Filha e sobrinha podem ser barrigas de aluguel

Jornalista: NATÁLIA CANCIAN

10/11/2017 – O Conselho Federal de Medicina anunciou nesta quinta-feira (9) novas regras para uso de técnicas de reprodução assistida no país. Entre as mudanças está a permissão para que filhas e sobrinhas também possam ceder temporariamente o útero a parentes com impossibilidade de engravidar —a chamada barriga de aluguel.


Até então, apenas mãe, avó, irmã,
tia e prima poderiam participar da gestação de substituição, quando uma mulher aceita engravidar e dar à luz por outra pessoa.
Agora,
a nova resolução do CFM estende essa possibilidade para descendentes, como filhas e sobrinhas. O uso de barriga de aluguel por não familiares permanece vetado. Hoje, esse tipo de procedimento é autorizado no país para casais gays ou para mulheres com ausência de útero e contraindicações à gravidez.


“Uma mulher que foi mãe aos 16 anos e tirou o útero porque teve um câncer, por exemplo, mas quer engravidar de novo. A filha poderá engravidar por ela”, explica Hitomi Nakagawa, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, que participou das mudanças.

SOLTEIROS

Outra mudança na norma é a possibilidade de que pessoas solteiras recorram a esse processo, o que não constava na resolução anterior.


A mudança atende ao pedido de famílias ao CFM. “Surgiram várias demandas em relação a esse pleito, e resolvemos aumentar mais para que a pessoa tenha direito à procriação”, diz o coordenador da comissão que revisou das normas, José Hiran Gallo.


A previsão é que as novas regras passem a valer a partir desta sexta (10), quando a resolução deve ser publicada no “Diário Oficial da União”.


O protocolo para a barriga de aluguel prevê a necessidade de relatório médico com perfil psicológico, documento que ateste condição clínica e emocional de todos os envolvidos, além de termo de consentimento sobre possíveis riscos e termo de compromisso que estabeleça de forma clara a filiação da criança.


Em geral, a idade máxima para mulheres realizarem as técnicas de reprodução assistida é de 50 anos, mas casos excepcionais podem ser avaliados pela equipe médica.


Mesma regra, assim, vale para a pessoa que vai ceder o útero em uma gestação de substituição, a qual também deve ter idade máxima de 50 anos, segundo Nakagawa.
Acima dessa idade, pode haver maior risco de complicações para mulher e bebê.

EMBRIÕES

Outra mudança é a redução no período mínimo para descarte de embriões congelados, que passa de cinco para três anos. O critério vale tanto para os casos de vontade do paciente quanto para abandono do material —quando o paciente deixa de pagar pelo congelamento ou não é contatado pela clínica, por exemplo.
Segundo Gallo, a falta de normas específicas também gerava dúvidas às clínicas, que acabavam por assumir os custos do processo.


A nova resolução também frisa a possibilidade de que médicos observem “questões sociais” ao avaliar a utilização de técnicas de reprodução assistida pelos pacientes.


Comisso, mulheres sem diagnóstico de problemas reprodutivos passam a ter garantia de que poderão vir a utilizar técnicas como congelamento de gametas, embriões e tecidos germinativos.


Assim, se desejarem engravidar em outro momento, poderão se submeter à reprodução assistida. Até então, o procedimento já era realizado, mas não havia norma expressa sobre isso, o que gerava dúvidas de clínicas e pacientes.


De acordo com o CFM, o objetivo é aumentar a possibilidade de que mulheres façam um “planejamento reprodutivo”, levando em conta processos de trabalho ou estudos, por exemplo.

Fonte: Folha de S. Paulo

 

Posso congelar meus óvulos para usar mais tarde se não estiver doente?

Por que eu gostaria de congelar meus óvulos?

À medida que as mulheres envelhecem, elas podem encontrar dificuldade em engravidar e conceber um bebê saudável. As mulheres nascem com aproximadamente 1-2milhões de óvulos. A maioria dos óvulos morre naturalmente (assim como perdemos pele e células ciliadas todos os dias). Quando uma menina atinge a puberdade, ela fica com aproximadamente meio milhão de óvulos. Àmedida que ela envelhece, especialmente quando entram em meados ou no final dos 30 e 40 anos, os óvulos desaparecem mais rapidamente. Além disso, os óvulos que permanecem podem ser menos capazes delevar a uma gravidez saudável devido aos efeitos (normais retirar)da idade na qualidade do óvulo.

Biologicamente, é mais fácil engravidar antes dos 30 anos.No entanto, por motivos profissionais, sociais ou de saúde,uma mulher pode não estar pronta para engravidar naquele momento podendo adiar ter um filho até a oportunidade adequada para ela. Compreendendo o efeito da idade (normal retirar) sobre a fertilidade futura, essas mulheres podem buscar tratamentos para remover e congelar os óvulos e guarda-los para uso potencial no futuro.

 

O que envolve o congelamento dos óvulos?

 

O processo real de tratamento é semelhante à primeiraparte do processo de fertilização in vitro (IVF) usado para tratar alguns pacientes com infertilidade. Resumidamente, uma mulher realizaria de 10 a 12 dias de injeções diárias para fazer com que um grupo de seus óvulos amadurecesse se desenvolvesse. Durante este tempo, os níveis de sangue e ultrassom serão feitos para acompanhar sua resposta aos medicamentos. Para remover os óvulos maduros,a mulher passaria por um breve procedimento ambulatorial, que dura de 15 a 30 minutos, geralmente sob anestesia local, ou sedação, para coletar os óvulos. Uma vez removidos e inspecionados por um cientista treinada – um embriologista – os óvulos utilizáveis podem ser congelados por longos anos.

 

Os meus óvulos congelados garantirão um futuro bebê?

 

Não. Mesmo em mulheres mais jovens (ou seja, <38 anosde idade), a chance de um óvulo congelado produzir um bebê no futuro é de aproximadamente de 2 a 12%. À medida que as mulheres envelhecem e a qualidade do óvulo diminui, a taxa de gravidez por óvulo congelado cai ainda mais.

 

Existe um corte de idade após o qual eu não deveriacongelar os óvulos?

 

Antes de iniciar um ciclo de congelamento, uma mulher precisa conversar com um especialista em fertilidade (esterileuta) que oferecerá testes de triagem (exame de sangue e ultrassom) para determinar se o congelamento de óvulos é apropriado para ela.Cada mulher é diferente em relação aos efeitos da idade em sua fertilidade, tenha em mente; algumas mulheres no início dos anos 40 não sofrem infertilidade. No entanto, a maioriados especialistas concorda que o congelamento eletivo de óvulos é mais bem sucedido em mulheres com menos de 38 anos de idade.

 

Se eu tenho óvulos congelados, isso significa que posso adiar começar a ter uma família até eu ficar muito mais velha?

 

É importante entender que os óvulos criopreservados não são garantia de um bebê futuro, uma mulher deve começar a tentar conceber assim que ela se sentir “pronta” e capaz. Uma preocupação é que uma mulher pode ter uma sensação de “falsa segurança” se ela congelar os óvulos. Ela pode atrasar suas tentativas de conceber até que seja muito mais velha; enquanto ela poderia ter começado a tentar a engravidar em uma idade mais precoce, com maior sucesso, se ela não tivesse óvulos congelados em primeiro lugar. Além de pensar nas taxas de sucesso do uso de óvulos congelados, as mulheres também devem entender os potenciais riscos médicos e as preocupações psicossociais dos pais em uma idade avançada. Muitos dos estudos mostrando gestações bem-sucedidas com óvulos congelados somente observaram mulheres que congelaram seus óvulos com seus 20 ou início dos 30 anos.Outra preocupação entre os especialistas em fertilidade é que essas taxas de gravidez não serão tão elevadas para as mulheres que tentam congelar óvulos no final de seus 30 anos ou no início de seus 40 anos.

 

O meu plano de saúde cobrirá o congelamento de óvulos?

 

A maioria dos planos de saúde não cobre o congelamento eletivo de óvulos. No entanto, para pacientes com alto risco de menopausa prematura (menopausa antes de 40) – ou seja, pacientes prestes a sofrer determinados tratamentos contra o câncer — alguns planos podem oferecer cobertura parcial ou completa.

 

Quais os custos envolvidos?

Os custos podem ser divididos em 3 fases amplas:

  • Consulta, medicação, recuperação de óvulos;
  • Armazenamento de óvulos até o uso (geralmente uma taxa anual);
  • Descongelamento com Fertilização “in vitro” e transferência dos embriões para o útero afim de tentar engravidar.

 

Pontos-chave:

  • Uma mulher que não está pronta para ter um bebê pode escolher congelar os óvulos para tentar preservar sua habilidade de ter um bebê mais tarde;
  • O congelamento de óvulos não é uma garantia de poder ter um bebê mais tarde;
  • Nem todas são candidatas ao congelamento de óvulos;
  • O congelamento de óvulos normalmente funciona melhor para aquelas em seus 20 anos até o início dos 30 anos e geralmente não é recomendado para mulheres com mais de 38 anos.

 

Fonte: Criado em 2014 pela ASRM(American Society for Reproductive Medicine)

Dia de Ação de Graças

Esta data faz referência à época das colheitas e significa o agradecimento pelas coisas boas que passaram durante o ano.

A origem vem do século 16, em Plymouth Colony, Massachusetts, os habitantes da vila realizaram uma festa para comemorar a colheita dos alimentos daquele ano. Tudo isso porque passaram por invernos muito rigorosos.

Em 1621, a fim de repetir o agradecimento pelas colheitas, o governador da Vila organiza a Festa no outono, entre os colonos. Esse evento foi composto de vários pratos como milho, peixes, patos e principalmente perus.

Hoje celebramos vitórias depois de grandes lutas vividas durante o ano. Esta gratidão é a Deus, que sustenta o seu povo nas lutas da vida. Aqui na Feliccitá Instituto de Fertilidade, o Culto do dia Mundial de Ação de Graças é celebrado a mais de 20 anos, celebrando a benção e a vitória nos procedimentos realizados.

Dêem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. (I Tessalonicenssses 5:18).

Saiba porque a Osteoporose merece um Dia Mundial voltado para sua prevenção

O Dia Mundial da Osteoporose, comemorado em 20 de outubro, tem como objetivo conscientizar as pessoas da importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento da doença que atinge, principalmente, pessoas acima de 50 anos. Como um problema de saúde pública, já que há uma elevada taxa de morbidade e mortalidade decorrentes das fraturas osteoporóticas, é importante alertar e ensinar a população sobre quais as complicações que a Osteoporose traz e quais medidas preventivas podem ser tomadas.

Um dos principais motivos para se falar sobre a Osteoporose é que, como é uma doença esquelética sistêmica que diminui a resistência óssea, o paciente fica exposto a um risco aumentado de fraturas, além de sentir dor crônica, depressão e perda da independência.

Porém, mesmo sendo uma doença com tantas consequências graves, 80% das pessoas que tiveram pelo menos uma fratura osteoporótica não são diagnosticadas e nem recebem tratamento para a doença.
Seguem alguns dados que demonstram a importância na atenção à Osteoporose:

– Até 2050, a estimativa é que haverá um aumento na incidência mundial de fratura de quadril de 310% em homens e 240% em mulheres.

– Aproximadamente uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens, acima de 50 anos, terão uma fratura decorrente da osteoporose.

– Ocorrem mais de 9 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose anualmente.

– A cada três segundos ocorre uma fratura osteoporótica no mundo.
Esse panorama pode ser mudado através do conhecimento e da conscientização sobre o assunto, assim como a adoção de medidas de prevenção, diagnóstico precoce e instituição de tratamentos adequados.  Pequenos atos podem fazer a diferença, como alimentação saudável e atividade física regular, principalmente durante a infância e adolescência, quando ocorre o desenvolvimento dos ossos.

Também é importante incentivar os indivíduos a reconhecer seus fatores de risco e a procurar serviços de saúde para realização de exames e instituição de tratamento, se houver necessidade.

CNE de Osteoporose – Fonte FEBRASGO

Como as tecnologias de reprodução assistida podem ajudar os casais com infertilidade sem uma causa aparente

Muitos casais com problemas de infertilidade conseguem engravidar com as tecnologias de reprodução assistida, que vem cada vez mais revolucionando o mundo em que vivemos. Quando aprofundamos a investigação em casais com este tipo de diagnóstico, quase sempre acabamos encontrando fatores que podem ser sanados, viabilizando uma gravidez.

A inseminação artificial, ou inseminação intra uterina, durante o período fértil da mulher seria uma alternativa válida. Esta tecnologia é indicada quando temos uma alteração no exame denominado de teste pós coital.

Na fertilização “in vitro” temos dados mais objetivos, principalmente quanto a qualidade dos óvulos obtidos, bem como dos embriões que serão transferidos.  Outro dado que devemos ficar atentos é na espessura e padrão do endométrio, a fina camada interna do útero onde o embrião ira fixar-se. Ele pode estar muito fino, ou espesso demais, ainda podemos perceber que ele não está em sincronia com o desenvolvimento folicular, definido como assincronia endometrial  –  que é quando para implantar o embrião, ele tem de chegar na cavidade uterina e encontrar o endometrio ideal que às vezes pode estar adiantado ou atrasado em relação a chegada do embrião, diminuindo suas chances de implantação.

Mesmo tendo um embrião morfologicamente normal, e um endométrio com espessura  adequada, o embrião poderá não implantar. Quando isso ocorre por 03 (três) vezes , a medicina define como falha de implantação embrionária.  Nestes casos podemos realizar algumas investigações mais aprofundadas tanto do embrião , quanto do endométrio.

Com relação ao embrião:

– Diagnostico pré implantacional(PGS).Procedimento preferencialmente realizada na fase de blastocisto,fase que o embrião atinge após 5 a 6 dias após a fecundação. Retira-se um fragmento do trofectoderma, uma biopsia de um grupo de células embrionárias, efetuando-se uma analise genética deste material por uma tecnologia denominada de NGS . Por meio dela verifica- se a existência,  ou não, de alguma alteração cromossômica do embrião antes que o mesmo  seja transferido para o interior da cavidade uterina.

Com relação à cavidade uterina e endométrio:

– Video histeroscopia – avaliação da cavidade uterina por meio de uma ótica que é acoplada a uma câmera de vídeo. Detecta-se de alterações morfológicas  como pólipos, sinéquias, endometrite. Além do diagnóstico, este método viabiliza o tratamento da alteração encontrada.

– ERA- exame realizado por meio de biopsia do endométrio .Existe uma série de gens que atuam na fixação ou não do embrião. O endométrio é classificado em não receptivo, pré- receptivo, receptivo e pós- receptivo. Isto viabiliza com que se transfira o embrião em um período onde ele terá maior chance de fixação

– Alterações imunológicas: células NK ou natural Killer podem estar ou não alteradas no endométrio. Isto pode ser detectada por meio de uma biopsia e analise específica. Em havendo uma alteração, pode-se utilizar alguns medicamentos que minimizam a ação deste tipo de células.

Mesmo com muitas dúvidas, a ciência reprodutiva tem avançado. Concordo com a frase de Marie Currie, uma cientista que ganhou por duas vezes o prêmio Nobel em Medicina “ Nada há na vida para temer, e sim para compreender. Estamos num tempo que devemos entender mais e assim temer menos”.