Exames de reserva ovariana e as alternativas para a gravidez tardia

Exames de reserva ovariana e as alternativas para a gravidez tardia

Fonte: SBRA –  acessado 29/08/2018

A idade é um fator preponderante para a fertilidade, especialmente a feminina. Estimativas apontam que o pico da fertilidade da mulher acontece por volta dos 25 anos e que, a partir dos 35, a quantidade de óvulos presentes no ovário tende a diminuir de maneira mais acelerada. Por isso, é fundamental que as mulheres conheçam seu potencial reprodutivo por meio de exames preventivos capazes de detectar a reserva ovariana. Esse será um dos temas discutidos no XXII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida, que acontece em Brasília durante os dias 1 a 4 de agosto.

“Os testes de reserva ovariana são recomendados para estimar a resposta ovariana ao estimulo hormonal da indução da ovulação. Os resultados são fatores que auxiliam na condução dos procedimentos assistidos” explica o médico creditado pela SBRA, Marcelo Gondim. Na entrevista abaixo, o ele explica quais são os exames que a mulher deve realizar para se ter uma a ideia do tempo de vida útil dos óvulos e a maneira mais assertiva para um planejamento de gravidez.

1 – Como detectar o envelhecimento do ovário?

Marcelo Gondim – Existem vários exames que podem estimar a reserva ovariana, dentre eles podemos citar o FSH, o AMH, a CFA.

O AMH é um dos exames mais recentes por ser mais preciso e fiel aos valores obtidos.  Entretanto, o AMH tem um custo elevado e os valores de referência podem variar entre os “kits” disponíveis para a realização do mesmo, podendo levar a interpretações erradas. Isso porque os laboratórios de análises clínicas utilizam aparelhos diferentes, fazendo com que tenhamos valores de referências distintos.

A CFA é um exame barato e simples de fazer. É uma contagem dos pequenos folículos na periferia do ovário, por meio do ultrassom no início do ciclo menstrual. É um exame importante que interfere na escolha da dose de medicamento e no prognóstico da resposta nos ciclos de fertilização in vitro.

O FSH é um exame que vem perdendo um pouco a sua importância porque pode variar dentro do ciclo menstrual. Seu resultado pode ser influenciado por algumas substâncias como os hormônios, por exemplo.

2 – Qual a importância desses hormônios na infertilidade?

Marcelo Gondim – Esses hormônios nos ajudam a ter um prognóstico e a programar qual o melhor tratamento.

3 – O que os resultados indicam?

Marcelo Gondim – CFA acima de 9 e um AMH alto indicam  uma boa reserva ovariana. Um CFA e AMH baixo estão associados a um prognóstico ruim. Devemos lembrar ainda que a idade feminina é um dos principais fatores que indicam uma boa reserva.

4 – Caso não seja uma quantidade ideal, como proceder?

Marcelo Gondim – Caso tenhamos exames alterados, orientamos um tratamento terapêutico ao casal. Entre os tratamentos de reprodução assistida mais indicados e bem sucedidos está a Fertilização In Vitro porque aumenta a chance de hiperestimulação ovariana e de uma quantidade maior de óvulos a serem utilizados.

CBRA – Brasília receberá, de 1 a 4 de agosto de 2018, o XXII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (XXII CBRA). Cerca de mil profissionais entre médicos, biólogos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais são aguardados no evento, além dos principais nomes da medicina reprodutiva internacional e dos autores dos mais importantes trabalhos científicos na área. O encontro permite a trocar experiência entre os pares para buscar alternativas destinadas aos pacientes que desejam realizar o sonho de ter um filho.

A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), que também tem realizado o Movimento da Fertilidade com ações educativas na área da saúde voltadas ao homem e a mulher. Os próximos encontros acontecerão nos dias 21 de julho, 28 de julho e 4 de agosto nas cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo; Curitiba, Porto Alegre, Goiânia; e Brasília, respectivamente.

Saiba mais em: http://sbracongressos.com.br

Por Deborah de Salles
Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

Útero retrovertido

Útero retrovertido

útero é um órgão oco, com o formato aproximado de uma pera invertida. Localizado no interior da pelve (bacia), sua extremidade superior chama-se fundo. A porção inferior, mais estreita, em contato direto com a parte de cima da cavidade vaginal, recebe o nome de colo, cérvix ou cérvice. Entre uma e outra está o corpo do útero, o segmento mais dilatado de todo o sistema reprodutor feminino. Constituído por espessa camada de musculatura lisa (miométrio), na maioria das mulheres, o fundo do útero se projeta para frente do abdômen flexionado sobre a bexiga urinária (anteroversoflexão).

O útero não é um órgão fixo dentro da cavidade pélvica. Ele é mantido no lugar por meio de diversos ligamentos. No entanto, estudos mostram que, entre 15% e 25% das mulheres apresentam o útero retrovertido. Ou seja, o órgão está fletido para trás, com o fundo em forma de cúpula virado na direção da coluna vertebral e do reto, porção final do intestino grosso.

Causas

Algumas mulheres podem ser portadoras de útero retrovertido (reverso, retroflexo, virado são outros nomes dessa condição) desde o nascimento. Noutras, a retroversão pode ser adquirida nas seguintes circunstâncias: durante o parto (posição em geral transitória), pela flacidez dos ligamentos que fixam o útero à pelve ou a outros órgãos, pela presença de miomas ou de cicatrizes provocadas por focos da endometriose ou por infecções pélvicas.

Ao contrário do que muitos pensavam no passado, a retroversoflexão do útero não é responsável pela infertilidade feminina. Essa posição é uma variante anatômica normal e não costuma ter consequências graves para a saúde da mulher ou do feto. Entretanto, o útero retroverso está mais associado aos casos de endometriose, uma doença inflamatória crônica do tecido endometrial fora da cavidade uterina. Uma das hipóteses para explicar a endometriose é que parte do sangue menstrual que contém células do endométrio reflui através das trompas e se deposita em outros órgãos da cavidade abdominal e nos ovários. É a chamada menstruação retrógrada, que pode dificultar a gravidez.

Sintomas

A alteração no posicionamento do útero pode ser assintomática. Quando há sintomas, os mais comuns são:

  • dor durante o ato sexual (dispareunia);
  • cólicas menstruais fortes (dismenorreia);
  • dor durante a evacuação (proctalgia);
  • dor durante a micção (disúria);
  • dor nas costas e na coluna lombar.

Diagnóstico

A retroversão uterina pode ser diagnosticada ocasionalmente no exame ginecológico numa consulta de rotina, sem nunca ter causado nenhuma alteração. No entanto, uma vez levantada a hipótese de útero retroflexo, a ultrassonografia transvaginal é um exame útil que deve ser recomendado para confirmar o diagnóstico.

Determinar a posição do útero pode ser importante em alguns momentos da vida da mulher. Por exemplo: na fecundação in vitro, quando o médico vai inserir os embriões, ou quando vai colocar um DIU ou, ainda, durante a realização de exames como a histeroscopia.

Tratamento

Não havendo sintomas, o útero retrovertido não precisa de tratamento. Quando eles se manifestam, muitas vezes o problema é resolvido com a indicação de hormônios para regular o ciclo menstrual . O importante, porém, é sempre identificar e tratar uma possível causa subjacente do transtorno, seja a endometriose ou os miomas, por exemplo.

A indicação de cirurgia para reposicionar o útero sobre a bexiga urinária na anteroversoflexão pode ser absolutamente desnecessária a não ser em casos específicos de acordo com a avaliação do médico ginecologista. Um deles é a retroversão do útero ocorrer no início da gravidez provocando o aprisionamento ou encarceramento do útero na pequena pelve.

Recomendações

  • Útero retrovertido não é doença. Pode indicar, apenas, uma posição anatômica natural que o órgão pode ocupar no corpo;
  • Condições como bexiga cheia e envelhecimento, entre outras, podem promover o deslocamento do útero sem causar nenhum problema para a saúde da mulher;
  • A retroversão do útero não impede que a mulher engravide e que a criança nasça por parto normal;
  • Útero projetado para trás do corpo, na direção do reto, não é causa de endometriose. Ao contrário, é a endometriose que pode ser responsável pela mudança de posição do útero;
  • Não existe um protocolo único para o tratamento da retroversão uterina. As medidas terapêuticas variam conforme as peculiaridades de cada caso.

Fonte:  Drauzio Varela – acessado 22/08/2018

Síndrome do ovário policístico

Síndrome do ovário policístico

Autora: Maria Helena Varella Bruna

Os ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno. Entre 20% e 30% das mulheres podem desenvolver cistos nos ovários, isto é, pequenas bolsas que contêm material líquido ou semissólido. São os ovários policísticos, que normalmente não têm importância fisiológica, mas que em torno de 10% estão associados a alguns sintomas. Os outros casos são assintomáticos.

A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos.

A síndrome acomete principalmente mulheres entre 30 e 40 anos e o diagnóstico tornou-se mais preciso com a popularização do exame de ultrassom.

Sintomas

* Alterações menstruais – As menstruações são espaçadas. Em geral, mulher menstrua apenas poucas vezes por ano;

Hirsutismo – Aumento dos pelos no rosto, seios e abdômen;

Obesidade –Ganho significativo de peso piora a síndrome;

Acne – Em virtude da maior produção de material oleoso pelas glândulas sebáceas;

Infertilidade.

Causas

Não foi estabelecida ainda a causa específica da síndrome dos ovários policísticos. Sabe-se que 50% das mulheres com essa síndrome têm hiperinsulinismo e o restante apresenta problemas no hipotálamo, na hipófise, nas adrenais e produz maior quantidade de hormônios masculinos.

Tratamento

Como se trata de uma doença crônica, o tratamento é sintomático.

Mocinhas de 15 ou 16 anos, obesas, com pelos no rosto e no corpo e acne precisam emagrecer. Às vezes, só a perda de peso ajuda a reverter o quadro. Se não forem obesas, a atenção se volta para o controle da produção de hormônios masculinos, o que se consegue por meio de pílulas anticoncepcionais. Essa medicação atua também na unidade pilossebácea reduzindo a produção de sebo e o crescimento dos pelos.

Os casos de infertilidade respondem bem ao clomifeno, um indutor da ovulação. Se isso não acontecer, pode-se estimular os ovários com gonadotrofinas. Atualmente, é possível, ainda, fazer a cauterização por laparoscopia.

Recomendações

* Consulte regularmente seu ginecologista. Não deixe de fazer o exame ginecológico e outros que ele possa indicar;

* Não se descuide. Mulheres com ovário policístico correm maior risco de desenvolver problemas cardiovasculares na menopausa;

* Controle seu peso. A obesidade agrava os sintomas da síndrome do ovário policístico.

Fonte: Drauzio Varella – acessado 16/08/2018

Bebê que mama é adulto saudável: 5 benefícios a longo prazo da amamentação

Bebê que mama é adulto saudável: 5 benefícios a longo prazo da amamentação

Fonte: Bebê.com.br – acessado dia 14/08/2018

“Aleitamento materno: a base da vida”. A frase, tema da 26 ª Semana Mundial da Amamentação, que ocorre anualmente em dezenas de países para reforçar a importância do leite materno, faz ainda mais sentindo se pensarmos nos efeitos a longo prazo desse ato cheio de carinho e entrega.

“A amamentação é o alicerce para a construção de uma base sólida de saúde física e mental para a criança por toda a vida, atuando positivamente em todo o organismo ”, aponta Graciete Oliveira Vieira, pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Veja alguns benefícios comprovados recentemente pela ciência que se estendem por anos e até décadas depois da amamentação.

Saiba mais aqui

O Hormônio anti-mülleriano( AMH)

O Hormônio anti-mülleriano( AMH)

O  hormônio anti-mülleriano (AMH) descoberto em 1940, é produzido e  secretado exclusivamente pelas gônadas e, está envolvido no crescimento e desenvolvimento folicular.  O exame de dosagem do AMH vem  ganhando destaque a cada dia na clínica ginecologia, pois, é considerado o efetivo, como também, o marcador mais fidedigno do que a própria idade cronológica da mulher, quanto ao patrimônio folicular e a função ovariana. O AMH, além de permitir predizer a reserva ovariana, o seu grau de envelhecimento e o declínio da idade reprodutiva da mulher,  reforça a ainda a hipótese de sua utilização como um bom preditor da idade do início da menopausa.

No RDO Diagnósticos Médicos  o teste/dosagem do AMH é realizado desde 2007, portanto, são mais de 10 anos de experiência clínica/laboratorial, tendo registrado mais de 10.000 casos. No RDO é feita a checagem médica individualmente pelo Dr. Ricardo Oliveira. A liberação do resultado/laudo é pioneiramente emitida em gráfico, com correlação dos valores obtidos com a idade da paciente, o que facilita muito a interpretação.

Programação completa: #movimentodafertilidade

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Spot
• 08:00 às 08:15 – Abertura  e Entrega Kits
Locutor: Chamada para o treino (Prof: Spot)
• 08:15 às 09:00 – Aula 1 – Zumba ou Ritmos (Prof: Spot)
• 09:00 às 09:15 – Apresentação Projeto – Representante SBRA – Coordenador Brasília – Dra. Hitomi
• 09:15 às 10:00 – Aula 2 – Circuit Training ou HIIT – (Prof: Spot)
• 10:00 às 10:45 – Aula 3 – Yoga ou Alongamento – (Prof: Spot)
• 10:45 – Encerramento
• 11:00 – Agradecimentos

Entrevista Dr. Álvaro Ceschin a Band News

Curitiba recebe no dia 28 de julho uma ação do Movimento da Fertilidade, no Parque Barigui. O grupo promove atividades esportivas e um bate papo com equipe de médicos especializados em reprodução humana. Saiba mais sobre o evento na entrevista do Dr. Álvaro Ceschin a Band News acessando o link: http://bandnewsfmcuritiba.com/movimento-de-fertilidade-promove-acao-de-conscientizacao-em-curitiba/

 

Doença sexualmente transmissível pouco conhecida se alastra e alarma médicos por resistência a antibióticos

Doença sexualmente transmissível pouco conhecida se alastra e alarma médicos por resistência a antibióticos

Uma infecção sexualmente transmissível pouco conhecida pode se transformar em uma superbactéria resistente a tratamentos com antibióticos mais conhecidos, segundo um alerta feito por especialistas europeus.

A Mycoplasma genitalium (MG), como é conhecida, já tem se mostrado resistente a alguns deles e, no Reino Unido, autoridades de saúde trabalham com novas diretrizes para evitar que o quadro vire um caso de emergência pública.

O esforço é para identificar e tratar a bactéria de forma mais eficaz, mas também para estimular a prevenção, com o uso de camisinha.

O que é a MG?

A Mycoplasma genitalium é uma bactéria que pode ser transmitida por meio de relações sexuais com um parceiro contaminado.

Nos homens, ela causa a inflamação da uretra, levando a emissão de secreção pelo pênis e a dor na hora de urinar.

Nas mulheres, pode inflamar os órgãos reprodutivos – o útero e as trompas de falópio – provocando não só dor, como também febre, sangramento e infertilidade, ou seja, dificuldade para ter filhos.

A infecção, porém, nem sempre apresenta sintomas.

E pode ser confundida com outras doenças sexualmente transmissíveis, como a clamídia, que é mais frequente no Brasil.

Preocupação

A ascensão da MG ocorre principalmente no continente europeu, mas, no Brasil, o Ministério da Saúde diz que monitora a bactéria tanto pelo aumento da prevalência quanto pelo aumento da resistência antimicrobiana.

Como a infecção por essa bactéria não é de notificação compulsória no país, ou seja, as secretarias de saúde dos Estados e municípios não são obrigadas a informar os casos, não se sabe quantas são as pessoas atingidas.

No entanto, segundo o Ministério da Saúde, estudos regionais demonstram que ela “é muito menos frequente que outros agentes como a N. gonorrhoeae (responsável pela gonorreia) e Chlamydia trachomatis (responsável pela clamídia) – que, quando não tratadas, também podem causar infertilidade, dor durante as relações sexuais, entre outros danos à saúde.

No Reino Unido, por outro lado, o quadro preocupa, segundo a Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV (BASHH, da sigla em inglês).

A associação afirma que as taxas de erradicação da bactéria após o tratamento com um grupo de antibióticos chamados macrolídeos estão diminuindo.

E que a resistência da MG a esses antibióticos é estimada em cerca de 40% no Reino Unido.

Um outro tipo de antibiótico, porém, a azitromicina, ainda funciona na maioria dos casos.

Diretrizes

Novas diretrizes detalhando a melhor forma de identificar e tratar a MG estão sendo lançadas, nesse contexto, no Reino Unido.

Já existem testes para detectar a bactéria, mas eles ainda não estão disponíveis em todas as clínicas da Inglaterra, onde os médicos podem, entretanto, enviar amostras para o laboratório da Public Health England – a agência executiva do Departamento de Saúde e Assistência Social – para obter um diagnóstico.

Peter Greenhouse, especialista em DSTs, recomenda às pessoas que tomem precauções.

“Já é hora de o público aprender sobre a Mycoplasma genitalium”, disse ele. “É mais um bom motivo para por camisinhas nas malas das férias de verão – e realmente usá-las.”

No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que “a realidade ainda é muito diferente da Inglaterra”, mas que é necessário identificar os casos e tratá-los “para interromper a cadeia de transmissão”.

“Vale destacar que a camisinha masculina ou feminina é fornecida gratuitamente pelo Sistema único de Saúde (SUS), podendo ser retirada nas unidades de saúde de todo o país”, lembra.

Fonte: G1