a trilhar.

No fim, a decisão mais assertiva para cada caso é conversar com o especialista em reprodução assistida para identificar a melhor solução. Na Feliccità além do médico, outros profissionais estão disponibilizados para viabilizar suporte e aconselhamento tanto na área psicológica como na espiritual afim de oferecer suporte para esta importante decisão.

Continue nos seguindo nas redes sociais e acompanhe nosso blog para saber das novidades e informações sobre reprodução assistida.

Prof. Dr. Álvaro Pigatto Ceschin

CRM-PR 10.060

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