Conhecer nosso próprio corpo é fundamental para entender nossos sinais. Por isso, veja aqui 10 assuntos essenciais que irão ajudar você a descobrir mais sobre sua natureza e tirar suas dúvidas sobre o funcionamento do corpo.

Dez coisas que você precisa saber sobre FERTILIDADE NATURAL:

  1. O dia mais fértil não é o mesmo da ovulação Instintivamente, somos levados a pensar que a mulher é mais fértil no dia da ovulação. E é muito comum ouvirmos que as relações sexuais devem começar dois dias antes e terminar dois dias depois da ovulação. Entretanto, as maiores chances de gravidez são atingidas quando as relações acontecem dentro do intervalo iniciado 5 dias antes da ovulação e terminado no dia em que ela ocorre. Esse período de seis dias é considerado o verdadeiro período fértil. É importante saber que a máxima fertilidade é estimada dois dias antes da ovulação.
  2. Não é preciso ter relações rigorosamente ”dia sim, dia não” A informação de que as chances de gravidez são maiores quando as relações sexuais acontecem em dias alternados é muito comum, imaginando-se que ejaculações frequentes diminuiriam a quantidade de espermatozoides no esperma. Entretanto, as chances de gravidez são as mesmas com relações todos os dias ou “dia sim, dia não”. O número de espermatozoides e a capacidade deles de nadar em direção ao óvulo permaneceram inalterados em homens saudáveis.
  3. As posições adotadas para a relação sexual não interferem As posições adotadas para a relação sexual ou como a mulher permanece depois dela em nada se associam à ocorrência da gravidez. Ou seja, não é preciso que a mulher permaneça deitada depois da relação (ou até mesmo eleve o bumbum). Estudos demonstram que os espermatozoides, uma vez depositados na vagina, podem já chegar ao útero em menos de 2 minutos e que em 15 minutos já podem estar nas trompas em busca do óvulo.
  4. O uso de lubrificantes íntimos pode diminuir as chances de gravidez O impacto verdadeiro do uso de lubrificantes íntimos sobre a fertilidade não está comprovado cientificamente. Efeitos negativos sobre os espermatozoides foram observados em laboratório, mas não foram comprovados na prática. Assim, não se pode afirmar que lubrificantes íntimos diminuam as chances de gravidez. Em casos de real necessidade, os óleos mineral (aquele utilizado em bebês), de canola e de mostarda devem ser preferidos, pois parecem não prejudicar a função dos espermatozoides.
  5. Não é possível definir o sexo do bebê pelo dia da relação sexual A crença popular afirma que a relação sexual mais próxima à ovulação favoreceria a concepção de meninos e a mais distante da ovulação, de meninas. Mas não há nada na ciência que confirme a relação entre o dia da relação sexual, a ovulação e o sexo da criança gerada. Na verdade, o que existe é uma quantidade pequena de estudos, a maior parte deles realizada há mais de 15 anos, em pequenos grupos, com resultados controversos, que não servem para embasar o aconselhamento.
  6. Os hábitos alimentares podem interferir nas chances de gravidez Os dados científicos de qualidade relacionando dieta e fertilidade são poucos; é consenso, contudo, que a obesidade seja prejudicial à fertilidade de homens e mulheres. Para as mulheres, é possível que o consumo excessivo de cafeína (mais de 5 xícaras de café por dia) diminua a fertilidade e o benefício de dietas vegetarianas ou com baixo teor de gordura, suplementação de vitaminas, antioxidantes e fitoterápicos não ode ser comprovado. 1 Para os homens, dietas ricas em carne vermelha, carne processada, derivados da soja, batatas, laticínios integrais, cafeína, chás, refrigerantes e doces podem diminuir a qualidade do sêmen; ao contrário, o consumo regular de peixes e frutos do mar, aves, cereais, legumes e frutas, e laticínios com baixo teor de gordura pode melhorar os parâmetros seminais.
  7. Consumo excessivo de álcool e tabagismo diminuem as chances de gravidez O tabagismo tem impacto negativo sobre vários aspectos da saúde de homens e mulheres, o que inclui a fertilidade. No caso das mulheres fumantes, estudos demonstram chances diminuídas de gravidez, aumento das perdas gestacionais espontâneas e antecipação da menopausa quando comparadas a não fumantes. Quanto aos homens, observa-se prejuízo da qualidade do sêmen, pela diminuição da contagem de espermatozoides, aumento dos espermatozoides malformados e agressão ao seu DNA.
  8. Não se devem fazer testes para medir a fertilidade em quem não tentou engravidar Embora seja uma prática relativamente comum e defendida por alguns especialistas, não há base científica para a realização de exames para predizer a fertilidade futura de mulheres jovens sem intenção de engravidar 16 ou daquelas que estejam tentando engravidar há menos de um ano. Da mesma forma, a avaliação da fertilidade do homem por exames laboratoriais não deve ser realizada sem que haja diagnóstico clínico de infertilidade.
  9. A idade do homem interfere pouco Em comparação ao que se sabe para a idade feminina, é pouco conhecida a relação entre a idade masculina e o potencial reprodutivo para a concepção natural. Embora o potencial reprodutivo pareça se manter durante a maior parte da vida do homem, é razoável pensar que exista alguma diminuição da fertilidade natural ao longo do tempo, principalmente depois dos 50 anos.
  10. A idade da mulher interfere muito As chances de concepção diminuem significativamente com o aumento da idade da mulher. Isso é devido à diminuição da quantidade e da qualidade dos óvulos. A partir dos 35 anos, essa diminuição acelera-se e as mulheres devem estar alertas para isso. 1 Objetivamente, sabe-se que casais com desejo de ter apenas um filho não deveriam adiar a gravidez além dos 32 anos de idade da mulher. Mas quando o objetivo do casal é conceber naturalmente dois ou três filhos, a mulher deve iniciar as tentativas aos 27 e aos 23 anos, respectivamente, sob risco de não atingir a prole planejada.

Fonte: FebrasGo